terça-feira, 17 de maio de 2011

Que hei de fazer para herdar a vida eterna?

Esta pergunta foi feita ao Senhor Jesus por duas vezes conforme constam nos evangelhos (Mt 19:16, Lc 10:25), entretanto está é a pergunta que motivou cada ser humano a aproximar-se de Jesus e motiva até hoje os homens a O buscarem, desejando a reconciliação e por fim a vida eterna.
A resposta? Isto é impossível aos homens.
Observemos a passagem de Mateus capítulo 19:16-26 que se repete em Marcos10:17-27 e Lucas18:18-27. Após receber a pergunta daquele jovem, o Senhor Jesus lembrou-lhe dos mandamentos. Quando o jovem inocentemente afirma “tudo isso tenho guardado desde a minha juventude”, Jesus “olhando para ele, o amou”. É claro que aquele homem não era perfeito como perfeita é a lei de Deus, porém, era um homem justo, correto e honrado em seu desejo de servir ao Senhor. Sua ingênua pretensão de integridade cai por terra quando o Senhor lhe diz: “Só uma coisa te falta”. Esta “coisa” envolve o mandamento supremo, o princípio de toda a lei, o preceito que está por traz de cada uma das ordenanças, o Amor! Amar a Deus sobre todas as coisas! Amar o próximo como a ti mesmo. Aquele jovem não estava disposto a repartir, compartilhar, abrir mão do que lhe dava prazer.
Semelhantemente nenhum de nós teria a ousadia de assegurar estar plenamente livre do poder sedutor da riqueza. Por esta razão, quando o Senhor Jesus discorre quanto aos perigos da riqueza, os discípulos afirmam: “Quem pode, então, ser salvo?”
É quando o Senhor Jesus lhes dá a verdadeira resposta para aquela pergunta.
“Aos homens é isso impossível.”
“Mas não para Deus; porque para Deus tudo é possível.”
E Deus tornou possível enviando seu Filho para entregar Sua vida naquela cruz para pagar por nossos pecados. Não que sejamos merecedores, pois não há mérito algum no homem. “Tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo.” II Co 5:18
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2:8-9
Deus não deseja que ninguém se “gabe” por ter feito algo para herdar a vida eterna.
Por isso ele a oferece gratuitamente a todo aquele que crer, pela fé.
“Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” Rm 10:9
Aceite o presente de Deus e creia agora mesmo que ele morreu naquela cruz para pagar por todos os teus pecados e ressuscitou, estando agora à direita do Pai, para ser Senhor de sua vida. Entregue sua vida a ele, pois a Palavra de Deus nos diz que não é pelas obras que seremos salvos, mas é para as boas obras que somos salvos.
“Somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou”.
Você não pode fazer nada para herdar a vida eterna, mas Deus já fez. Creia no Senhor Jesus e acolha a promessa de poder fazer as boas obras que Deus preparou para que andássemos nelas, recebendo os prêmios de recompensa reservados para ti nos tempos eternos.
“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano, o que Deus tem preparado para aqueles que O amam.” I Co 2:9

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Altar do Incenso

E Arão sobre ele (o altar do incenso) queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas, o queimará. E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações. Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta; nem tampouco derramareis sobre ele libações. (Êxodo 30:7-9)

