sexta-feira, 20 de julho de 2018

Há injustiça da parte de Deus?


"Há injustiça da parte de Deus?" é a mensagem ministrada por nosso irmão Rogerio da Silva na Igreja Bíblica da Graça de Biguaçu - SC, na data de 14 de julho de 2018.

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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Humildes como Jesus - Filipenses 2:5


"Humildes como Jesus" é um fragmento do vídeo "O mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus - Filipenses 2:1-11" (https://youtu.be/I4TFZ_Ar-iY) produzido pelo Ministério Graça no Brasil. Conheça nosso canal do YouTube em: https://www.youtube.com/channel/UCTVPW2aekWYkyW3Bcc9fOzA Visite nossa página no Facebook https://www.facebook.com/gracanobrasil/ Faça contato: ministeriogracanobrasil@gmail.com

terça-feira, 19 de junho de 2018

Por que me falaram que a bíblia diz quê: Os apóstolos não ensinam o mesm...



Você já deve ter ouvido que há uma aparente contradição entre o que os apóstolos dizem em suas cartas (em especial o apóstolo Paulo) e o que Jesus e também a Lei ensinam sobre salvação eterna!
Você também pode já ter ouvido que, se Jesus fala uma coisa e qualquer dos apóstolos que vieram depois Dele falam algo que possa soar diferente e até contradizente, devemos ficar com o que o Senhor Jesus disse, afinal de contas, Ele é Jesus e, os outros, estão interpretando o que ele disse!
Você já deve ter visto “essas bíblias”, que têm as palavras de Jesus escritas em vermelho, propositalmente para diferenciar o que foi dito por Jesus do que é escrito pelos evangelistas.
Por que me falaram quê: os apóstolos não ensinam o mesmo que Jesus ensina a respeito da salvação, e que, na bíblia, as palavras de Jesus tem uma inspiração divina maior e, por isso, são mais importantes.
Essa distinção que se faz tem como objetivo dissipar qualquer aparente controvérsia bíblica: Se um escrito diz uma coisa e um outro escrito diz outra, devemos ficar com aquele que é dito por Jesus ou pelo discípulo mais achegado a Ele e ignorar o que o outro diz, porque não tem a mesma relevância.
Mas, será que isso está certo?
Não!
Nós cremos que a bíblia é coerente e harmônica, exibindo um único plano de Deus, que se desdobra em revelações progressivas da Sua vontade, e apóstolos e profetas são edificadores desta fé que tem como pedra fundamental o Senhor Jesus Cristo e sua Obra Redentora na Cruz (Ef 2:20; 1 Co 3:10-11).
A doutrina que vem do Velho Testamento ou das epístolas do Novo Testamento são doutrinas de Deus (inspiradas por Deus 2Tm 3:16) e consequentemente conferem com os ensinos de Jesus, respeitando é claro, o tempo e o povo a quem essa mensagem é direcionada.
E é neste ponto que reside a contradição.
Jesus, quando esteve aqui na terra, nascido sob a Lei, pregou o
Evangelho do Reino aos Judeus, que resumidamente poderia ser descrito da seguinte forma: O Reino prometido a Israel está para ser estabelecido agora, se você israelita arrepender-se de seus pecados e converter-se, obedecendo tudo o que diz a Lei e perseverando em me seguir, o Reino será instaurado.
Nos sabemos que os Israelitas rejeitaram o Reino e o Rei, perseguiram todos que falavam desse reino, e, os escritos posteriores dos apóstolos nos revelam que é impossível ao homem alcançar o favor de Deus pela observância da lei, que o Justo viverá pela Fé.
A salvação pela fé então, entra em contradição com a observância da lei para conquistar o Dom divino.
E ai? Devemos ficar com o que Jesus disse? Ou o que os discípulos disseram?
Existem duas razões pelas quais não cremos que exista diferença entre “o que Jesus disse” e o que “os apóstolos que vieram depois Dele escreveram em seu nome”.
Primeiramente porque Jesus não escreveu nada, nem sequer uma linha do que está contido na palavra de Deus, mas “homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1:21). Mateus, Marcos, Lucas e João foram homens escolhidos pelo Senhor e inspirados por Deus para nos revelar por meio de seus escritos o que Jesus disse e fez enquanto em carne aqui neste mundo (Mc 1:1; Lc 1:3-4; Jo 21:24-25). Paulo, Tiago, Pedro, João e Judas foram instrumentos nas mãos de Deus, escolhidos para registrar em seus escritos o que o próprio Senhor Jesus Cristo glorificado lhes revelou pessoalmente (Gl 1:11-12; At 1:8; At 26:16; Tg 1:1; 1Pe 1:1; 5:12; 1Jo 1:5; Ap 1:1).
Nosso segundo argumento provém da unidade e equilíbrio entre tudo o que foi escrito pelos apóstolos: Se Jesus não escreveu nada, porém, inspirou homens santos (2Tm 3:16, 2Pe1:21) aos quais confirmou por meio de sinais e prodígios (At 2:42-43; 2Co 12:12; Gl 2:8), não faz sentido algum acreditar que, aquilo que Mateus, Marcos, Lucas e João dizem que Jesus disse, tem valor maior do que aquilo que Paulo, Tiago, Pedro, João e Judas dizem ter escrito por revelação do próprio Senhor Jesus Cristo, até porque há uma constante interação entre eles (At 12:25; At 21:18; Gl 1:18-19; 2:7-9; Cl 4:14; 2Tm 4:11; Fm 1:24; 1Pe 5:13; Jd 1:1) e, se um deles for falso apóstolo, por que os outros não apontam essa falsidade?
Se há alguma aparente “contradição” entre dois dizeres, melhor é entender as razões e circunstâncias em que uma verdade foi dita em relação à outra, do que simplesmente escolher uma apontando a outra como heresia, e é isso que pretendemos fazer nesta série de vídeos.
Evangelho do Reino e Evangelho da Graça, Lei e Fé, Obras ou um favor imerecido?

