terça-feira, 28 de maio de 2019

#28 Vender terras ou casas, era mandamento de Jesus?


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
A conduta dos primeiros convertidos em Atos de vender terras ou casas e depositar aos pés dos apóstolos o valor correspondente fazia parte do ensino de Jesus? E se fazia parte do ensino de Jesus, seria correto exortar os irmãos nos dias de hoje a ter a mesma conduta?
Em Atos no capítulo 4, onde estamos estudando, a palavra de Deus nos descreve que “Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum” (At 4:32). “Nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que
alguém tinha necessidade” (At 4:34-35).
Ele chega a dar o exemplo de um homem chamado “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos” (At 4:36-37).
Obviamente a oferta de Barnabé foi espontânea, ninguém o obrigou a fazer e, se ele conservasse o campo para si, esse campo seria seu. Mas, todos estavam fazendo isso! E todos estavam cheios do Espírito Santo! Não era o Espírito Santo que estava constrangendo eles a vender seus bens e terem tudo em comum? Jesus não havia também ordenado eles a fazer isso?
Então, o que Jesus quis dizer com: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Mt 19:21, Lc 18:22).
E quando os apóstolos disseram: “nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós? Jesus respondeu: vós vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna”. (Mt 19:27-29)
Em nosso estudo de numero 15 já afirmamos que os discípulos estavam vendendo tudo o que tinham e tendo tudo em comum por orientação do Espírito, e que o Senhor Jesus já havia lhes alertado dessa necessidade.
No estudo de hoje pretendemos mostrar “por quê” isso era uma ordenança para eles que
aguardavam a vinda do reino naqueles dias, e, “por quê” essa não é uma ordenança do Senhor para nós nos dias de hoje.
O Senhor Jesus lhes ensinou a desapegar-se totalmente das coisas desse mundo: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6:12-34). “Vendei os vossos bens e ajudai os que não têm recursos; fazei para vós outros bolsos que não se gastem com o passar do tempo, tesouro acumulado nos céus que jamais se acaba” (Lc 12:33). "Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, nem alforjes” (Mt 10:9).
“Emprestai, sem esperar nenhuma paga” (Lc 6:35), “Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes” (Mt 5:42). Jesus disse: “Segue-me! ... Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos... vai e prega o reino de Deus... E ao que diz: Deixa-me primeiro despedir-me dos de casa...  Jesus disse: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.
E por que lhes foi ensinado isso?
O Senhor Jesus lhes ensinou que, antes da sua vinda para estabelecer o reino, eles passariam por um período de grande tribulação (Mt 24:21, Mc 13:19), os 7 anos de grande tribulação do qual falou o profeta Daniel, tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo e nem haverá jamais. E a ordem é: quando virdes o abominável da desolação, fujam! Ninguém volte atrás para buscar sua capa! Ninguém volte para casa para tirar de lá coisa alguma! Quem tiver bens, deixe-os! (Mt 24:15-18)  E é por isso que, para estarem aptos para o reino de Deus, eles precisavam estar desapegados das coisas materiais.
Jesus os instruiu a não ficarem sobrecarregados com preocupações desse mundo, para que aquele dia não os pegue repentinamente, como um laço (Lc 21:24).
Também ensinou que o reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra (Mt 13: 44-46).
Esses homens e mulheres aqui de Atos no capítulo 4 acharam esse grande tesouro, o reino de Deus que estava por ser estabelecido em breve. E sabiam que valor nenhum tinha nada do que possuíam.
Por isso, vendendo tudo, tinham tudo em comum, para suportarem juntos o período de grande tribulação ao qual iriam enfrentar. E depois de terem vencido tudo, receberem por recompensa o reino.
No próximo estudo, o de numero 29, falaremos mais sobre isso.
Por que nem o reino e nem a grande tribulação esperada não veio? Por que a nós é dito: “Pela graça sois salvos mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus” e para eles foi dito: “o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele”. Por que a nós é dito: “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”, e para eles foi dito: “se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt 5:20). Por que a nós nos é dito: “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração creres que Jesus ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”, e a eles foi dito: “Ainda uma coisa te falta: a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.
Não perca o estudo de número 29.