Que a queima de incenso que se fazia a cada manhã e a cada entardecer estava associada às orações do povo, a palavra de Deus não nos deixa dúvidas. No salmo 141:2, Davi sujeita suas orações à pureza deste símbolo sagrado. Nas visões de João no livro de apocalipse também o incenso aparece significando as orações dos santos (Ap 5:8, 8:3-4). A fumaça do incenso que era queimado, subindo aos céus, sempre representou a ascensão das petições, súplicas, aflições e ações de graças do povo de Deus, chegando a Sua presença como oferta de aroma suave e aceitável ao Senhor. Este era o ministério sacerdotal de Zacarias, pai de João Batista, na ocasião em que o anjo Gabriel lhe apareceu (Lc 1:8-23).
Curiosamente a palavra de Deus nos ensina, por meio deste ritual da Velha Aliança, que a oração necessita de um veículo, caminho intercessor que conduza nossos pedidos à presença do Senhor. No Velho Testamento o sacerdote fazia o papel de intercessor onde a cada manhã e entardecer cuidava para que as orações fossem dirigidas a Deus conforme o cerimonial ordenado. Já na Nova Aliança, o Espírito “nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26).
Isso nos alerta à preocupação com a reverência em nossos momentos de oração. Muito nos entristece a forma desleixada e vulgar como alguns cristãos se dirigem ao Senhor nesta oportunidade extraordinária e única que Ele nos concede. Veja no V. T. o cuidado exigido pelo Senhor concernente a este rito. Não era qualquer incenso, de forma alguma seria aceito “incenso estranho”, tinha composição única, “arte de perfumista”, puro e santo, exclusivo ao Senhor, “não o fareis para vós mesmos”, tudo era preparado com antecedência (Ex 30:34-38).
Semelhantemente o Senhor não se agrada quando nos dirigimos a Ele da mesma maneira como nos dirigimos a um nosso semelhante. Deixe as gírias, o inapropriado, o trivial de lado. Também a postura merece atenção. Imagine-se na presença do mais nobre e importante dos homens que você conhece, agora multiplique por milhões de vezes o zelo e cuidado para com esse momento, pois você se propõe estar na presença do “Rei dos Reis” e “Senhor dos Senhores”.Não pense com isso que a oração merece data especial e ocasião, que pela sua seriedade, há de tornar-se rara. Lembre-se de I Tessalonicenses 5:17: “Orai sem cessar”. Use como modelo o nosso texto de Êxodo 30:7-8: Cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas (ou as coisas que planejas para o dia que se inicia), o queimará. E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará (ou melhor, ao findar do dia em gratidão pelas bençãos derramadas); este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações (ou uma rotina a se manter por toda a vida). De fato esse será um excelente hábito a se cultivar, atitude que chega a nós através de um modelo estabelecido pelo próprio Deus.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
II Timóteo 3:16-17

Após aceitar o Senhor Jesus Cristo como Senhor e Salvador é natural que o crente se faça a pergunta: “E agora? Como faço para servir e agradar aquele que deu Sua vida por mim?”
Com toda a sinceridade e desejo o cristão verdadeiro professará com franqueza sua lealdade ao Senhor. Embora esforçado, não demorará em admitir que seu zelo não produz necessariamente os resultados esperados.
O que acontece? Falta de vontade?
Claro que não. O que falta é competência para servir ao Senhor.
Para realizar o serviço do Senhor, Deus requer que sejamos “perfeitos” para a obra a que nos propomos; que estejamos “habilitados” para tal feito.
Um exemplo é a exigência estabelecida para quem deseja servir como bispo: “Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, porém, que ...” I Timóteo 3:1-2. Não basta querer, tem que estar qualificado, preparado, treinado para o serviço.
E o que nos adestra para a obra?
Certamente é a palavra de Deus.
Como II Timóteo 3:16 nos diz: “Toda a escritura é útil” para esse fim. E ela age como mestre no processo de instrução de seus discípulos.
Avalie a dinâmica da educação para a perfeição:
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino.
O primeiro passo é o ensino. Ensinar é o que a palavra de Deus faz. Mostra-nos o que agrada e o que desagrada a Deus. Mas não é aqui que a maior parte do tempo e todos os esforços estão concentrados.
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para a repreensão.
Este é o estágio do processo de capacitação onde recebemos um “puxão de orelha” de nosso Senhor. Aqui somos censurados por desviar-nos do ensino recebido e admoestados por nossos erros.
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para a correção.
Nesta parte o processo de instrução normalmente empaca. É o ponto onde a metodologia de ensino divina se atrela a um duradouro ciclo de “retrocesso e avanço”, “repreende, corrige, repreende, corrige, repreende, corrige. Ufa! Até que se confirma a afirmativa divina de que:
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para a educação na justiça.
Deste modo é que o homem de Deus, por Deus é feito “perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”