quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A fé, se não tiver obras, por si só está morta. Tiago 2:17



A fé, se não tiver obras, por si só está morta. Tiago 2:17

Caro irmão. Analisemos primeiramente os dois versos abaixo:


“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”.
Romanos 3:28
X
“Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente”.
Tiago 2:24

            Com esse estudo pretendo esclarecer uma das grandes dúvidas entre um amplo número de líderes religiosos de nossos dias. Poucos se atrevem a abordar em um mesmo estudo esses dois versículos juntos, temendo não poderem responder a contento a seus discípulos, por parecerem contraditórios. Aliás, para quem ainda não foi clarificado por Deus para a compreensão plena de sua graça, a simples apresentação destes dois versículos juntos, isolados de seu contexto, expressa a maior e mais explícita contradição bíblica que se conhece.
Em Romanos 3:28 o apóstolo Paulo, após fazer grande defesa em favor da doutrina da salvação pela graça, baseada na fé, não de obras, conclui sua defesa com o seguinte dizer: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.” Já Tiago, no capítulo 2 de sua carta, semelhantemente ao apóstolo Paulo, faz uma extraordinária defesa em favor da necessidade de obras para a justificação da humanidade, chega a afirmar no versículo 17 que “a fé, se não tiver obras, por si só está morta”, e contradiz Paulo no versículo 24 ao declarar: “Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente”.
Talvez você fique surpreso. Talvez diga – Nunca ninguém havia me mostrado essa “incoerência” entre dois textos bíblicos. Qual a explicação para isso? Será que a bíblia realmente se contradiz, afinal, não são apenas os dois versículos, mas os dois capítulos inteiros (Romanos 3 e Tiago 2)?
Você já analisou esses dois capítulos da Bíblia que parecem contraditórios? Veja que existe um contrassenso entre os textos em questão até na escolha da ilustração que reforçaria o ensinamento de cada um destes homens escolhidos por Deus para nos trazer a inspiração divina. Tanto Paulo como Tiago usam o pai Abraão para reforçar suas posições quanto à doutrina da justificação. Tiago escreve: “Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque? Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus” (Tg. 2:21-23). Já Paulo, no capítulo 4 de Romanos cita o mesmo Abraão como pai de todos os que têm fé, independente das obras: “Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça... Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso. E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça” (Rm 4:1-3, 10-11).
Os dois citam Abraão e a afirmação de Deus “Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado para justiça”, referenciando Genesis 15:6, quando Deus promete descendência a Abraão. A análise simplória dos dois argumentos favoreceria a Paulo, afinal de contas Deus imputou justiça a Abraão antes de ter um filho para oferecer em sacrifício, antes de qualquer coisa, antes mesmo da circuncisão, antes de receber qualquer promessa, Deus prometeu e Abraão creu e isso (a sua crença, sua fé nas promessas de Deus) lhe foi imputado para justiça. Então quer dizer que Tiago estava equivocado ao teorizar sobre justificação? Obviamente que não, devemos também lembrar que “toda a escritura é inspirada por Deus” (IITm 3:16), e Deus não comete equívocos.
Para melhor aproveitamento de nossa análise sobre o texto de Tiago, convém que conheçamos melhor o autor desta carta e o momento específico em que ela foi escrita.

Quem é Tiago?

            O nome Tiago era muito comum entre os judeus. Há pelo menos 3 homens no novo testamento que são chamados de Tiago e possíveis autores desta carta.
Temos dois discípulos chamados Tiago, um irmão de João e outro filho de Alfeu (Lc6:13-15), também temos um discípulo Judas (não o traidor) cujo pai chamava-se Tiago (Lc 6:16), temos um Tiago chamado “menor” (Mc 15:40) que possivelmente era um dos dois discípulos e temos o Tiago, que o apóstolo Paulo chamou de “irmão do Senhor”, em Gl 1.19: “E não falei com nenhum outro apóstolo, a não ser com Tiago, irmão do Senhor”; Jesus tinha um irmão com esse nome, em Mt 13.55 temos o nome dos irmãos de Jesus, filhos de Maria: “Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas?”.
Este Tiago irmão de Jesus se tornou notório entre os discípulos após a ressurreição do Senhor e a tradição atribui a ele a autoria desta carta.

Quando foi escrita a carta de Tiago?

            A carta não fornece indícios, mas usualmente propõe-se que esta tenha sido uma das primeiras, se não a primeira, das escrituras do novo testamento.
Isso porque, se Tiago filho de Zebedeu é seu autor, ele foi martirizado por volta do ano 44 dC (At 12:1,2). Ou se o autor é Tiago irmão de Jesus (o mais provável), o historiador judeu Josefo, escreve que Tiago foi apedrejado até a morte num tempo após a morte de Festo, procurador romano, e antes da chegada de Albino, seu sucessor (62 dC).
Seja quem for o autor da carta de Tiago, escrita pelo Tiago filho de Zebedeu ou pelo Tiago irmão de Jesus, o que se percebe é que ela foi escrita num período em que o evangelho da salvação pela graça, baseada na fé, não de obras, ainda estava em processo de revelação, no tempo em que nomeamos como “período de transição”.