27# A Igreja do princípio do livro de Atos. Era Cristianismo ou Judaísmo...


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Pedro e João haviam sido presos e interrogados pelas principais autoridades de Israel em virtude da cura de um coxo de nascença. Depois de soltoseles “procuraram os irmãos”. Neste lugar onde os irmãos estavam reunidos eles fizeram uma oração, e, após essa oração, “tremeu o lugar”. Que lugar era esse onde eles estavam reunidos?
A resposta para essa pergunta será importante para o nosso estudo de hoje porque tentaremos argumentar se já podemos chamar de igreja cristã a “multidão dos que creram” aqui em Atos 4!
No estudo de numero 4, que tem o título de “Quando começou a igreja de Cristo?” nós propusemos que, de uma maneira ampla e geral, o termo cristão significa “seguidor de Cristo”.
Então, quando Jesus disse a Pedro e André “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”, deixando eles as redes e seguindo a Jesus, eles foram os primeiros cristãos, os primeiros seguidores de Cristo.
Mas todos os seguidores de Cristo mencionados nos evangelhos também eram seguidores da religião judaica. O próprio Senhor Jesus era judeu e cumpridor de todos os preceitos e ritos da lei judaica. Então, quando nós diferenciamos o judaísmo do cristianismo, estamos dando um sentido semântico a essa palavra que define um conceito mais particular e restrito, um significado teológico que representa um grupo de pessoas distinto daquele grupo que chamamos de judeus, com um conjunto de crenças e comportamentos que os diferencia. Então, a igreja cristã passa a existir “quando ela deixa de ser judaísmo”.
Mas, quando o cristianismo deixou de ser judaísmo?
Aqui em Atos 4 nós podemos propor que o lugar aonde estavam reunidos era a "casa de Maria, mãe de João, cognominado Marcos” (At 12:12), para onde Pedro, em uma outra ocasião foi, após sair da prisão. Essa casa possivelmente pode ser a mesma onde o Espírito Santo desceu sobre eles no dia de pentecostes, era um lugar onde muitas pessoas congregavam e oravam. Neste caso, essa casa poderia ser considerada como o primeiro local de reunião onde os crentes se reuniam como igreja, fora do templo e das sinagogas.
Mas a palavra de Deus nos diz que eles “perseveravam diariamente no Templo” (At 2:46), que “costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão” (At 5:12), então, um bom lugar para “procurar os irmãos” era no Templo. E não haveria problema nenhum em afirmar que Pedro e João os encontraram no Templo e, após orar, “o lugar do Templo onde estavam reunidos, tremeu”. E, Atos 4:31 nos diz que “todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus”. Eles pediram em oração, coragem e ousadia para anunciar a palavra, e Deus lhes concedeu isso imediatamente.
Logo em seguida, em Atos 4:32 eles serão chamados de “multidão”. Uma multidão não cabe em uma casa!
Em Atos no capítulo 10 vemos que Pedro ainda mantinha-se fiel aos mandamentos da lei quanto à comidas que eram consideradas comum ou imundas (At 10:14), e a visão que ele teve naquela ocasião foi para lhe ensinar que ele não deveria tratar as pessoas de outros povos, os gentios, como comum ou imundos, ele deveria sair dos judeus e anunciar também o evangelho aos gentios, sem impor-lhes as práticas dos judeus.
Então, podemos concluir que aqui em Atos 4 eles ainda eram judeus, eles não eram cristãos no sentido efetivo que esse termo representa na teologia, na atualidade e na crença que nós cristãos temos. Eles ainda achavam que a circuncisão era necessária
para ser salvo. Eles criam que só perseverando em fazer as obras e praticar os ritos que a lei determinava é que eles poderiam entrar no reino de Deus.
E Deus confirmou isso para eles. No próximo estudo iremos ver que eles estavam vendendo tudo e tendo tudo em comum para ganhar o reino de Deus. E também iremos ver o que aconteceria com quem não fizesse isso.
Até o próximo estudo!