Fique ligado nos próximos vídeos do Ministério Graça no Brasil e explicaremos: “Por que me falaram que a bíblia diz:”


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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Nossos Inimigos



Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem. Mateus 5:43-44

Quantifique em sua mente o conceito de “milhares de pessoas”.
De quantas pessoas podemos estar falando? Com certeza mais de mil? Algo que não chegue a um milhão?
Tentaremos agora dimensionar o que cabe na afirmação de Tiago com relação aos judeus crentes que habitavam em Jerusalém por ocasião da chegada de Paulo àquela cidade.

Bem vês, irmãos, quantos milhares há entre os judeus que têm crido, e todos são zelosos da lei. Atos 21:20

Tiago está falando de quantas pessoas? A última vez em que se falou em número de crentes foi em At:4:4 (quase 5 mil homens) e “a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais” Atos 5:14.
Caberiam na afirmação de Tiago umas 700 mil pessoas? Mas esta é a população atual de Jerusalém. Que tal umas 80 mil pessoas? Esta é a população estimada da cidade para a época. E se reduzíssemos pela metade? Ou metade da metade?
Estamos nos aproximando do numero de Atos 4 e assim contrariando a afirmação de que a igreja crescia em número (Atos 9:31; 12:24).
E por que isso é importante? Para percebermos que os crentes representavam uma parcela significativa da população de Jerusalém.
E daí? Daí que Paulo foi nesta ocasião preso e, se não fosse cidadão romano seria condenado à morte, e ninguém fez nada para defendê-lo?
Por quê? Porque nem sempre os “crentes” são favoráveis às intenções do Senhor. É possível que dentre os acusadores de Paulo estivessem muitos destes milhares que Tiago citou. E por que estariam entre eles? Porque como Tiago afirma, eles não viam com bons olhos o ministério de Paulo (Atos 21:21). E por que “crentes” não o viam com bons olhos? Por que pregava entre os gentios. E daí? Daí que gentio é “inimigo”, não merecem a salvação, “foram anos de opressão nas mãos dos persas, babilônios, romanos e outros, e agora que o Cristo se manifesta, em seus entendimentos representa glória para Israel e vingança a seus inimigos”.
Como nos dias de hoje, já naquela época as pessoas aceitavam a “parte boa”, a parte que “lhes interessa” do cristianismo. Como nos dias de hoje, naquela época também as pessoas afirmavam crer em Cristo sem de fato crer em suas palavras e doutrina. Começaram bem, mas logo trocaram o Senhor pela “minha religião”, “minha igreja”, “minha fé”. E ao fazer isso, impõem seus dogmas como vontade do Senhor, excluindo qualquer que não se ajuste a seus modos, arrogantemente desejando a eles a ira de Deus.
Orgulhamos-nos de nossa religião e a multidão de crentes de nossas igrejas. Mas, suponhamos que nosso Senhor Jesus Cristo nascesse entre nós mais uma vez. E como dantes, procurasse defender “beberrões, prostitutas, publicanos e pecadores”. Ao proferir suas parábolas, nós, os religiosos, fossemos identificados como sendo os fariseus e sacerdotes desta época, enquanto aqueles a quem tanto criticamos e julgamos indignos, fossem apresentados como bons exemplos de fé.
Assim como os crentes de Jerusalém desejaram a morte de Paulo (Atos 22:22), nós a desejaríamos a qualquer que amasse nossos inimigos com tal intensidade, e só não crucificaríamos o Cristo, caso estivesse entre nós hoje, porque as leis de nosso país o protegeriam. E por quê? Simplesmente porque Ele não veio para nós religiosos, os puros entre impuros. Ele veio para aqueles que reputamos como inimigos.

Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento. Lucas 5:31-32

Irmãos, a palavra nos ensina que não temos inimigos de carne neste mundo. Temos sim um ministério e almas a serem alcançadas, não esquecendo que, como membros da igreja de Cristo, somos também ministério de alguém.

Pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes. Efésios 6:12

Quanto a milhares que têm a fé em nosso Senhor Jesus Cristo em acepção de pessoas, (Tiago 2:1) “o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os seus”. 2Timóteo 2:19

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sábado, 2 de junho de 2018

Uma verdade a ser conhecida



    Existe uma realidade em nosso mundo habitado pouco conhecida do homem, a menina dos olhos da criação de Deus.

Trata-se da sua situação espiritual em relação ao Criador do Universo. O motivo maior de tal falta de conhecimento dessa triste realidade é a implacável luta de Satanás para manter esse fato as escusas. Como disse o apóstolo Paulo: “Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto, nos quais o deus (Satanás) desse século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (llCo.4:3,4).

    Criado a imagem e semelhança de Deus, Adão tinha plena ligação espiritual com o Senhor, até que

ele desobedeceu a determinação que lhe fora dada de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e dom mal. Ao quebrar o compromisso firmado, Adão imediatamente ‘morreu espiritualmente’ e, segundo as Escrituras, ‘morreu fisicamente’, 930 anos após esse funesto ato.
    Segundo ainda as Escrituras, a morte, tanto física quanto espiritual de Adão foi também legada a toda a raça humana, como podemos ver: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morteassim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm.5:12). Ainda para reforçar essa afirmação do apóstolo temos mais uma vez as suas palavras que diz aos efésios:
“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Ef.2:1-3).
    Também Davi, o maior rei de Israel, o homem ‘segundo o coração de Deus’ faz uma asseveração espantosa de si mesmo dizendo: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51:5).
    Bem, ainda que tenhamos muitos outros trechos das Sagradas Letras que nos dão suporte a tal verdade, reproduziremos por derradeiro, as palavras do Senhor Jesus, o Deus Filho encarnado, quando por esse mundo amaldiçoado pelo pecado passou empoeirando os Seus pés: “Vós tendes por
pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo.8:44). E, não nos esqueçamos que tais palavras do Senhor Jesus foram ditas aos judeus comuns e aos fariseus, esses pertencentes a classe religiosa mais severa de Israel naqueles dias, que com Ele estavam se digladiando. Apenas para esclarecer o que seria os judeus e também todos os homens de todas as raças serem filhos do diabo, isso se refere aos homens terem ao maior inimigo de Deus como aquele que lhes exerce uma opressiva autoridade sobre seus desejos e ações. Na verdade somos por natureza, por nascimento, ‘filhos da ira’ (Ef.2:3), escravos do pecado (confira a teologia de Paulo na carta aos Romanos em seu capítulo sexto) e, portanto, guiados por Satanás que usa de toda a sua energia para manter os homens enrolados nessa realidade.