Período de Transição

            Para entender o conceito de transição que desejamos explicitar, vale entender o significado do termo “vacatio legis”, de origem latina, aplicado ao direito.
Toda lei (sentido lato) é criada, promulgada, publicada, e entra em vigor num prazo estabelecido pelo legislador, pós-publicação, respeitando as adaptações necessárias e sua ampla divulgação. Esse conceito, embora bastante óbvio, tem origem em princípios bíblicos. Sabemos que a lei de Deus é imutável e eterna (Sl 111:7-8), porém antes de sua “publicação”, ou seja, antes de Moisés o pecado não é levado em conta quando não há lei (Rm 5:13). Assim também, pela mesma palavra de Deus sabemos que, “é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10:4), no entanto, Abel e outros tantos no V. T. obtiveram por meio de sacrifícios “o testemunho de serem justos” (Hb 11:4).
O que vemos é que o Deus eterno e imutável tratou de forma diferente com a humanidade durante os tempos, de acordo com aquilo que da sua palavra já havia sido revelado. Percebemos também que as mudanças não ocorriam abruptamente a partir da divulgação de uma verdade, as verdades eram gradativamente reveladas e tomando espaço daquilo que está prestes a desaparecer (Hb 8:13, IICo 3:10-11).
A este período em que uma verdade está sendo divulgada e que ainda subsiste outra que está prestes a desaparecer é que chamamos de “período de transição”. Assim como as leis humanas passam a valer apenas após sua ampla divulgação e comumente requerem um período de adaptação em que por vezes duas regras podem estar em vigor simultaneamente, também ocorre na bíblia períodos em que uma verdade já chegou para alguns, enquanto que para outros essa verdade ainda está oculta.
Um grande exemplo deste conceito é a transição do que chamamos de “dispensação da lei” para a “dispensação da graça” – a salvação baseada na fé, não de obras – divulgada pelo apostolo Paulo em suas cartas. O evangelho da graça de Deus está firmado no sacrifício de Cristo, o cordeiro de Deus (Jo 1:29), mediante a fé e não de obras para que ninguém se glorie (Ef 2:8-9), salvação esta consumada na cruz de Cristo. Entretanto vemos que mesmo após a morte de nosso Senhor Jesus Cristo para nossa redenção, por algum período ainda a remissão de pecados esteve baseada nas obras da lei. Atos 2:38 evidencia que a remissão de pecados estava condicionada a ritos da lei: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados”. A palavra da cruz, por um período considerável do livro de Atos, foi pregada entre os apóstolos como um ato de condenação aos judeus e não de salvação, em Atos 2:36 Pedro afirma que “este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”, condenando os judeus pela crucificação do Senhor, semelhantemente assim é feito em Atos 4:10 e 5:30.
A remissão de pecados mediante exclusivamente a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, demonstrando a incapacidade da lei em salvar, é anunciada pela primeira vez explicitamente só em Atos 13:38-39, quando Paulo afirma: “Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; , por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés”.
Por isso consideramos que o livro de Atos possui um longo período de transição da Lei para a graça. Observamos Apolo (At 18:25), instruído no caminho do Senhor, que ensinava com precisão a respeito de Jesus, mas conhecia apenas o Batismo de João, Tiago que em Atos 20:21 aponta para dezenas de milhares entre os judeus que creram, e todos zelosos da lei, por causa destes Paulo teve que tomar voto, rapar a cabeça e cumprir ritos da lei (Gl 2:18). É possível que neste momento a carta de Tiago já havia sido escrita, ou na melhor das hipóteses, estava por ser escrita nestes dias, o que vem a esclarecer a não inclusão do evangelho da graça em sua explanação. 

Estaria Tiago equivocado?

            Ao chegar neste ponto o leitor poderia pensar que Tiago estava equivocado em suas afirmações, conseqüentemente nada do que ele diz serve para nós nos dias de hoje e sua carta poderia ser arrancada da bíblia que não faria diferença. Equivocados estaríamos nós se assim pensássemos. A palavra nos diz que “Toda a escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino” (II Tm 3:16), nada deve ser desprezado de forma alguma, é Deus a nos orientar.
            Neste caso como aplicar Tiago 2 para nós nos dias de hoje, sabendo que a nossa justificação está na fé no sangue de Cristo derramado por nós?
            O fato de nossa justificação não vir por meio da lei não significa que a lei não revela o caráter de Deus e seu desejo para nós. O apóstolo Paulo afirma que “a Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom”, assim como Tiago que recomenda a observância da lei, “fazeis bem” diz ele (Tg 2:8).
A lei tem sua razão de ser e deve ser observada segundo este conceito: pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Rm 3:20), “Foi adicionada por causa das transgressões” (Gl 3:19), “nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé” (Gl 3:24). Por isso a palavra nos adverte em I Timóteo 1:8: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo”, e, utilizar a lei de modo legítimo é usá-la para compreender a vontade e santidade de Deus, para crescermos cada dia mais à Sua semelhança, e não utilizando-se dela para conquistar a salvação, desprezando assim o sacrifício vicário de Cristo.

Como responder ao argumento de Tiago?