#26 A multidão de Atos 4:32! Eram cristãos ou judeus crentes?


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Estamos em Atos capítulo 4, onde o número dos que creram no testemunho dos apóstolos já é chamado de “multidão” (At 4:32). Essa multidão ainda aguardava a esperança de que o reino prometido a Israel se concretizasse naqueles dias?
A palavra nos ensina que Pedro e João, depois de soltos, “procuraram os irmãos e lhes contaram quantas coisas lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos” (At 4:23). Eles relataram aos irmãos, como os principais sacerdotes os ameaçaram, para não mais falarem no nome de Jesus a quem quer que seja, porém, não tendo motivo para mantê-los presos, os soltaram (At 4:17).
Os irmãos, a uma só voz, elevaram uma oração a Deus, não para que Deus os livrasse das ameaças das autoridades, mas, para que com intrepidez, bravura e coragem vindas de Deus eles pudessem anunciar a palavra, enquanto Deus, por meio de curas, sinais e prodígios semelhantes àquele feito por Pedro e João, curando um coxo de nascença, Deus confirmasse autoridade vinda de Jesus às palavras por eles ditas.
Eles sabiam que um período de grande tribulação lhes aguardava antes da chegada do reino, o Senhor Jesus já lhes havia alertado e eles citam em sua oração as palavras de Davi, no salmo de numero 2.
Este salmo diz: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido” (Sl 2:1-2). Dando seguimento à leitura do Salmo, veremos a afirmação que “a seu tempo, Deus derramará sua ira, constituirá o seu Rei no monte Sião, lhe dará as nações por herança e ele as regerá com vara de ferro” (Sl 2:5-6, 8-9).
No entendimento daqueles irmãos, a união entre Herodes (rei de Israel) e Pôncio Pilatos (governador romano), assim como união de gentios e gentes de Israel que se levantaram contra Jesus e agora estavam se levantando contra aqueles que pregavam em nome de Jesus, era o cumprimento das profecias e propósitos predeterminados por Deus a respeito dos últimos dias.
Para ter mais detalhes a respeito dessa crença de estar vivendo os últimos dias, os dias da grande tribulação que antecede o reino, convidamos você a ver nosso estudo de numero 9, que tem como título: “Pentecostes é manifestação da chegada dos últimos dias?
Esses irmãos estavam convictos disso, por essa razão estavam vendendo tudo o que tinham e vivendo em comunidade, por isso o Senhor Jesus os ensinou a orar “venha a nós o vosso reino”, e por essa razão lembraram aqui de que o Senhor Jesus lhes disse: Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome(Mt 24:9). E Deus fez “tremer o lugar onde estavam reunidosaprovando assim a oração deles e confirmando que suas expectativas estavam corretas, “todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4:31).
Uma pergunta para o próximo estudo: Pedro e João quando saíram da prisão foram ao encontro dos irmãos em algum lugar. Que lugar era esse? Eles já tinham um lugar diferenciado da religião judaica onde faziam suas reuniões? Eles já não mais perseveravam no Templo judaico? Eles já podiam ser chamados de cristãos e não mais de judeus? Que lugar é esse aonde estavam reunidos, que tremeu?
No próximo estudo falaremos sobre: Já podemos chamar de igreja cristã a “multidão dos que creram” aqui em Atos 4?

segunda-feira, 13 de maio de 2019

#25 Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos - Atos 4:...