O remédio Divino para a cura da morte espiritual

    Ainda quanto a realidade humana ante o Todo Poderoso Criador e Mantenedor do Universo diz o apóstolo aos gentios: “Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma! Pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo (escravos) do pecado, como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Rm.3:9-12). E para sacramentar tal linha de pensamento ele diz: “Porque todos pecaram e destituídos estão da gloria de Deus...” (Rm.3:23).
    Com tal realidade absoluta, a pergunta que fica é: como pode o homem sair dessa situação avassaladora? Bem, a resposta pode não ser aquilo que você esperava. Não. Nenhum homem pode mudar essa situação tenebrosa por seus próprios esforços. Nenhum homem pode entrar no Reino dos céus por seus próprios méritos. Indulgências, boas obras, batismos, e até mesmo a fé na Pessoa desse portentoso Deus Criador hoje, não dá o direito e o privilégio da criatura caída estar em Sua santa presença. Apenas Cristo e Sua obra vicária pode fazer a diferença na existência humana entre a vida e a morte eterna.
    Em certa ocasião disse o apóstolo Pedro aos seus ouvintes: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At.3:19).
    Mais tarde disse Paulo em seu famoso discurso no areópago em Atenas: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam, porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At.17:30,31).
    Em mais uma de suas emocionantes dissertações sobre a salvação do homem caído, Paulo afirma: “... sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” “Rm.3:24-26).
    Pedro, já no final de sua carreira, também resumiu em poucas palavras a única forma do homem se
tornar uma nova criatura criada em Cristo Jesus: “E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado...” (lPe.1:17-19).
    Então, para concluir contra qualquer opinião mundana e leviana, de falsos religiosos, assevera Paulo: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef.2:8,9).
    Embora essas passagens sejam poucas, elas nos dão um parecer bem correto da situação de todo ser humano nascido de mulher após a queda de Adão. É preciso que se dê enorme ênfase nisso; exceto o Senhor Jesus, todos os outros seres humanos, seja homem ou mulher (em que pese o triste dogma falacioso da igreja de Roma quanto a situação de Maria, mãe do Senhor Jesus), nasceram em pecado, mortos espiritualmente para Deus e apenas por meio do arrependimento e fé na obra altruísta de Cristo na cruz é que ele(a) poderá se tornar uma ‘nova criatura’ e ter as dádivas, os privilégios e as responsabilidades do Reino de Deus.

    Pense nisso, afinal de contas nossa vida é “como um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece”. Você pode durar décadas (ou não, tudo depende da graça e da misericórdia de Deus), mas depois disso vem a morte. E qual será o seu destino.
Só existem dois caminhos; o Reino dos céus ou lago de fogo que arde eternamente. Sua decisão agora afetará a sua vida para todo o sempre. 

terça-feira, 29 de maio de 2018

II Timóteo 3:16 - Perfeito e Perfeitamente Habilitado para toda Boa Obra II



"II Timóteo 3:16 - Perfeito e Perfeitamente Habilitado para toda Boa Obra II" é um fragmento do vídeo "Perfeito e Perfeitamente Habilitado para toda Boa Obra - IITm 3:16-17" (https://youtu.be/X7XlIVKJnPo) produzido pelo Ministério Graça no Brasil.

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sexta-feira, 25 de maio de 2018

O Caminho para Casa



O caminho para casa é um vídeo produzido pelo Ministério Graça no Brasil, tendo como base o texto de nosso amado irmão Carlos M. Oliveira, Igreja Quinta do Conde - Lisboa - Portugal. Disponível em: http://www.iqc.pt/evangelizacao/3815-o-caminho-para-casa-
Apresentação: Valcir Rocha
Edição: Rogerio da Silva

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Por que me falaram que a bíblia diz quê: "preciso fazer algo para merecer a salvação?"

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. (Efésios 2:8-9)
Olá, o meu nome é Rogério e hoje mais uma vez estou aqui para reafirmar o que insistentemente temos declarado em nossos vídeos no Ministério Graça no Brasil. Que a salvação nos é dada exclusivamente pela graça e amor de Deus por nós, e ela chega até nós por meio da fé que declaramos em Jesus Cristo que morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados. E é por isso que a Palavra de Deus nos diz que “não vem de nós, é um dom de Deus”. Não vem de algo que tenhamos feito, é um presente de Deus a todo aquele que professa a sua fé em Jesus Cristo.
A razão pela qual a salvação não é alcançada por obras de justiça praticadas por nós é justamente porque Deus não quer que ninguém se glorie. Ninguém jamais poderá se vangloriar diante de Deus ou dos homens por ter feito algo que lhe fez merecedor da benção eterna. Todos nós pecamos e carecemos da bondade e amor de Deus (Rm 3:23). Deus, a todos nós, encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos (Rm 11:32).
E por quê então ouvimos tanto que: “se você não fizer isso, não poderá ser salvo!” ou: “se você fizer aquilo, você perderá a salvação!”
Assim como você não pode fazer nada para merecer o Dom de Deus, ele lhe é concedido gratuitamente por meio da fé (Rm 3:24; Ef 1:6; 1Co 2:12), nada pode tirar isso de você porque é Deus quem se coloca como garantia por meio do Espírito Santo que nos é outorgado (Rm 5:5; 2Co 5:5; Ef 1:13).
Existem duas razões para que pessoas ou instituições coloquem sobre você preceitos como requisitos para se obter a salvação, ou mesmo imponham regras como condição para não perdê-la.
A primeira é mais nobre. Pode ser falta de conhecimento e compreensão daquilo que Deus diz em sua Palavra. A segunda é por desonestidade mesmo. Tem muita gente lucrando com a fé alheia.
Nós, do Ministério Graça no Brasil, lhe convidamos para nos acompanhar em uma série de vídeos que estaremos produzindo com os títulos: “Por que me falaram que a bíblia diz quê: ‘Se não der o dízimo, perco a salvação’ ou ‘se não me batizar, não posso ser salvo!’”
Nesses vídeos buscaremos mostrar na bíblia a razão dada por Deus para cada um desses temas e por que fazer ou não aquilo que se pede.
Para encerrar, gostaria de esclarecer o verso 10 de nosso texto de introdução.
Após falar que somos salvos pela graça, mediante a fé isso não vem de nós é um dom de Deus, justamente para que ninguém se glorie, a palavra faz a seguinte afirmação:
“Somos feitura dele (Deus), criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.
É importante saber que não somos salvos pelas boas obras que fazemos, mas somos salvos por Deus, pela fé em Cristo Jesus, para fazer boas obras que o próprio Deus de antemão preparou. As boas obras não são a causa da nossa salvação, mas serão consequência da fé que declaramos. Confesse sua fé em Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador e receba gratuitamente pelo seu sangue vertido por nós, a remissão de todos os seus pecados.