            E quando alguém que, por falta de compreensão das escrituras, por crer que a salvação é também pelas obras e não por fé somente, usar Tiago 2:18 para questionar a suposta “fraqueza” de minha fé? (isso já aconteceu comigo). Como responder?
Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras,
 e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé
Tg 2:18
Observe o teor desta afirmação: “mostra-me essa tua fé sem as obras”. De fato Tiago tem plena razão quando diz: “a fé sem obras é fé morta”, ou seja, inoperante.
A questão é que a nossa fé em Jesus Cristo não é sem obras. Muito pelo contrário, ela é apoiada na maior obra de redenção já realizada, planejada e executada pelo próprio Deus. É isso, a nossa fé tem obra sim, só que não executada por nós (como se pudéssemos fazer alguma coisa para nossa salvação), a nossa obra foi realizada pelo próprio Deus quando enviou o seu próprio filho para entregar sua vida, derramando seu sangue naquela cruz para remissão de nossos pecados.
Uma boa maneira de responder ao questionamento de Tiago 2:18 é devolvendo a pergunta ao nosso interlocutor da seguinte forma:
Então mostra-me primeiro as obras que tens realizado para sua salvação,
que eu lhe mostrarei a minha fé
É provável que a pessoa defenda-se com o argumento de que faz o bem, não falta aos cultos, é batizado, é fiel no dízimo etc.. Mas afinal, qual destas obras salva? Onde está a obra que justifica? Sabemos que, por mais que procure, nosso interlocutor, não achará obra que possa lhe salvar. Vemos dessa forma Romanos 3:20 agindo na vida desta pessoa (pela lei vem o pleno conhecimento do pecado). Ele entenderá então o versículo que diz: “o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte” (Rm 7:10).

Será então uma boa oportunidade para mostrar a obra de Cristo para nosso questionador, utilizando-se da lei de modo legítimo (I Tm 1:8) e fazendo valer Galatas 3:24 (a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé). A lei não salva, mas ela é o caminho para nos conscientizar de nossa condição de pecadores e nos conduzir à obra de Cristo, a única obra eficaz, plena e aceitável diante de Deus para nossa salvação. Graças a Deus pelo seu dom inefável (2 Coríntios 9:15).

Rogerio da Silva

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Ministério Graça no Brasil - Seja Bem-Vindo



Olá, meu nome é Rogério e eu gostaria de dar nossas boas vindas em nome do Ministério Graça no Brasil a você que está conhecendo nosso canal por meio do You Tube, em nossa página do FaceBook, ou mesmo se está vendo esse vídeo em compartilhamento isolado por meio de whatsapp ou outras redes sociais.
Nosso objetivo é ensinar a Palavra de Deus, publicando semanalmente vídeos para você. Compartilhando com você aquilo que Deus tem permitido que aprendamos e que tem feito um bem muito grande para nossas vidas.
Pelo YouTube ou Facebook você tem o recurso dos comentários ai abaixo onde nós convidamos você a interagir, concordando, discordando, perguntando, complementando ou mandando sugestões. É, não tem problema se você discorda de algo que está sendo falado, nós não somos donos da verdade, e nós acreditamos que, assim como podemos levar edificação para sua vida, você poderá trazer crescimento espiritual para nós e para nosso público por meio de seus comentário.
Entre em contato conosco também por e-mail ou, se desejar, estamos dispostos a ir até você, se assim Deus nos permitir, para um estudo particular das grandezas da Graça de nosso Deus. Faça contato e juntos estudaremos as possibilidades.
Neste momento eu gostaria de fazer a você um convite especial.
Não, não é para curtir a nossa página ou nossos vídeos. Isso você fará se gostar dos vídeos. Também não é para você se inscrever em nosso canal. Isso você irá fazer se desejar fazer parte dessa “família” que estamos criando chamada “Graça no Brasil”. Também tem o “sininho” do You Tube, aqui em cima no seu canto direito. Se você ativar ele, você estará dizendo que quer receber notificações sempre que um vídeo novo for postado. 
Mas o meu convite especial é para que você curta Jesus. É, ele morreu na cruz para pagar por todos os seus pecados e, se você crê nessa boa nova, você está dando um Like pra Jesus. Mas um like significa apenas que você gostou. E eu lhe convido aceitar inscrever-se no canal de Jesus, em uma decisão que tornará você parte da família de Deus, aonde Jesus é o Senhor, a palavra de Deus é o nosso guia e nós todos somos irmãos. Ah, o canal de Jesus também tem o “sininho” que é o Espirito Santo com o qual Deus sela o coração de todo aquele que nele crê e que estará constantemente agindo na sua vida, trazendo notificações de qual e a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para a sua vida.
E como é que eu faço para assinar o canal de Jesus? Precisa de uma conta especial? Precisa de Internet? Não. Para acessar o Senhor Jesus é muito simples. Feche os seus olhos e faça uma oração agora mesmo, diga para Deus que você quer pertencer a Ele, declare sua fé no que Cristo fez por você, derramando seu precioso sangue para pagar o preço dos seus pecados. Diga, “Senhor Jesus, eu creio em ti”.
Que Deus abençoe você e sua vida e espero que possamos ajudar você a estar cada dia mais firme na fé.

Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento! Filipenses 3...



Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Fp 3:12 
Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; Fp:3-15

No texto de Filipenses 3:12-16, o apóstolo Paulo nos deixa confusos! Primeiro ele afirma que não chegou à perfeição. Depois ele afirma “todos, pois, que somos perfeitos”! O que essa passagem nos ensina?
Na tradução da bíblia, versão NVI (Nova Versão Internacional), a tradução nos ajuda a esclarecer o que o apóstolo Paulo está considerando como perfeição, diz assim:
“Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo”.
Nesta versão da bíblia o tradutor preferiu dizer que “a perfeição” da qual Paulo está falando é “tudo isso” que ele havia listado nos versículos anteriores. E o que ele havia listado nos versículos anteriores? Que a perfeição é:

Fp 3:8-11 – “Ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos”.

Percebemos que a “perfeição” da qual Paulo está falando e afirma não haver alcançado, é o processo completo de redenção (justificação, santificação e resgate). É interessante observar que, posicionalmente, diante de Deus nós já passamos pelo processo completo de redenção, já estamos perdoados e libertos de nossos pecados,

“foi crucificado com Cristo o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado e o pecado não terá domínio sobre nós” (leia atentamente todo o texto de Rm 6:1-23).

Já somos considerados santos:
“santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos” (1Co 1:2), “transformados em servos de Deus, com fruto para a santificação” (Rm 6:22)

E já fomos ressuscitados:
“nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais” (Ef 2:16).

Posicionalmente já temos a Salvação completa, mas na prática sabemos que ainda estamos presos a esse corpo carnal e a única coisa que temos de fato é o perdão de nossos pecados e também a fé, que nos garante que o Deus, “que começou boa obra em nós, há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6).

Em Tito, capítulo 2, versículo 11 a 14 a palavra de Deus é mais clara ainda ao afirmar que “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”, passado, presente e futuro. Ou seja, nossa salvação, embora garantida e completa diante de Deus, ainda não se completou na prática. Na prática Deus ainda está realizando a boa obra da salvação em nós, que não se resume apenas em “Cristo morreu pelos nossos pecados” e então estamos salvos da condenação do pecado e do inferno. Ele nos liberta do próprio poder do pecado que escraviza nossas vidas, por isso, no verso 12 de Tito 2 ele afirma que, no presente, a graça de Deus se manifesta “educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente”. Então a Graça de Deus se manifestou no passado, quando Cristo morreu na cruz para pagar por nossos pecados, se manifesta no presente, com o Espírito de Deus agindo em nossa vida para nossa santificação, e se manifestará no futuro, quando formos transformados para estar para sempre com o Senhor: “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2:13). No verso 14 ele reafirma o aspecto da salvação passada e presente “o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras”.

Voltando a Fp 3:12, o apóstolo Paulo está afirmando isso: que Deus olha para nós como já regenerado, mas nós ainda não o somos, porém, se você está em Cristo, Deus já lhe vê como perfeito, Deus lhe vê no alvo, no prêmio  da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus, e Ele quer que tenhamos esse sentimento, mas, se porventura pensais doutro modo, ainda nisso Deus vos esclarecerá. chegou a perfeição, pois ainda não é perfeito em sua santidade e também ainda não foi ressuscitado. Porém ele afirma que “prossegue para conquistar aquilo para o que também foi conquistado por Cristo Jesus”. Essa afirmação é importante porque ele está dizendo que, uma vez iniciado o processo de redenção, ele não pode ser mais interrompido, porque não depende mais de nós, é obra de Deus – “fomos comprados por preço” (1Co 6:20; 7:23) e Deus não falha. O início do processo de redenção dependeu de uma decisão nossa, uma escolha, crer em Jesus. Dali pra frente “tudo provém de Deus” (2Co 5:18), Ele “é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2:13) e, mesmo “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo”. Não depende mais de nós, a obra é de Deus, o que acontece é que, o modo como vamos alcançar a ressurreição dos mortos é com mais glória ou menos glória de acordo com nossa obediência por meio do corpo, mas “de algum modo, iremos alcançar a ressurreição dentre os mortos” (Fp 3:11).
Nos versos 13 e 14 Paulo reafirma que essa transformação completa e perfeita da qual está falando ainda não aconteceu plenamente em sua vida, mas ele corre na direção dessa nova vida, até porque não há outra opção, foi para isso que Deus nos chamou em Cristo Jesus, esse é o alvo, esse é prêmio, se você será o 1º, 2º, 3º ou último colocado, essa é uma condição que você pode alterar no curso de sua vida, porém, após dada a largada, você já é Filho de Deus, já é Servo de Cristo e já é um eleito para de algum modo alcançar a ressurreição dentre os mortos.
Por essa razão, no verso 15 o apóstolo Paulo diz: “Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento”. Porque o Deus onisciente já vê tudo, já sabe o resultado da corrida e já nos vê posicionalmente no pódio, já atingimos o alvo e já recebemos o prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Por quê? Porque já não depende mais de nós, agora é com Ele, que nos justificou, nos santifica e nos glorificará com a ressurreição (veja que em Romanos 8:30 todo esse processo está no passado, o Deus onisciente já nos vê glorificados em Cristo).
Alguns dentre os Cristãos ainda não entendem o plano completo de nossa salvação. Alguns entre nós, acreditamos apenas que Deus nos libertou do império das trevas quando entregou seu Filho na Cruz para pagar pelos nossos pecados, nos libertou da condenação do pecado. Mas, não estamos acreditando que ele nos transportou para o reino do Filho do Seu amor, não estamos acreditando que Ele nos libertou da lei do pecado e não apenas da condenação do pecado (Rm 8:2).