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você já foi constrangido entre os homens em razão da sua fé?
Você já se sentiu intimidado, envergonhado ou diminuído por compartilhar a sua fé em Jesus Cristo, e pessoas reputadas como doutores, mestres, eruditos, alguns deles até ilustres cristãos, tentarem calar a sua boca porque “você é iletrado”, “inculto”, “simplório” e “despreparado”. E essas pessoas ainda consideram que estão fazendo um favor, afinal de contas estão impedindo que você passe por um tolo ou louco.
A palavra de Deus nos diz que as autoridades de Israel, os anciãos, escribas, o sumo sacerdote Anás, Caifás, João, Alexandre e todos que eram da linhagem do sumo sacerdote, chamando Pedro e João, lhes ordenaram que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus (At 4:5-6, 18).
“Olha que loucura", pensavam eles: "Jesus ressuscitou! Daqui a pouco o povo vai estar acreditando em ressurreição, em vida após a morte, em um dia viver na presença de Deus”. Eles ainda diziam: “Vocês são iletrados e incultos, não passem essa vergonha, não sejam tolos!” (At 4:13)
Mas Pedro e João responderam: “Nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4:20).
Diante das autoridades estava um homem coxo de nascença, que estando já com 40 anos de idade, foi milagrosamente curado e eles nada podiam dizer ao contrário (At 4:22, 14). O
coxo era conhecido de todos eles, eles não podiam negar, e esse sinal notório foi manifesto a todos os habitantes de Jerusalém(At 4:16).
Quando perguntaram a Pedro e João “com que poder ou em nome de quem fizestes isto?” (At 4:7), a resposta foi: “em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vocês” (At 4:10).
“Este Jesus é pedra rejeitada por vós”. Vocês as autoridades, os religiosos, principais da religião judaica, vocês deveriam ser os construtores da fé, mas vocês estão rejeitando Aquele a quem Deus escolheu para ser a pedra principal dessa construção (At 4:11).
Pedro ainda acrescenta: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12).
Irmão, você crê que Jesus é o único salvador? Que Ele morreu naquela cruz para pagar por todos os seus pecados? Que pela fé em o nome de Jesus você tem a certeza da salvação e vida eterna? Então fale disso!
Mesmo que alguns digam: “Mas você tem que fazer isso! Ou dar aquilo! Se você não fizer as obras da religião, você não poderá ser salvo mesmo tendo a fé em Jesus!” “Não seja tolo, você acha que só a fé em Jesus Cristo, sem o rigor e os rituais de uma religião, sem uma perseverança em obras, poderá salvá-lo?”
Pra que não haja maior divulgação do único meio pelo qual importa que sejamos salvos (At 4:12), você será ameaçado, humilhado e constrangido a não mais falar de Jesus a quem quer que seja.
Nossa resposta deve ser a mesma de Pedro e João: “Julgai se é justo diante de Deus, ouvir vocês e não ouvir a Deus. Nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4:19-20).

#24 Você acredita em ressurreição?


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você se considera um verdadeiro cristão?
Então você acredita em tudo o que a bíblia diz?
Você crê na ressurreição dos mortos e na vida eterna?
Crê que Jesus morreu para pagar por todos os seus pecados, então, você tem certeza da vida eterna, afinal, não há condenação para os que estão em Cristo? (Rm 8:1)
Existe alguma dessas coisas nas quais você não acredita?
Hoje iremos ver que: “nem sempre um religioso acredita em tudo aquilo que a fé dele professa”!
No capítulo 3 de Atos, Pedro e João curaram um coxo de nascença, o que conferiu a eles autoridade para falar de Jesus à multidão que estava no templo em Jerusalém.
“Falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus” (At 4:1).
Os sacerdotes, os saduceus eram mestres da lei, homens religiosos e autoridades em tudo o que se refere à fé judaica e ao Deus de Israel.
Porém, eles ficaram “ressentidos por Pedro e João ensinarem ao povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos” (At 4:2). Os saduceus não acreditavam em ressurreição e nem em anjos. Então, mesmo com provas incontestáveis, eles não queriam que o povo ouvisse que Jesus (At 4:3), a quem eles mataram, ressuscitou, e que existe esperança de ressurreição e vida eterna para aqueles que creem em Jesus.
Mas como eles podiam não acreditar em ressurreição se a palavra de Deus é clara quanto a esse acontecimento (Is 26:19; Dn 12:2)? Como podiam eles ocupar a posição de mestres
da lei, sacerdotes e principais da religião judaica, se não criam no básico?
Irmãos, nem sempre um religioso ensina e acredita em tudo o que a fé dele professa.
Nesta ocasião, as multidões no templo estavam seguindo os ensinos e a direção que os anciãos, sacerdotes e escribas lhes davam, sem se importar com a verdadeira fé contida na palavra de Deus.
Graças a Deus, muitos dos que ouviram a palavra por intermédio de Pedro e João, a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil (At 4:4).
Seja você também um desses.
Creia em Cristo Jesus, rejeite o ensino dos religiosos e aceite a fé que vem por meio de Jesus.