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Qual é o mérito que tenho na minha Salvação?

"Qual é o mérito que tenho na minha Salvação?" é um fragmento retirado do vídeo "Você tem certeza da sua Salvação?" (https://youtu.be/THSeW8uoP6g), que busca explicar de onde vem a certeza bíblica para a salvação eterna. 
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Agradando a Deus (Caim e Abel)

"Agradando a Deus (Caim e Abel)" é um fragmento retirado do vídeo "A oferta agradável a Deus" (https://youtu.be/oCgM-TjvwEs), que busca explicar por quê a oferta de Caim não foi aceita por Deus e o que Deus requer de nós para que sejamos aceitos. 
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O pecado que habita em mim - Romanos 7:20



O pecado que habita em mim - Romanos 7:20

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Em nossos vídeos anteriores temos asseverado com insistência que: há um problema com o ser humano,
“o pecado”. 

A natureza de pecar nos impede de servir a Deus.
Ainda que eu conheça a vontade de Deus, e tenha consciência da razão para a qual Ele nos fez, o pecado que “habita em mim” atrapalha qualquer iniciativa de cumprir o propósito de Deus para minha vida e, consequentemente, afasta toda a raça humana da razão dada por Deus para a nossa existência.

Para comprovar a nossa afirmação, usaremos um exemplo dado por Deus em sua palavra, de um homem que afirma: “Eu não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”. Rm 7:19

Esse homem, não é qualquer homem, ele é um apóstolo do Senhor, um homem santo que recebeu do próprio Senhor Jesus o evangelho da Graça de Deus. Ainda assim, ele era de natureza igual a nós, pecador.

Atente para a declaração do próprio apostolo onde ele diz: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”1Tm 1:15. “eu não sou digno de ser chamado apóstolo” 1Co 15:9. “Eu, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” Rm 7:14. “Nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto” Rm 7:15

Você consegue se identificar com a declaração do apóstolo Paulo? Você reconhece que, assim como ele, você também, por mais que se esforce, não consegue ser aquilo que você tem certeza que Deus desejaria que você fosse?

Então, a conclusão a que você chegou é a mesma que eu e a mesma que o apostolo: “Desventurado homens que somos! Quem nos livrará do corpo desta morte?” Rm 7:24

Deus sabe dessa nossa condição, foi Ele quem nos criou e Ele sabe de todas as coisas. E é por isso que o capítulo 7 de Romanos termina com Paulo afirmando: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.” Rm 7:25

Graças a Deus que nos amou, e mesmo conhecendo nossa condição de pecadores, de incapazes de fazer a sua vontade, “Ele nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” 2 Co 5:18.

E como Deus fez isso?
“O próprio Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões” 2 Co 5:18

Essa é a boa nova da nossa salvação: “que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras” 1 Co 15:3

“Pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva. Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que, pela sua morte na cruz, Cristo se tornasse o meio de as pessoas receberem o perdão dos seus pecados, pela fé nele. Rm 3:25-26

Meus queridos e amados de Deus, existe muito ainda a entender sobre esse grande plano de Deus para resolver o problema que o pecado causou no mundo e em nossas vidas, nos impedindo de cumprir a razão de Deus para nossa existência. Nós, do ministério da Graça no Brasil, nos colocamos à disposição para ajudá-los. Faça contato por meio dos endereços na descrição deste vídeo e teremos o imenso prazer em atendê-lo.

Para encerrar, gostaríamos de convidar você a aceitar a salvação que Deus nos oferece por meio de Jesus Cristo. Reconheça que, assim como nós, você também é um pecador, você é incapaz de resolver o problema do pecado em sua vida e muito menos capaz de servir a Deus como Deus quer!

E o que devemos fazer?
A bíblia diz: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” Rm 10:9. “Crê no Senhor Jesus e serás salvo” At 16:31. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” Rm 10:13

A salvação é “de graça”, mediante a fé, não vem de alguma coisa que façamos para merecer, é um presente de Deus, justamente para que ninguém se orgulhe de ter se esforçado para merecer. Pois, foi Deus quem nos fez, Ele nos restaura do pecado e é Ele quem nos dará agora uma nova razão para nossa existência. Ef 2:8-10

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Quem crê em mim, ainda que morra, viverá - João 11:25







Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Jo 11:25
Essa declaração foi feita pelo Senhor Jesus Cristo à irmã de Lázaro, em João no capítulo 11, na ocasião em que Ele afirma para Marta: “o teu irmão há de ressurgir.” Jo 11:23
Olá, hoje veremos o quanto é importante para Jesus a sua declaração de fé, a certeza da vida eterna como um presente de salvação dado a você, que confessa crer nele.
Em nossos vídeos anteriores temos insistentemente solicitado a você que creia em Jesus como Senhor e Salvador. Dissemos que ele morreu na cruz para pagar pelos seus pecados e que ressuscitou para ser Senhor da sua vida. E a fé, somente a fé, na obra que Cristo fez pela sua Redenção lhe dará a certeza da vida eterna.
Eu sei que muitos de vocês têm considerado confortantes essas palavras, e inclusive, têm compartilhado com outros amigos esses vídeos, por terem a certeza de que essas palavras vão ao encontro da fé que esses seus amigos tem professado.
Ela diz: “Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão”.
Mas e você? Deus já ouviu a sua confissão de fé? Você crê no sacrifício de Jesus Cristo como único meio para a sua salvação? Esse foi o desejo de Jesus para com Marta, quando pergunta para ela: “Crês isto?
A conversa entre os dois até aqui estava direcionada a fé que Lázaro tinha.
Ele responde: “Teu irmão há de ressurgir”.
E Marta conclui: “Eu sei que ele há de ressurgir, na ressurreição, no último dia”.
Jesus sabia o que ele estava para fazer com o irmão de Marta, conhecia também a fé que habitava no coração de Lázaro, e, sendo sabedor de todas as coisas, conhecia também a fé daquela mulher.
Ela conhecia muito bem a fé do seu irmão, e por isso, não tinha dúvidas quanto à salvação dele.
Porém Jesus, neste momento, já não estava mais preocupado com Lázaro, ele estava preocupado com a fé de Marta.
Por esta razão, quando ele afirma, “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente”, Ele pergunta a ela: “Você Marta, crê nisto?”
Mas, ele pede para que Marta faça a boa confissão:
Crês tu nisto?
Creia em Jesus como único Senhor e Salvador da sua vida. Confesse a sua fé no sangue de Jesus que foi derramado naquela Cruz para pagar por todos os seus pecados. Creia nele, pois “todo aquele que nele crê, não será confundido”. Rm 10:13
E Marta faz a boa confissão: “Sim, Senhor, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia de vir ao mundo”.
E você? Já fez a boa confissão?
A palavra de Deus nos diz: “Se, com a tua boca confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Rm 10:9

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quinta-feira, 22 de março de 2018

Unidade na Igreja local - Conferência IBG-SC 2018 - Rogerio da Silva





"Unidade na Igreja local" (pregador Rogerio da Silva).

Essa é a quinta mensagem (segunda-feira 12/02/2018 manhã) da Conferência da Igreja Bíblica da Graça de Santa Catarina, no município de  São João Batista - SC, onde o tema geral da conferência foi Unidade.

Você poderá encontrar todas as pregações deste evento acessando:

https://www.youtube.com/channel/UCTVPW2aekWYkyW3Bcc9fOzA

segunda-feira, 12 de março de 2018

Unidade na Palavra - Conferência IBG-SC 2018 - Rogerio da Silva





"Unidade na Palavra" (pregador Rogerio da Silva).

Essa é a quarta mensagem (domingo 11/02/2018 noite) da Conferência da Igreja Bíblica da Graça de Santa Catarina, no município de  São João Batista - SC, onde o tema geral da conferência foi Unidade.
Você poderá encontrar todas as pregações deste evento acessando:

sexta-feira, 9 de março de 2018

Conferência 2018 - S. João Batista - SC



Confira em nosso canal do YouTube as pregações da Conferência da Igreja Bíblica da Graça - SC.
YouTube/Graça no Brasil
A Conferência aconteceu nos dias 10, 11, 12 e 13 de fevereiro de 2018, na cidade de São João Batista - SC e teve como tema central a "Unidade".

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A fé, se não tiver obras, por si só está morta. Tiago 2:17



A fé, se não tiver obras, por si só está morta. Tiago 2:17

Caro irmão. Analisemos primeiramente os dois versos abaixo:


“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”.
Romanos 3:28
X
“Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente”.
Tiago 2:24

            Com esse estudo pretendo esclarecer uma das grandes dúvidas entre um amplo número de líderes religiosos de nossos dias. Poucos se atrevem a abordar em um mesmo estudo esses dois versículos juntos, temendo não poderem responder a contento a seus discípulos, por parecerem contraditórios. Aliás, para quem ainda não foi clarificado por Deus para a compreensão plena de sua graça, a simples apresentação destes dois versículos juntos, isolados de seu contexto, expressa a maior e mais explícita contradição bíblica que se conhece.
Em Romanos 3:28 o apóstolo Paulo, após fazer grande defesa em favor da doutrina da salvação pela graça, baseada na fé, não de obras, conclui sua defesa com o seguinte dizer: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.” Já Tiago, no capítulo 2 de sua carta, semelhantemente ao apóstolo Paulo, faz uma extraordinária defesa em favor da necessidade de obras para a justificação da humanidade, chega a afirmar no versículo 17 que “a fé, se não tiver obras, por si só está morta”, e contradiz Paulo no versículo 24 ao declarar: “Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente”.
Talvez você fique surpreso. Talvez diga – Nunca ninguém havia me mostrado essa “incoerência” entre dois textos bíblicos. Qual a explicação para isso? Será que a bíblia realmente se contradiz, afinal, não são apenas os dois versículos, mas os dois capítulos inteiros (Romanos 3 e Tiago 2)?
Você já analisou esses dois capítulos da Bíblia que parecem contraditórios? Veja que existe um contrassenso entre os textos em questão até na escolha da ilustração que reforçaria o ensinamento de cada um destes homens escolhidos por Deus para nos trazer a inspiração divina. Tanto Paulo como Tiago usam o pai Abraão para reforçar suas posições quanto à doutrina da justificação. Tiago escreve: “Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque? Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus” (Tg. 2:21-23). Já Paulo, no capítulo 4 de Romanos cita o mesmo Abraão como pai de todos os que têm fé, independente das obras: “Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça... Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso. E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça” (Rm 4:1-3, 10-11).
Os dois citam Abraão e a afirmação de Deus “Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado para justiça”, referenciando Genesis 15:6, quando Deus promete descendência a Abraão. A análise simplória dos dois argumentos favoreceria a Paulo, afinal de contas Deus imputou justiça a Abraão antes de ter um filho para oferecer em sacrifício, antes de qualquer coisa, antes mesmo da circuncisão, antes de receber qualquer promessa, Deus prometeu e Abraão creu e isso (a sua crença, sua fé nas promessas de Deus) lhe foi imputado para justiça. Então quer dizer que Tiago estava equivocado ao teorizar sobre justificação? Obviamente que não, devemos também lembrar que “toda a escritura é inspirada por Deus” (IITm 3:16), e Deus não comete equívocos.
Para melhor aproveitamento de nossa análise sobre o texto de Tiago, convém que conheçamos melhor o autor desta carta e o momento específico em que ela foi escrita.