Por isso nós o convidamos, para que tenha fé no Jesus Cristo que morreu pelos seus pecados e ressuscitou para ser Senhor de sua vida e que garante por meio do seu Espírito, que agora passa a fazer morada em você, que Ele lhe levará ao lar celestial. Se você ainda pensa de outro modo, nós cremos que também isso, Deus vos esclarecerá, “todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos”.
Rogerio da Silva

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O que eu devo fazer para herdar a Vida Eterna?



Que hei de fazer para herdar a vida eterna?

Esta pergunta foi feita ao Senhor Jesus por duas vezes conforme constam nos evangelhos (Mt 19:16, Lc 10:25), entretanto está é a pergunta que motivou cada ser humano a aproximar-se de Jesus e motiva até hoje os homens a O buscarem, desejando a reconciliação e por fim a vida eterna.
A resposta? Isto é impossível aos homens.
Observemos a passagem de Mateus capítulo 19:16-26 que se repete em Marcos10:17-27 e Lucas18:18-27. Após receber a pergunta daquele jovem, o Senhor Jesus lembrou-lhe dos mandamentos. Quando o jovem inocentemente afirma “tudo isso tenho guardado desde a minha juventude”, Jesus “olhando para ele, o amou”. É claro que aquele homem não era perfeito como perfeita é a lei de Deus, porém, era um homem justo, correto e honrado em seu desejo de servir ao Senhor. Sua ingênua pretensão de integridade cai por terra quando o Senhor lhe diz: “Só uma coisa te falta”. Esta “coisa” envolve o mandamento supremo, o princípio de toda a lei, o preceito que está por traz de cada uma das ordenanças, o Amor! Amar a Deus sobre todas as coisas! Amar o próximo como a ti mesmo. Aquele jovem não estava disposto a repartir, compartilhar, abrir mão do que lhe dava prazer.
Semelhantemente nenhum de nós teria a ousadia de assegurar estar plenamente livre do poder sedutor da riqueza. Por esta razão, quando o Senhor Jesus discorre quanto aos perigos da riqueza, os discípulos afirmam: “Quem pode, então, ser salvo?”
É quando o Senhor Jesus lhes dá a verdadeira resposta para aquela pergunta.
“Aos homens é isso impossível.”
“Mas não para Deus; porque para Deus tudo é possível.”
E Deus tornou possível enviando seu Filho para entregar Sua vida naquela cruz para pagar por nossos pecados. Não que sejamos merecedores, pois não há mérito algum no homem. “Tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo.” II Co 5:18
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2:8-9
Deus não deseja que ninguém se “gabe” por ter feito algo para herdar a vida eterna.
Por isso ele a oferece gratuitamente a todo aquele que crer, pela fé.
“Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” Rm 10:9
Aceite o presente de Deus e creia agora mesmo que ele morreu naquela cruz para pagar por todos os teus pecados e ressuscitou, estando agora à direita do Pai, para ser Senhor de sua vida. Entregue sua vida a ele, pois a Palavra de Deus nos diz que não é pelas obras que seremos salvos, mas é para as boas obras que somos salvos.
“Somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou”.
Você não pode fazer nada para herdar a vida eterna, mas Deus já fez. Creia no Senhor Jesus e acolha a promessa de poder fazer as boas obras que Deus preparou para que andássemos nelas, recebendo os prêmios de recompensa reservados para ti nos tempos eternos.
“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano, o que Deus tem preparado para aqueles que O amam.” I Co 2:9

Conferencia 2017 - 1 Tm 5:8 - Família - uma prioridade na vida do cristã...