Estudo livro de Atos dos Apóstolos - capítulo 3 (completo)


Acompanhe-nos em uma jornada pelo livro de Atos dos Apóstolos.

Este é o conjunto de 5 (cinco) estudos do terceiro capítulo do livro de Atos dos Apóstolos. Fique junto conosco nesta série de estudos, deixe seu comentário, pois, este estudo será construído com a sua participação.

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#23 Resumo do capítulo 3 do livro de Atos dos Apóstolos


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Hoje é dia de revisão!
Terminamos o capítulo 3 do livro de Atos e é importante fazer uma síntese do
que vimos.
Vimos que a igreja que perseverava unânime na doutrina dos apóstolos, aqui em Atos 3, era uma intenção divina de restauração da congregação de Israel, aquela congregação estabelecida lá no Velho testamento, com todos os seus costumes, culto no templo, exigência da circuncisão, batismos e também tendo a esperança do restabelecimento do
reino de Israel aqui na terra, tendo o Senhor Jesus como Rei.
A igreja que será descrita posteriormente nas cartas dos apóstolos, a igreja chamada de o Corpo de Cristo (Ef 2:22-23), composta de judeus e gentios(Ef 2:16), ainda não nasceu. Por isso a fé que eles tinham aqui em Atos 3 é de que eles eram o povo de Deus, Israel (At 3:12-13), e eles precisavam converter o restante da nação (At 3:19) e se preparar para a grande tribulação, onde os gentios eram os inimigos (Lc 21:24, Mt 24:9) que iriam atacar a nação de Israel que seria protegida pelo seu Rei, Jesus. Por essa razão eles estavam vendendo tudo o que tinham e vivendo em comunidade.
Os apóstolos receberam de Jesus poder, para em Seu nome fazer sinais e prodígios que pudessem convencer a nação de Israel a aceitar Jesus como o Rei escolhido por Deus. Por isso, aqui em Atos 3, no templo de Jerusalém, onde eles perseveravam unanimes, Pedro e João curaram um coxo de nascença. Vejam que a cura do coxo não tinha nada a ver com o pedido do coxo ou a fé que ele professava, mas era para chamar a atenção da nação para a mensagem que Pedro e João tinham para transmitir aos israelitas.
Fizemos um estudo específico, só para falar da autoridade que os apóstolos tinham de fazer coisas em o nome do Senhor Jesus Cristo. Essa autoridade conferia a eles a condição de embaixadores do reino aqui na terra até que o rei retornasse. E o rei só iria
retornar quando o trabalho de conversão da nação estivesse completo.
E no último estudo vimos que Deus não levou em conta nem o pecado da nação de Israel de ter crucificado o Senhor Jesus. Pedro afirma: “fizestes por ignorância”. Embora a rejeição do filho de Deus seja um pecado cruel cometido pelos israelitas, Deus diz que: “os
profeta já haviam anunciado que o Cristo havia de padecer”, então, o reino virá, porque o Cristo que foi morto, está vivo.
Será que a nação de Israel irá a aceitar o evangelho do Reino? Será que serão restauradas todas as coisas em Jerusalém, no templo e no sacerdócio levítico como Deus deseja?
No próximo estudo veremos a reação das autoridades de Israel. Venha conosco estudar o capítulo 4 de Atos dos Apóstolos.