Quem é Tiago?

            O nome Tiago era muito comum entre os judeus. Há pelo menos 3 homens no novo testamento que são chamados de Tiago e possíveis autores desta carta.
Temos dois discípulos chamados Tiago, um irmão de João e outro filho de Alfeu (Lc6:13-15), também temos um discípulo Judas (não o traidor) cujo pai chamava-se Tiago (Lc 6:16), temos um Tiago chamado “menor” (Mc 15:40) que possivelmente era um dos dois discípulos e temos o Tiago, que o apóstolo Paulo chamou de “irmão do Senhor”, em Gl 1.19: “E não falei com nenhum outro apóstolo, a não ser com Tiago, irmão do Senhor”; Jesus tinha um irmão com esse nome, em Mt 13.55 temos o nome dos irmãos de Jesus, filhos de Maria: “Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas?”.
Este Tiago irmão de Jesus se tornou notório entre os discípulos após a ressurreição do Senhor e a tradição atribui a ele a autoria desta carta.

Quando foi escrita a carta de Tiago?

            A carta não fornece indícios, mas usualmente propõe-se que esta tenha sido uma das primeiras, se não a primeira, das escrituras do novo testamento.
Isso porque, se Tiago filho de Zebedeu é seu autor, ele foi martirizado por volta do ano 44 dC (At 12:1,2). Ou se o autor é Tiago irmão de Jesus (o mais provável), o historiador judeu Josefo, escreve que Tiago foi apedrejado até a morte num tempo após a morte de Festo, procurador romano, e antes da chegada de Albino, seu sucessor (62 dC).
Seja quem for o autor da carta de Tiago, escrita pelo Tiago filho de Zebedeu ou pelo Tiago irmão de Jesus, o que se percebe é que ela foi escrita num período em que o evangelho da salvação pela graça, baseada na fé, não de obras, ainda estava em processo de revelação, no tempo em que nomeamos como “período de transição”.

Período de Transição

            Para entender o conceito de transição que desejamos explicitar, vale entender o significado do termo “vacatio legis”, de origem latina, aplicado ao direito.
Toda lei (sentido lato) é criada, promulgada, publicada, e entra em vigor num prazo estabelecido pelo legislador, pós-publicação, respeitando as adaptações necessárias e sua ampla divulgação. Esse conceito, embora bastante óbvio, tem origem em princípios bíblicos. Sabemos que a lei de Deus é imutável e eterna (Sl 111:7-8), porém antes de sua “publicação”, ou seja, antes de Moisés o pecado não é levado em conta quando não há lei (Rm 5:13). Assim também, pela mesma palavra de Deus sabemos que, “é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10:4), no entanto, Abel e outros tantos no V. T. obtiveram por meio de sacrifícios “o testemunho de serem justos” (Hb 11:4).
O que vemos é que o Deus eterno e imutável tratou de forma diferente com a humanidade durante os tempos, de acordo com aquilo que da sua palavra já havia sido revelado. Percebemos também que as mudanças não ocorriam abruptamente a partir da divulgação de uma verdade, as verdades eram gradativamente reveladas e tomando espaço daquilo que está prestes a desaparecer (Hb 8:13, IICo 3:10-11).
A este período em que uma verdade está sendo divulgada e que ainda subsiste outra que está prestes a desaparecer é que chamamos de “período de transição”. Assim como as leis humanas passam a valer apenas após sua ampla divulgação e comumente requerem um período de adaptação em que por vezes duas regras podem estar em vigor simultaneamente, também ocorre na bíblia períodos em que uma verdade já chegou para alguns, enquanto que para outros essa verdade ainda está oculta.
Um grande exemplo deste conceito é a transição do que chamamos de “dispensação da lei” para a “dispensação da graça” – a salvação baseada na fé, não de obras – divulgada pelo apostolo Paulo em suas cartas. O evangelho da graça de Deus está firmado no sacrifício de Cristo, o cordeiro de Deus (Jo 1:29), mediante a fé e não de obras para que ninguém se glorie (Ef 2:8-9), salvação esta consumada na cruz de Cristo. Entretanto vemos que mesmo após a morte de nosso Senhor Jesus Cristo para nossa redenção, por algum período ainda a remissão de pecados esteve baseada nas obras da lei. Atos 2:38 evidencia que a remissão de pecados estava condicionada a ritos da lei: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados”. A palavra da cruz, por um período considerável do livro de Atos, foi pregada entre os apóstolos como um ato de condenação aos judeus e não de salvação, em Atos 2:36 Pedro afirma que “este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”, condenando os judeus pela crucificação do Senhor, semelhantemente assim é feito em Atos 4:10 e 5:30.
A remissão de pecados mediante exclusivamente a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, demonstrando a incapacidade da lei em salvar, é anunciada pela primeira vez explicitamente só em Atos 13:38-39, quando Paulo afirma: “Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; , por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés”.
Por isso consideramos que o livro de Atos possui um longo período de transição da Lei para a graça. Observamos Apolo (At 18:25), instruído no caminho do Senhor, que ensinava com precisão a respeito de Jesus, mas conhecia apenas o Batismo de João, Tiago que em Atos 20:21 aponta para dezenas de milhares entre os judeus que creram, e todos zelosos da lei, por causa destes Paulo teve que tomar voto, rapar a cabeça e cumprir ritos da lei (Gl 2:18). É possível que neste momento a carta de Tiago já havia sido escrita, ou na melhor das hipóteses, estava por ser escrita nestes dias, o que vem a esclarecer a não inclusão do evangelho da graça em sua explanação. 

Estaria Tiago equivocado?