Como ter uma fé verdadeira em Cristo Jesus


Naamã, o comandante do exército da Síria, era muito respeitado e estimado pelo rei do seu país porque, por meio de Naamã, o Senhor Deus tinha dado a vitória ao exército dos sírios. Ele era um soldado valente, mas sofria de uma terrível doença da pele. Num dos seus ataques contra Israel, os sírios haviam levado como prisioneira uma menina israelita, que ficou sendo escrava da mulher de Naamã. Um dia a menina disse à patroa: — Eu gostaria que o meu patrão fosse falar com o profeta que mora em Samaria, pois ele o curaria da sua doença. Então Naamã foi falar com o rei e contou o que a menina tinha dito. E o rei ordenou: — Vá falar com o rei de Israel e entregue esta carta a ele. Então Naamã saiu, levando uns trezentos e cinquenta quilos de prata, e uns setenta quilos de ouro, e dez mudas de roupas finas. A carta que ele levava dizia assim: “Esta carta é para apresentar Naamã, que é meu oficial. Eu quero que você o cure.” Quando o rei de Israel leu a carta, rasgou as suas roupas em sinal de medo e exclamou: — Como é que o rei da Síria quer que eu cure este homem? Será que ele pensa que eu sou Deus e que tenho o poder de dar a vida e de tirá-la? Ele está querendo briga! O profeta Eliseu soube do que havia acontecido e mandou dizer ao rei: — Por que o senhor está tão preocupado? Mande que esse homem venha falar comigo, e eu mostrarei a ele que há um profeta em Israel! Então Naamã foi com os seus cavalos e carros e parou na porta da casa de Eliseu. Eliseu mandou que um empregado saísse e dissesse a ele que fosse se lavar sete vezes no rio Jordão, pois assim ficaria completamente curado da sua doença. Mas Naamã ficou muito zangado e disse: — Eu pensava que pelo menos o profeta ia sair e falar comigo e que oraria ao Senhor, seu Deus, e que passaria a mão sobre o lugar doente e me curaria! Além disso, por acaso, os rios Abana e Farpar, em Damasco, não são melhores do que qualquer rio da terra de Israel? Será que eu não poderia me lavar neles e ficar curado? E foi embora muito bravo. Então os seus empregados foram até o lugar onde ele estava e disseram: — Se o profeta mandasse o senhor fazer alguma coisa difícil, por acaso, o senhor não faria? Por que é que o senhor não pode ir se lavar, como ele disse, e ficar curado? Então Naamã desceu até o rio Jordão e mergulhou sete vezes, como Eliseu tinha dito. E ficou completamente curado. A sua carne ficou firme e sadia como a de uma criança. Depois ele voltou com todos os seus homens até o lugar onde Eliseu estava e disse: — Agora eu sei que no mundo inteiro não existe nenhum deus, a não ser o Deus de Israel. Aceite um presente meu, por favor. Eliseu respondeu: — Juro pelo Senhor, o Deus vivo, a quem sirvo, que não aceitarei nenhum presente. Naamã insistiu com ele para que aceitasse, mas ele não quis. Aí Naamã disse: — Já que o senhor não quer aceitar o meu presente, então deixe que eu leve para casa duas mulas carregadas de terra , pois de agora em diante eu não vou oferecer sacrifícios e ofertas que são completamente queimadas a nenhum deus, a não ser a Deus, o Senhor. Mas eu gostaria que ele me perdoasse uma coisa, que é a seguinte: quando eu tiver de acompanhar o meu rei ao templo de Rimom, o deus da Síria, para ali adorar, eu vou ter de adorá-lo também. Que o Senhor Deus me perdoe por isso! Eliseu disse: — Adeus! Boa viagem!

“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” Rm 10:9

            Já muitas vezes ao anunciar o evangelho fui rejeitado pelo meu ouvinte com o seguinte argumento: “Esse evangelho é fácil demais”.
            Você já passou por isso? De alguém afirmar que o evangelho da graça e pela fé que pregamos é um evangelho “fácil”?
            É só aceitar a Jesus como Senhor e crer que ele morreu em nosso lugar, por nossos pecados? Não precisamos fazer nada? Sem obras? Ele já fez o que precisava ser feito para nossa redenção? Basta crer? Isso parece uma afronta à vaidade e orgulho ostentados pelos homens tidos como “justos”.
            Frequentemente lembro-me de Naamã quando assim sou questionado. (2Rs 5:1-27)
            Naamã era um homem muito importante, “comandante do exército da Síria, valente soldado, muito respeitado e estimado pelo rei do seu país porque, por meio de Naamã, o SENHOR Deus tinha dado a vitória ao exército dos sírios”. Mas Naamã sofria de uma terrível doença da pele. (v. 1)
            Uma menina, serva da esposa de Naamã disse: “Em Samaria existe um profeta que pode curar essa doença!” (v 3)
            Naamã usou dos meios convencionais para chegar até o profeta Eliseu. Diplomaticamente solicitou o rei da Siria, que o recomendou ao rei de Israel muito ouro, pratas e roupas finas para “obter em troca” a cura desejada. (v 5)
            Inicialmente o rei de Israel ficou temeroso, “Como é que o rei da Síria quer que eu cure este homem?”, mas Eliseu disse: “Mande que esse homem venha falar comigo” (v 7-8)
            Quando Naamã, um nobre, com seus cavalos e carros parou na porta da casa de Eliseu, o profeta nem se deu o trabalho de atendê-lo pessoalmente, mandou um empregado dizer: “Vá se lavar sete vezes no rio Jordão, e ficará completamente curado da sua doença”.
            Naamã ficou muito zangado. E não era pra ficar? Ele era um homem importante, poderoso, respeitado, valente soldado, rico, recomendado pelo rei da Siria e pelo rei de Israel! E, além do mais, que forma mais banal, tosca e fácil de receber uma cura! Vá no rio e tome sete banhos e ficará totalmente curado.
            Os servos de Naamã tentaram convencê-lo: “Se é tão fácil por que o senhor não faz o que o profeta mandou? Se o profeta mandasse o senhor fazer alguma coisa difícil, por acaso, o senhor não faria?” 
            Mas Naamã já tinha em mente como se daria a cura: “Eu pensava que pelo menos o profeta ia sair e falar comigo e que oraria ao SENHOR, seu Deus, e que passaria a mão sobre o lugar doente e me curaria!” Naamã já tinha em mente toda uma formalidade de como provém que a “obra de uma cura” se efetive, e, para consolidar, faz-se se o “pagamento”, a “recompensa”, o “preço” para o dom de Deus.
            Infelizmente os homens sempre pensaram assim, Naamã pensava assim, Geazi pensava assim e até hoje “incrédulos” e “crentes” agem dessa maneira com o Dom de Deus.