#22 Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem - Lucas 23:34


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
O povo de Israel e suas autoridades sabiam exatamente o que estavam fazendo ao crucificar o Senhor Jesus? Ou eles o fizeram por ignorância?
No capítulo 3 do livro de Atos, onde estamos estudando, vemos que Pedro mais uma vez acusa os judeus e suas autoridades de crucificar Jesus (At 3:13). Ele diz: “matastes o Autor da vida” (At 3:15), “negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida” (At 3:14).
Porém, Pedro diz: “eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades” (At 3:17).
No último estudo nós vimos que Deus fez um milagre por intermédio de Pedro, um milagre extraordinário, a cura de um coxo de nascença.
E a razão do milagre era chamar a atenção do povo para o discurso que Pedro fará aqui no livro de Atos pela segunda vez, a mensagem que Deus deu aos apóstolos. E a mensagem é a seguinte:
  • Jesus é o escolhido de Deus para reinar sobre a nação de Israel (At 3:20).
  • O rei veio e vocês mataram o rei (At 3:15).
  • Mas Deus não levará em conta esse pecado. Por quê? Porque, “eles realmente não sabiam o que estavam fazendo” (Lc 23:34; At 3:17). Deus está disposto a perdoar a ignorância do povo, desde que, à partir da mensagem dos apóstolos, eles entendam a erro que cometeram ,e “se arrependam” (At 3:19).
  • Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos. E Pedro diz: “nós somos testemunhas disso” (At 3:15). Então, se o rei está vivo, o reino pode acontecer nesses dias.
  • O rei, “o Cristo, que já vos foi designado”, está nos céus. E “é necessário que o céu o receba até a restauração de todas as coisas” (At 3:21).
Esta seria uma síntese da mensagem dos apóstolos. Mas, que coisas são essas que precisam ser restauradas?
Veja que Pedro diz que “desde a antiguidade” (At 3:21) todos os profetas falaram desses dias, falaram dessa restauração. “Todos os profetas, a começar com Samuel, assim como todos os outros (At 3:24) anunciaram: que o Cristo havia de padecer (At 3:18), que a boa nova do reino seria anunciada primeiramente a vós outros israelitas (At 3:26), e que a nação de Israel precisava ser restaurada em todos os seus rituais que estavam abandonados, na observância da lei, o culto no templo e na preparação para se tornar um “reino de sacerdotes” (At 3:25). Por isso a importância do batismo, que é o primeiro ato de purificação para que o sacerdote possa chegar ao recinto sagrado e oficiar na presença de Deus (Nm 8:6-22).
Pedro relembra que Moisés falou: “O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser” (At 3:22; Dt 18:15). Quem ler o texto de Deuteronômio 18, de onde essa frase é tirada, verá que Moisés foi porta-voz de Deus, a pedido do povo que pediu para Deus não falar diretamente a eles como foi em Horebe, eles tinham medo de morrer (Dt 18:16-18). Agora, nesses dias, o Verbo se fez carne e habitou entre eles (Jo 1:14). É Deus novamente firmando a aliança com Israel, falando pela pessoa do Filho, o verbo de Deus. “Acontecerá que toda alma que não ouvir a esse profeta será exterminada do meio do povo” (At 3:23; Dt 18:19).
E se a nação como um todo não ouvir a esse profeta? Não seria o caso de a nação como um todo perder o privilégio do reino?
Se todas as coisas relacionadas à lei e ao reino não forem restauradas, não virão tempos de refrigério. Deus não enviará o Cristo, que já lhes foi designado.
Você quer saber como essa história termina? Fique conosco. Acompanhe-nos nessa jornada pelo livro de Atos
dos Apóstolos.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

#21 O que significa a expressão "Em o Nome de Jesus"?