            Ao chegar neste ponto o leitor poderia pensar que Tiago estava equivocado em suas afirmações, conseqüentemente nada do que ele diz serve para nós nos dias de hoje e sua carta poderia ser arrancada da bíblia que não faria diferença. Equivocados estaríamos nós se assim pensássemos. A palavra nos diz que “Toda a escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino” (II Tm 3:16), nada deve ser desprezado de forma alguma, é Deus a nos orientar.
            Neste caso como aplicar Tiago 2 para nós nos dias de hoje, sabendo que a nossa justificação está na fé no sangue de Cristo derramado por nós?
            O fato de nossa justificação não vir por meio da lei não significa que a lei não revela o caráter de Deus e seu desejo para nós. O apóstolo Paulo afirma que “a Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom”, assim como Tiago que recomenda a observância da lei, “fazeis bem” diz ele (Tg 2:8).
A lei tem sua razão de ser e deve ser observada segundo este conceito: pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Rm 3:20), “Foi adicionada por causa das transgressões” (Gl 3:19), “nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé” (Gl 3:24). Por isso a palavra nos adverte em I Timóteo 1:8: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo”, e, utilizar a lei de modo legítimo é usá-la para compreender a vontade e santidade de Deus, para crescermos cada dia mais à Sua semelhança, e não utilizando-se dela para conquistar a salvação, desprezando assim o sacrifício vicário de Cristo.

Como responder ao argumento de Tiago?

            E quando alguém que, por falta de compreensão das escrituras, por crer que a salvação é também pelas obras e não por fé somente, usar Tiago 2:18 para questionar a suposta “fraqueza” de minha fé? (isso já aconteceu comigo). Como responder?
Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras,
 e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé
Tg 2:18
Observe o teor desta afirmação: “mostra-me essa tua fé sem as obras”. De fato Tiago tem plena razão quando diz: “a fé sem obras é fé morta”, ou seja, inoperante.
A questão é que a nossa fé em Jesus Cristo não é sem obras. Muito pelo contrário, ela é apoiada na maior obra de redenção já realizada, planejada e executada pelo próprio Deus. É isso, a nossa fé tem obra sim, só que não executada por nós (como se pudéssemos fazer alguma coisa para nossa salvação), a nossa obra foi realizada pelo próprio Deus quando enviou o seu próprio filho para entregar sua vida, derramando seu sangue naquela cruz para remissão de nossos pecados.
Uma boa maneira de responder ao questionamento de Tiago 2:18 é devolvendo a pergunta ao nosso interlocutor da seguinte forma:
Então mostra-me primeiro as obras que tens realizado para sua salvação,
que eu lhe mostrarei a minha fé
É provável que a pessoa defenda-se com o argumento de que faz o bem, não falta aos cultos, é batizado, é fiel no dízimo etc.. Mas afinal, qual destas obras salva? Onde está a obra que justifica? Sabemos que, por mais que procure, nosso interlocutor, não achará obra que possa lhe salvar. Vemos dessa forma Romanos 3:20 agindo na vida desta pessoa (pela lei vem o pleno conhecimento do pecado). Ele entenderá então o versículo que diz: “o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte” (Rm 7:10).

Será então uma boa oportunidade para mostrar a obra de Cristo para nosso questionador, utilizando-se da lei de modo legítimo (I Tm 1:8) e fazendo valer Galatas 3:24 (a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé). A lei não salva, mas ela é o caminho para nos conscientizar de nossa condição de pecadores e nos conduzir à obra de Cristo, a única obra eficaz, plena e aceitável diante de Deus para nossa salvação. Graças a Deus pelo seu dom inefável (2 Coríntios 9:15).

Rogerio da Silva

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Ministério Graça no Brasil - Seja Bem-Vindo



Olá, meu nome é Rogério e eu gostaria de dar nossas boas vindas em nome do Ministério Graça no Brasil a você que está conhecendo nosso canal por meio do You Tube, em nossa página do FaceBook, ou mesmo se está vendo esse vídeo em compartilhamento isolado por meio de whatsapp ou outras redes sociais.
Nosso objetivo é ensinar a Palavra de Deus, publicando semanalmente vídeos para você. Compartilhando com você aquilo que Deus tem permitido que aprendamos e que tem feito um bem muito grande para nossas vidas.
Pelo YouTube ou Facebook você tem o recurso dos comentários ai abaixo onde nós convidamos você a interagir, concordando, discordando, perguntando, complementando ou mandando sugestões. É, não tem problema se você discorda de algo que está sendo falado, nós não somos donos da verdade, e nós acreditamos que, assim como podemos levar edificação para sua vida, você poderá trazer crescimento espiritual para nós e para nosso público por meio de seus comentário.
Entre em contato conosco também por e-mail ou, se desejar, estamos dispostos a ir até você, se assim Deus nos permitir, para um estudo particular das grandezas da Graça de nosso Deus. Faça contato e juntos estudaremos as possibilidades.
Neste momento eu gostaria de fazer a você um convite especial.
Não, não é para curtir a nossa página ou nossos vídeos. Isso você fará se gostar dos vídeos. Também não é para você se inscrever em nosso canal. Isso você irá fazer se desejar fazer parte dessa “família” que estamos criando chamada “Graça no Brasil”. Também tem o “sininho” do You Tube, aqui em cima no seu canto direito. Se você ativar ele, você estará dizendo que quer receber notificações sempre que um vídeo novo for postado. 
Mas o meu convite especial é para que você curta Jesus. É, ele morreu na cruz para pagar por todos os seus pecados e, se você crê nessa boa nova, você está dando um Like pra Jesus. Mas um like significa apenas que você gostou. E eu lhe convido aceitar inscrever-se no canal de Jesus, em uma decisão que tornará você parte da família de Deus, aonde Jesus é o Senhor, a palavra de Deus é o nosso guia e nós todos somos irmãos. Ah, o canal de Jesus também tem o “sininho” que é o Espirito Santo com o qual Deus sela o coração de todo aquele que nele crê e que estará constantemente agindo na sua vida, trazendo notificações de qual e a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para a sua vida.
E como é que eu faço para assinar o canal de Jesus? Precisa de uma conta especial? Precisa de Internet? Não. Para acessar o Senhor Jesus é muito simples. Feche os seus olhos e faça uma oração agora mesmo, diga para Deus que você quer pertencer a Ele, declare sua fé no que Cristo fez por você, derramando seu precioso sangue para pagar o preço dos seus pecados. Diga, “Senhor Jesus, eu creio em ti”.
Que Deus abençoe você e sua vida e espero que possamos ajudar você a estar cada dia mais firme na fé.

Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento! Filipenses 3...



Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Fp 3:12 
Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; Fp:3-15

No texto de Filipenses 3:12-16, o apóstolo Paulo nos deixa confusos! Primeiro ele afirma que não chegou à perfeição. Depois ele afirma “todos, pois, que somos perfeitos”! O que essa passagem nos ensina?
Na tradução da bíblia, versão NVI (Nova Versão Internacional), a tradução nos ajuda a esclarecer o que o apóstolo Paulo está considerando como perfeição, diz assim:
“Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo”.
Nesta versão da bíblia o tradutor preferiu dizer que “a perfeição” da qual Paulo está falando é “tudo isso” que ele havia listado nos versículos anteriores. E o que ele havia listado nos versículos anteriores? Que a perfeição é:

Fp 3:8-11 – “Ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos”.

Percebemos que a “perfeição” da qual Paulo está falando e afirma não haver alcançado, é o processo completo de redenção (justificação, santificação e resgate). É interessante observar que, posicionalmente, diante de Deus nós já passamos pelo processo completo de redenção, já estamos perdoados e libertos de nossos pecados,

“foi crucificado com Cristo o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado e o pecado não terá domínio sobre nós” (leia atentamente todo o texto de Rm 6:1-23).

Já somos considerados santos:
“santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos” (1Co 1:2), “transformados em servos de Deus, com fruto para a santificação” (Rm 6:22)

E já fomos ressuscitados:
“nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais” (Ef 2:16).

Posicionalmente já temos a Salvação completa, mas na prática sabemos que ainda estamos presos a esse corpo carnal e a única coisa que temos de fato é o perdão de nossos pecados e também a fé, que nos garante que o Deus, “que começou boa obra em nós, há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6).

Em Tito, capítulo 2, versículo 11 a 14 a palavra de Deus é mais clara ainda ao afirmar que “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”, passado, presente e futuro. Ou seja, nossa salvação, embora garantida e completa diante de Deus, ainda não se completou na prática. Na prática Deus ainda está realizando a boa obra da salvação em nós, que não se resume apenas em “Cristo morreu pelos nossos pecados” e então estamos salvos da condenação do pecado e do inferno. Ele nos liberta do próprio poder do pecado que escraviza nossas vidas, por isso, no verso 12 de Tito 2 ele afirma que, no presente, a graça de Deus se manifesta “educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente”. Então a Graça de Deus se manifestou no passado, quando Cristo morreu na cruz para pagar por nossos pecados, se manifesta no presente, com o Espírito de Deus agindo em nossa vida para nossa santificação, e se manifestará no futuro, quando formos transformados para estar para sempre com o Senhor: “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2:13). No verso 14 ele reafirma o aspecto da salvação passada e presente “o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras”.

Voltando a Fp 3:12, o apóstolo Paulo está afirmando isso: que Deus olha para nós como já regenerado, mas nós ainda não o somos, porém, se você está em Cristo, Deus já lhe vê como perfeito, Deus lhe vê no alvo, no prêmio  da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus, e Ele quer que tenhamos esse sentimento, mas, se porventura pensais doutro modo, ainda nisso Deus vos esclarecerá. chegou a perfeição, pois ainda não é perfeito em sua santidade e também ainda não foi ressuscitado. Porém ele afirma que “prossegue para conquistar aquilo para o que também foi conquistado por Cristo Jesus”. Essa afirmação é importante porque ele está dizendo que, uma vez iniciado o processo de redenção, ele não pode ser mais interrompido, porque não depende mais de nós, é obra de Deus – “fomos comprados por preço” (1Co 6:20; 7:23) e Deus não falha. O início do processo de redenção dependeu de uma decisão nossa, uma escolha, crer em Jesus. Dali pra frente “tudo provém de Deus” (2Co 5:18), Ele “é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2:13) e, mesmo “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo”. Não depende mais de nós, a obra é de Deus, o que acontece é que, o modo como vamos alcançar a ressurreição dos mortos é com mais glória ou menos glória de acordo com nossa obediência por meio do corpo, mas “de algum modo, iremos alcançar a ressurreição dentre os mortos” (Fp 3:11).
Nos versos 13 e 14 Paulo reafirma que essa transformação completa e perfeita da qual está falando ainda não aconteceu plenamente em sua vida, mas ele corre na direção dessa nova vida, até porque não há outra opção, foi para isso que Deus nos chamou em Cristo Jesus, esse é o alvo, esse é prêmio, se você será o 1º, 2º, 3º ou último colocado, essa é uma condição que você pode alterar no curso de sua vida, porém, após dada a largada, você já é Filho de Deus, já é Servo de Cristo e já é um eleito para de algum modo alcançar a ressurreição dentre os mortos.
Por essa razão, no verso 15 o apóstolo Paulo diz: “Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento”. Porque o Deus onisciente já vê tudo, já sabe o resultado da corrida e já nos vê posicionalmente no pódio, já atingimos o alvo e já recebemos o prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Por quê? Porque já não depende mais de nós, agora é com Ele, que nos justificou, nos santifica e nos glorificará com a ressurreição (veja que em Romanos 8:30 todo esse processo está no passado, o Deus onisciente já nos vê glorificados em Cristo).
Alguns dentre os Cristãos ainda não entendem o plano completo de nossa salvação. Alguns entre nós, acreditamos apenas que Deus nos libertou do império das trevas quando entregou seu Filho na Cruz para pagar pelos nossos pecados, nos libertou da condenação do pecado. Mas, não estamos acreditando que ele nos transportou para o reino do Filho do Seu amor, não estamos acreditando que Ele nos libertou da lei do pecado e não apenas da condenação do pecado (Rm 8:2).


Por isso nós o convidamos, para que tenha fé no Jesus Cristo que morreu pelos seus pecados e ressuscitou para ser Senhor de sua vida e que garante por meio do seu Espírito, que agora passa a fazer morada em você, que Ele lhe levará ao lar celestial. Se você ainda pensa de outro modo, nós cremos que também isso, Deus vos esclarecerá, “todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos”.
Rogerio da Silva

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