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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Vamos abrir nosso estudo de hoje com uma pergunta: O dom de línguas que conhecemos na atualidade é o mesmo dom de línguas que ocorreu em Atos 2 no dia de pentecostes?
"Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar" (At 2:1)
"Todos" significa os 120 mencionados em Atos 1:15.
E "o mesmo lugar" é o cenáculo em Jerusalém, provavelmente o mesmo lugar onde Jesus realizou a última ceia.
O "dia de Pentecostes" era a festa judaica da colheita, que acontecia 50 dias após a páscoa, por isso o nome, pentecostes (de penta = 5 ou 50 dias).
Considerando que o Senhor Jesus esteve morto por 3 dias e apareceu vivo aos discípulos por 40 dias, os discípulos ficaram por uma semana em oração aguardando a promessa do Espírito Santo (At 1:4).
"De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. (Atos 2:2-3)
Observe que ele não fala que ouve vento, mas um som de vento.
E também não fala que ouve fogo, mas línguas, como de fogo pousaram sobre cada um deles.
E também não fala que ouve fogo, mas línguas, como de fogo pousaram sobre cada um deles.
"Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem." (Atos 2:4)
Que tipo de línguas eles estavam falando? Como isso aconteceu?
Uma análise prévia já nos leva a entender que tratava-se de mais de um tipo de língua, afinal de contas, "segundo o Espírito concedia que falassem, cada um passou a falar em outras línguas".
Mas o verso 5 e 6, nos revela que tipo de língua eles estavam falando: "Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua."
"Habitando em Jerusalém" significa ¨tabernaculando", ou "acampando". Por ocasião das festas a população da cidade se multiplicava, e, provavelmente, muitos dos que irão ouvir o discurso que Pedro irá proferir após esse momento, estas pessoas presenciaram também a crucificação de Jesus e sabiam muito bem do que Pedro estava falando.
Eles provavelmente faziam parte da multidão que estendeu suas vestes para a entrada de Jesus em Jerusalém. Eles ouviram ou até presenciaram muitos dos milagres de Jesus. Eles reconheceram que aquele pequeno grupo de 120 pessoas eram galileus, como o galileu Jesus, e por isso disseram: "Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?" (Atos 2:7)
"Nossa própria língua materna"! Era esse tipo de língua que aqueles 120 estavam falando. Línguas de outros povos.
Por ocasião do cativeiro na Babilônia, a cidade de Jerusalém foi desolada e, nos dias de Esdras e Neemias, quando os judeus foram permitidos retornar à sua terra, nem todos voltaram para sua terra, haviam judeus espalhados por todo o mundo, mas, na época das festas, eles peregrinavam a Jerusalém para cumprir as ordenanças da lei. A língua oficial do povo israelita, o hebraico, era falado apenas pelos mais cultos. O grego era a língua mais falada no império romano, mas também não era universal.
Para cumprir a profecia do "reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos" (Jo 11:52; Is 56:8), Deus fez o milagre de as pessoas ouvirem as "grandezas de Deus" em sua própria língua, sem a necessidade de intérprete, de forma que, se torna injustificável o israelita que não obedece o chamado de Deus para a aceitação do reino que estava iminente.
Para cumprir a profecia do "reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos" (Jo 11:52; Is 56:8), Deus fez o milagre de as pessoas ouvirem as "grandezas de Deus" em sua própria língua, sem a necessidade de intérprete, de forma que, se torna injustificável o israelita que não obedece o chamado de Deus para a aceitação do reino que estava iminente.
São mencionadas 16 localidades das mais diversas regiões do mundo conhecido daqueles dias:
"Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?" (Atos 2:9-11)
Não existe dúvida alguma que as línguas aqui faladas eram línguas diversas, de outros povos.
Agora temos duas perguntas que devem ser respondidas:
1. A primeira, é a pergunta feita pelos judeus atônitos e perplexos, de Atos 2:12: Que quer dizer isto?
2. A segunda é: O dom de línguas que conhecemos nos dias de hoje? Se ele não é o mesmo do dia de pentecostes, de onde ele surgiu? Ele é bíblico?
Bom. A nossa primeira pergunta será respondida com mais clareza pelo apóstolo Pedro, em seu discurso que será analisado no próximo estudo, por isso recomendamos que você não perca a sequência do estudo do livro de Atos no canal Graça no Brasil. Mas, para não
deixar você ansioso, aguardando o próximo estudo, podemos adiantar que "Deus fez um milagre necessário para que os discípulos cumprissem o propósito converter e reunir para o reino todos de Israel que andam dispersos entre as outras nações". (Mc 16:15)
deixar você ansioso, aguardando o próximo estudo, podemos adiantar que "Deus fez um milagre necessário para que os discípulos cumprissem o propósito converter e reunir para o reino todos de Israel que andam dispersos entre as outras nações". (Mc 16:15)
Como iriam eles até os confins da terra sem poderem se comunicar?
De que forma as "grandezas de Deus referentes ao reino" seriam compreendidas claramente, se não na própria língua natural do ouvinte?
Quanto à nossa segunda pergunta, somos obrigados a afirmar que não há, na bíblia, o dom de línguas que é manifesto por algumas igrejas. Não existe nada semelhante e nem há na bíblia um propósito para que tal manifestação ocorra.
Pretendemos em breve fazer um estudo dos capítulos 12, 13 e 14 do livro de 1 Coríntios, onde o apóstolo Paulo dá orientações a respeito do uso dos dons na igreja e as razões para sua existência naqueles dias.
No próximo estudo, além de verificar a resposta de Pedro para a pergunta dos Judeus: Que quer dizer isso?
Veremos também que, para Pedro, esse é um sinal evidente de que esses discípulos que estavam vivendo a dois mil anos atrás estavam presenciando acontecimentos relacionados aos últimos dias, os dias que antecedem o estabelecimento do reino a Israel. A pergunta ainda permanece: Por que o reino não veio?
Veremos também que, para Pedro, esse é um sinal evidente de que esses discípulos que estavam vivendo a dois mil anos atrás estavam presenciando acontecimentos relacionados aos últimos dias, os dias que antecedem o estabelecimento do reino a Israel. A pergunta ainda permanece: Por que o reino não veio?
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