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
O que significa a expressão: “Em o nome de Jesus”?
No último estudo nós vimos que o coxo de Atos 3 não pediu e nem estava esperando uma cura, ele estava esperando receber esmola. Também falamos que a autoridade e fé para realizar o milagre eram de Pedro e João. O coxo era apenas um instrumento para que a glória de Deus fosse por ele manifesta.
Mas, como entender isso?
Como entender que, o que estava acontecendo nos dias de Jesus e também nos dias de Atos dos Apóstolos, não eram meras manifestações da bondade e cuidado de Deus para com seus filhos, mas, “sinal da chegada do Reino de Deus”.
Para entender que estes sinais eram mais do que “suprir as necessidades daqueles que confiam no Senhor”, que eles eram a manifestação do reino de Deus para Israel, nós precisamos entender o que significa a expressão “Em Meu Nome”.
Jesus diz aos discípulos: “tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei” (Jo 14:13), “tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome” (Jo 15:16).
E o que significa pedir “em o nome de Jesus”?
Significa pedir com a autoridade de Jesus. Ou, como se você fosse o próprio Jesus. Em nome dEle.
Um bom exemplo para entender a condição de exercer algo “em nome de” é a função de embaixador. O embaixador é o representante de seu país em outro território, então, na ausência do presidente, o embaixador representa os interesses de seu país como se ele mesmo fosse o próprio presidente, mas não é. Ele assina papeis, fala e faz coisas em nome do presidente ou com a autoridade do presidente.
Sendo assim, “pedir em nome de Jesus” exclui qualquer possibilidade de pedir em benefício próprio.
Portando, “quem pede carro, casa, prosperidade ou mesmo uma cura para si ou para um amigo, não pede em nome de Jesus, mas pede para Jesus, e pede em benefício próprio”. Isso não significa que seu pedido não será atendido. Ele pode até ser atendido, por conta da bondade, misericórdia, amor e graça de Deus.
Porém, é equivocada a crença de que, ao proferir as palavras “Em o Nome de Jesus”, como que em um passe de mágica, eu peço o que meu coração desejar e Deus, como o gênio da lâmpada, atenderá meu pedido. Isso é superstição, é barganha e é ofensivo a Deus. Deus não faz propósito com ninguém, Deus não negocia com ninguém e Deus realiza a Sua vontade conforme Ele determinou e não nós.
Deus concedeu aos apóstolos a autoridade de fazer os mesmos sinais que Jesus e até maiores, em nome de Jesus, como se eles fossem o próprio Jesus. Por isso, quando “o povo correu atônito para junto no pórtico chamado de Salomão”, Pedro diz: “por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade tivéssemos feito andar o coxo? Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós” (At 3:12, 16).
O milagre aconteceu não por escolha do coxo, nem por escolha de Pedro ou João, mas por vontade e em nome de Cristo.
Pedro diz: “Israelitas, Aquele a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou”. Pedro prega a cruz de Cristo como condenação para Israel quando diz: “negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida” (At 3:13).
O milagre não aconteceu por causa do pedido do coxo e nem por conta de orações por ele feitas, mas, para conferir autoridade as palavras de Pedro e João. Pedro e João acusam Israel de “matar o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que são os apóstolos agora testemunhas” (At 3:15). O sinal veio para conferir autoridade e veracidade ao testemunho dos apóstolos.
Diante disso, poderíamos dizer que Deus tem todo o direito de revogar todas as promessas feitas a Israel com respeito ao reino que haveria de vir. Porém, veremos no próximo estudo que Deus é longânimo, e oferece mais uma vez oportunidade de arrependimento a Israel.
Fique conosco e até o próximo estudo!

#20 Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda! (Atos 3:2-10) Quem tinha ...