O que nos movimenta em direção a Deus? E o que move Deus em nossa direção?

Conferencia 2017 Tg 3 13 18 Hipocrisia no lar Cleiton Menor

O mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus - Filipenses 2:1-11

Perfeito e Perfeitamente Habilitado para toda Boa Obra

A oferta agradável a Deus


Olá amigos. Meus nome é Rogerio e neste vídeo eu gostaria de compartilhar com vocês um pensamento sobre uma história bíblica muito conhecida de todos nós.
UMA OFERTA AGRADÁVEL A DEUS
A palavra de Deus nos conta que dois irmãos, Caim e Abel, decidiram fazer uma oferta a Deus. Caim, que era lavrador, levou “alguns produtos da terra” e Abel, que era pastor de ovelhas, sacrificou um “cordeirinho do seu rebanho”.
O restante da história você deve conhecer bem, mas, minha pergunta é: Por quê eles fizeram isso?
Poderíamos pensar em respostas bem complexas, mas, para o momento nos serve o fato de que, os dois, desejavam agradar a Deus. Não havia bíblia, não havia igreja, não havia sacerdotes, nem lei que obrigasse eles a fazer isso. Os dois queriam que Deus se agradasse deles, os dois queriam ter um relacionamento com Deus.
Qualquer um de nós, não importa se você tem religião, se é membro de alguma igreja ou se lê a bíblia, todos nós temos interiormente a certeza de que há um Deus e nossa consciência serve de guia nos dizendo: precisamos ter um contato com o criador. Rm 2:14-15; 7:22
Cada um de nós, à sua maneira, escolhe comportamentos que nos levem a “ser aceitos por Deus”: rituais, promessas, ser membro de uma igreja ou apenas um senso de justiça própria.
Todas essas escolhas podem agradam à Deus, mas será que alguma delas é a oferta que Deus escolheu?
Olhando para Caim, não vemos maldade nas intenções dele, ele queria um relacionamento com Deus e tentou isso. Porém “Deus não se agradou de sua oferta”, e a bíblia diz mais: diz que “Caim era do maligno” e “suas obras eram más” (1 Jo 3:12).
O que tinha de errado com a oferta de Caim? Ele tinha pacto com o Diabo? Ele era do mal e não queria agradar a Deus? Ele estava possuído?
E lógico que não. A palavra nos diz que: “qualquer um de nós, que não pratica justiça e não ama a seu irmão, é filho do diabo” (1 Jo 3:10). “qualquer um de nós que pratica o pecado, procede do diabo” (1 Jo 3:8). Jesus disse aos que creram nele (Jo 8:30-31) “Vós sois do diabo” (Jo 8:44).
Neste caso, ser do diabo significa apenas “não fazer o que Deus mandou fazer” (Ef 2:1-2).
Mas Caim sabia qual a oferta certa? Claro que sim. Deus fala para Caim: “Se procederes bem... serás aceito?
Durante todo o velho testamento, o sacrifício de um animal inocente para pagar a culpa dos pecados humanos, foi o meio escolhido por Deus para nos redimir e nos tornar aceitáveis diante de Deus. É óbvio que Deus não se agrada da morte de animais inocentes, mas é melhor que um animal morra, do que um ser humano! O cordeiro toma o meu lugar, me substitui na morte que eu merecia, porque fui eu que pequei!
Esses sacrifícios eram apenas rituais e apontavam para o único e verdadeiro sacrifício, o sacrifício de Cristo.
Cristo é o cordeiro humano que dá sua vida para expiar os pecados de todos nós. Por isso, João Batista ao ver Jesus diz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29). A redenção de nossos pecados acontece quando Cristo (o cordeiro de Deus) morreu pelos nossos pecados (1 Co 15:3).
E o que eu devo fazer para receber a salvação?
A palavra nos diz: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo! (At 16:31)
Você não precisa fazer outra coisa, não precisa levar a Deus uma oferta ou um sacrifício, isso fará com que Deus não se agrade de sua oferta assim como não se agradou da oferta de Caim. Ir à igreja, batizar, orar, dar esmolas, obedecer preceitos, cumprir rituais podem ser coisas boas, mas não são a oferta correta. Jesus Cristo é o seu sacrifício diante de Deus, a oferta aceitável em quem, pela fé, Deus propôs no seu sangue a remissão dos nossos pecados (Rm 3:24-28).
Por isso, em nome de Cristo eu lhe convido, reconcilie-se com Deus, aceite a Jesus como Senhor e Salvador de sua vida. Creia que, embora muitas coisas boas você possa fazer, nada será suficiente para restaurar seu relacionamento com Deus, a não ser o sangue de Cristo vertido naquela cruz, por mim e por ti. Confesse agora a Jesus como único e suficiente salvador e receba o presente da vida eterna gratuitamente de Deus.

Conferencia 2017 Rm 12 2 Cleiton Menor

Você tem certeza da sua Salvação?

Qual a razão da nossa existência?


Qual a Razão de nossa existência?

De onde viemos? Para onde vamos? Por que existimos?
Responder a essas perguntas é algo que o ser humano empenha-se em fazer desde o dia em que toma consciência de sua existência!

