quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Examinando as escrituras 2 - Por que os Judeus mestres da lei não creram...



Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. João 5:39
            O apóstolo Paulo foi dentre os apóstolos o que mais anunciou a palavra de Deus fora dos termos da Judéia (ICo 15:10). Em uma destas ocasiões, em Beréia, ele aponta estes como “mais nobres que os de Tessalônica”, e o motivo é porque “examinavam as escrituras para ver se as coisas eram, de fato, assim (At 17:10-12).
A atitude dos bereanos confirma o princípio ditado por nosso Senhor Jesus em João 5:39. Examinar cuidadosamente as escrituras, pois elas nos testificam, ou nos revelam se o que temos ouvido a respeito de Cristo é uma verdade fiel ou não.
Muitos de nós afirmamos crer na palavra de Deus, vivendo, entretanto sob preceitos que nela não estão contidos. Da mesma forma, acreditamos ser ela a única fonte digna de confiança para alicerçar nossa fé, desprezando, porém o conjunto de verdades que compõem a “sã doutrina” (ITm 1:10), fazendo uso apenas daquilo que satisfaz nosso interesse e fortalece o ponto de vista que tentamos defender.
A cegueira que conduz à confusão doutrinária não é infortúnio que aflige apenas a comunidade religiosa de nossos dias. O nosso Senhor Jesus Cristo afirma que toda a escritura testifica sobre Ele, e lembra aos judeus que afirmavam crer em Moisés, que o mesmo Moisés, em seus escritos, falava a Seu respeito (Jo 5:46-47).
E por que os Judeus não percebiam isso? Não estavam entre eles os profundos conhecedores? Por que farizeus, escribas, sacerdotes e grandes mestres não enxergavam Cristo revelado nas profecias.
Porque erravam não compreendendo as escrituras (Mt 22:29, Mc 12:24). A afirmação de que criam nas escrituras era unicamente para legitimar preceitos e doutrinas de homens, pelos quais enganavam e eram enganados.
Esta exortação vem a nós para que não usemos da palavra de Deus para fortalecer nossos pensamentos e proposições. Lembremos que, usar a palavra de Deus para convalidar suas afirmações, o próprio satanás o fez (Lc 4:6).
A palavra nos recomenda que primeiro examinemos cuidadosamente as escrituras, para então verificar se a lógica dos pensamentos e fatos que nos induzem a ordenar conclusões é originária das revelações bíblicas, e não o contrário, fazendo conclusões precipitadas e posteriormente examinando as escrituras para ver se nelas encontramos afirmações que possam sustentar nossas conjecturas. Essa atitude harmoniza-se perfeitamente com o dito espalhafatoso do profissional contumaz, que fez uma dentadura para depois procurar uma boca a quem ela servisse. (O pior é que ele a encontrou, fazendo com que ela se encaixasse forçosamente, conferindo credibilidade à sua estupidez).
Tenhamos a sensatez de examinar as escrituras todos os dias, como fizeram os bereanos, para averiguar se as coisas de fato são assim, considerando toda a escritura, não isolando afirmações para desprezar o contexto em que estão inseridas e desta forma poderemos nos “apresentar diante de Deus aprovados, como obreiros que não têm de que se envergonhar, que manejam bem a palavra da verdade” IITm 2:15.