terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Altar do Incenso

E Arão sobre ele (o altar do incenso) queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas, o queimará. E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações. Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta; nem tampouco derramareis sobre ele libações. (Êxodo 30:7-9)

Que a queima de incenso que se fazia a cada manhã e a cada entardecer estava associada às orações do povo, a palavra de Deus não nos deixa dúvidas. No salmo 141:2, Davi sujeita suas orações à pureza deste símbolo sagrado. Nas visões de João no livro de apocalipse também o incenso aparece significando as orações dos santos (Ap 5:8, 8:3-4). A fumaça do incenso que era queimado, subindo aos céus, sempre representou a ascensão das petições, súplicas, aflições e ações de graças do povo de Deus, chegando a Sua presença como oferta de aroma suave e aceitável ao Senhor. Este era o ministério sacerdotal de Zacarias, pai de João Batista, na ocasião em que o anjo Gabriel lhe apareceu (Lc 1:8-23).
Curiosamente a palavra de Deus nos ensina, por meio deste ritual da Velha Aliança, que a oração necessita de um veículo, caminho intercessor que conduza nossos pedidos à presença do Senhor. No Velho Testamento o sacerdote fazia o papel de intercessor onde a cada manhã e entardecer cuidava para que as orações fossem dirigidas a Deus conforme o cerimonial ordenado. Já na Nova Aliança, o Espírito “nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26).
Isso nos alerta à preocupação com a reverência em nossos momentos de oração. Muito nos entristece a forma desleixada e vulgar como alguns cristãos se dirigem ao Senhor nesta oportunidade extraordinária e única que Ele nos concede. Veja no V. T. o cuidado exigido pelo Senhor concernente a este rito. Não era qualquer incenso, de forma alguma seria aceito “incenso estranho”, tinha composição única, “arte de perfumista”, puro e santo, exclusivo ao Senhor, “não o fareis para vós mesmos”, tudo era preparado com antecedência (Ex 30:34-38).
Semelhantemente o Senhor não se agrada quando nos dirigimos a Ele da mesma maneira como nos dirigimos a um nosso semelhante. Deixe as gírias, o inapropriado, o trivial de lado. Também a postura merece atenção. Imagine-se na presença do mais nobre e importante dos homens que você conhece, agora multiplique por milhões de vezes o zelo e cuidado para com esse momento, pois você se propõe estar na presença do “Rei dos Reis” e “Senhor dos Senhores”.Não pense com isso que a oração merece data especial e ocasião, que pela sua seriedade, há de tornar-se rara. Lembre-se de I Tessalonicenses 5:17: “Orai sem cessar”. Use como modelo o nosso texto de Êxodo 30:7-8: Cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas (ou as coisas que planejas para o dia que se inicia), o queimará. E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará (ou melhor, ao findar do dia em gratidão pelas bençãos derramadas); este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações (ou uma rotina a se manter por toda a vida). De fato esse será um excelente hábito a se cultivar, atitude que chega a nós através de um modelo estabelecido pelo próprio Deus.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
II Timóteo 3:16-17

Após aceitar o Senhor Jesus Cristo como Senhor e Salvador é natural que o crente se faça a pergunta: “E agora? Como faço para servir e agradar aquele que deu Sua vida por mim?”
Com toda a sinceridade e desejo o cristão verdadeiro professará com franqueza sua lealdade ao Senhor. Embora esforçado, não demorará em admitir que seu zelo não produz necessariamente os resultados esperados.
O que acontece? Falta de vontade?
Claro que não. O que falta é competência para servir ao Senhor.
Para realizar o serviço do Senhor, Deus requer que sejamos “perfeitos” para a obra a que nos propomos; que estejamos “habilitados” para tal feito.
Um exemplo é a exigência estabelecida para quem deseja servir como bispo: “Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, porém, que ...” I Timóteo 3:1-2. Não basta querer, tem que estar qualificado, preparado, treinado para o serviço.
E o que nos adestra para a obra?
Certamente é a palavra de Deus.
Como II Timóteo 3:16 nos diz: “Toda a escritura é útil” para esse fim. E ela age como mestre no processo de instrução de seus discípulos.
Avalie a dinâmica da educação para a perfeição:
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino.
O primeiro passo é o ensino. Ensinar é o que a palavra de Deus faz. Mostra-nos o que agrada e o que desagrada a Deus. Mas não é aqui que a maior parte do tempo e todos os esforços estão concentrados.
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para a repreensão.
Este é o estágio do processo de capacitação onde recebemos um “puxão de orelha” de nosso Senhor. Aqui somos censurados por desviar-nos do ensino recebido e admoestados por nossos erros.
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para a correção.
Nesta parte o processo de instrução normalmente empaca. É o ponto onde a metodologia de ensino divina se atrela a um duradouro ciclo de “retrocesso e avanço”, “repreende, corrige, repreende, corrige, repreende, corrige. Ufa! Até que se confirma a afirmativa divina de que:
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para a educação na justiça.
Deste modo é que o homem de Deus, por Deus é feito “perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”