Quem somos e para que existimos? Ciência, Religião e todo tipo de esoterismo aplicam-se no desvendar este mistério: A razão de nossa existência!
Nós do “examinando as escrituras” viemos até você neste momento para trazer o que a bíblia nos fala sobre a criação do homem. Por que Deus criou o homem? Para que Deus criou os seres humanos? Qual a nossa utilidade?
Talvez você não acredite na bíblia! Talvez você nem acredite em Deus! Mas nós pedimos para que você considere neste momento essas possibilidades e desfrute da razão dada por Deus para a sua existência.
O capítulo 1 do livro de Gênesis afirma que “Deus criou todas as coisas” e, no sexto dia, Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança ... homem e mulher os criou” (Gn 1:26-27).
Por que Deus quis criar os seres humanos?
A resposta está em Gênesis no capítulo 2, versículo 15, quando a bíblia afirma: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar”.
Simples assim! A bíblia ensina que nós humanos fomos criados por Deus para cuidar das coisas que Deus criou. Somos os administradores de Deus! Gerenciamos o Jardim de Deus! Criados para cuidar: cultivar e guardar a criação de Deus!

Já deu pra perceber que algo saiu errado, né? Está evidente que o ser que Deus criou para cuidar do planeta, por alguma razão, tornou-se o principal destruidor da criação divina para a qual ele foi criado como protetor.
Somos capazes de perceber que a natureza sozinha, sem a intervenção humana, se governa melhor do que tendo o ser humano como “cuidador”.
O que deu errado? Será que Deus deixou de prover algo ao ser humano que seria necessário para ele realizar sua função?
Vejamos o que Deus concedeu ao homem como atributos necessários para o desempenho de sua razão de existência:
Domínio: Deus deu autoridade ao homem “sobre todos os animais e sobre toda a terra” (Gn 1:26). O poder de comando é algo indispensável para que você seja administrador sobre algo, e Deus deu ao homem domínio sobre toda criatura.
Sabedoria: Deus deu inteligência ao homem. Capacidade de criar, inventar, raciocinar como nenhum outro dos seres criados tem. O ser humano foi criado à “imagem e semelhança de Deus” (Gn 1:27). Assim como o próprio Deus com seu poder criativo seria capaz de cuidar do planeta, Deus deu ao homem a sabedoria necessária para exercê-lo com exatidão.
Arbítrio: O arbítrio é a capacidade de tomar decisões. Deus delegou ao homem a capacidade de fazer escolhas, de decidir, de deliberar, resolvendo e solucionando problemas de forma autônoma. Esse é um princípio fundamental quando se outorga a alguém a função de gerenciar: ele deve ter poder para tomar decisões.
Vamos eleger neste momento essas três virtudes como fundamentais para o exercício da administração. Qualquer proprietário que delegue a alguém a função de administrador sobre algo deseja que seu subordinado tenha ao menos essas três virtudes: Poder de comando (Domínio), Inteligência (Sabedoria) e saiba tomar decisões (Arbítrio).
Isso não significa que o administrador faz o que quer e do jeito que quer, ele não é o Senhor, é apenas um servo e irá gerenciar o negócio conforme regras, leis e preceitos já estabelecidos pelo seu possuidor.
Esse foi o problema do homem. Deus estabeleceu que o homem estivesse livre para desfrutar de todas as “arvores” que haviam no jardim, mas havia uma sobre a qual Deus colocou restrições:
Genesis 2:16-17
“E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.
Todos nós sabemos qual foi a escolha feita pelo primeiro casal que habitou a face da terra. E, não importa o quanto dessa historia você acredite que é verdadeira ou metafórica, não importa se você entende as árvores e o fruto da árvore como literal ou simbólico, o fato é que a consequência da escolha desses primeiros habitantes da terra incide sobre todos os descendentes de Adão e Eva que somos nós.
Nós não servimos mais a Deus para o propósito inicial para o qual fomos criados. Estamos imprestáveis, incapazes, inúteis. Nós somos os principais responsáveis pela destruição da natureza e, sendo nós parte da criação de Deus, nós somos os responsáveis pela nossa própria destruição.
Deus chama essa condição em que nos encontramos, essa deficiência que impede o ser humano de fazer aquilo que é bom de “pecado”.
O pecado nos impede de agradar a Deus, de servir no propósito para o qual fomos criados.
A bíblia diz que:
“por um só homem (Adão) entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” Rm 5:12
Diz que: “ não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” Rm 7:19
Que: “não há quem faça o bem, não há nem um sequer” Sl 14:3
“pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” Rm 3:23
Reconhecendo que há um problema, e é um problema sério com a raça humana, aceitando que nós não somos capazes de solucionar esse problema e admitindo que precisamos da orientação do criador que tudo sabe, pois foi Ele quem fez todos as coisas e é só Ele quem pode resolver o problema do pecado humano, convidamos você a nos acompanhar nos próximos estudos desta série. Envie-nos perguntas, entre em contato conosco pelos endereços que estão na descrição deste vídeo.
Nós temos um problema, mas Deus tem a solução!

Conferencia IBG 2017 - São João Batista SC - Lei e Graça - Rogerio da Silva