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você já pediu um milagre para Deus, com muita fé e sinceridade, e seu pedido nunca foi atendido? Você já consultou algum pastor ou líder espiritual sobre o “por quê” meu pedido não foi atendido e a resposta foi: “Você deve estar sendo infiel em alguma coisa (dízimo, frequência nos cultos ou algum pecado).
E, ainda que você seja capaz de dizer, como o jovem rico: “Tudo isso tenho observado; que me falta ainda?”, eu já ouvi líder espiritual dizendo: “O que falta para você é fé. Você não está pedindo com fé”.
Meus irmãos. A bíblia nos ensina que “Deus é bom” (Sl 73:1), que Deus “há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de nossas necessidades”, e que “Deus sabe nossas necessidades, antes mesmo de pedirmos”.
A bíblia também ensina que, quando pedir, “peça-o com fé” (Tg 1:6), e “tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei” (Jo 14:13, mas, será que, qualquer coisa mesmo, se você pedir em nome de Jesus, lhe será concedido?
Esses dois últimos versículos precisam de uma contextualização, dentro do tempo e das razões a quem foi dito. Quando Jesus disse ao cego: “Vai, lava-te no tanque de Siloé”, não é qualquer cego que se lavar no tanque de Siloé que será curado, mas, “apenas aquele cego a quem foi dito isso”. Assim também, quando Jesus diz: “pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15:7), Ele diz isso aos discípulos e indica o tempo em que isso aconteceria, e o tempo indicado eram os dias da vinda do consolador, esses dias de Atos que estamos estudando, os dias da ação do Espírito Santo por meio dos apóstolos.
Aqui em Atos no capítulo 3, que é o texto do nosso estudo de hoje, vemos no verso 2 que “Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham diariamente à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. Vendo ele a Pedro e João, que iam entrar no templo, implorava que lhe dessem uma esmola. Pedro, fitando-o, juntamente com João, disse: Olha para nós. Ele os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa. Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda! E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram; de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus.
Viu-o todo o povo a andar e a louvar a Deus, e reconheceram ser ele o mesmo que esmolava, assentado à Porta Formosa do templo; e se encheram de admiração e assombro por isso que lhe acontecera
”. (At 3:10)
Pedro ainda acrescenta no verso 16 que a “fé em o nome de Jesus” restaurou a saúde daquele homem. Fé de quem? Do coxo? O coxo pediu para ser curado? Vemos que quem tinha “a fé que vem por meio de Jesus” eram os apóstolos, era Pedro e João nesta ocasião. O coxo pediu apenas esmola! Ele nem estava pensando em cura, eu diria que ele já estava conformado com a sua condição de coxo.
Mas, para que Deus fosse glorificado, Deus escolheu os apóstolos para que, pela fé, “tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda”. (Jo 15:16)
Olhe só que interessante, Jesus diz que “não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para isso”, então, se a benção que alguém promete em nome de Cristo não acontece na vida das pessoas, não ponha a culpa
nas pessoas, não é falta de fé delas. Mas é prova evidente de que esse alguém não foi escolhido para isso. Lembre-se: “Não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia”.
Meus irmãos. É importante repetir que “Deus é bom” (Sl 73:1), que Ele “há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de nossas necessidades”, e que “Deus sabe nossas necessidades, antes mesmo de pedirmos”.
Porém, os sinais aqui feitos no livro de Atos são mais do que o “atender as necessidades dos santos”. São sinais que manifestam a glória de Deus para o que estava por vir, o reino.
Todos os sinais feitos tinham o objetivo atrair a atenção dos ouvintes para uma pessoa e uma mensagem que seria divulgada logo a seguir, então, o sinal testificava que a pessoa e a mensagem vinham de Deus. O beneficiado era apenas um instrumento
para que nele se manifestem as obras de Deus”. (Jo 9:3). Lázaro não tinha fé para ser ressuscitado, morto não tem fé! Jesus curou 10 leprosos, apenas um voltou para agradecer. Os outros 9 ingratos foram “descurados”?

No próximo estudo nós continuaremos falando sobre a história do coxo de atos 3. Você entende o que significa “pedir algo em nome de Jesus Cristo”? Ou, “fazer um sinal em nome do Senhor Jesus”? Os apóstolos tinham autoridade para fazer isso! Foram escolhidos para isso! E nós? Fomos escolhidos pelo Senhor Jesus para fazer “o quê” em seu nome?

#19 Igreja de Atos é o início da Igreja Cristã ou restauração da Congreg...


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você seria capaz de responder “quando começou a igreja com a doutrina e esperança que temos nos dias de hoje?” O cristianismo, a igreja cristã no conceito atual, tem o mesmo formato da igreja de Atos 3?
Meu nome é Valcir Rocha e hoje nós daremos início ao capítulo 3 do livro de Atos. E neste estudo faremos uma reflexão sobre o que diz no verso 1 do capítulo 3:
“Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona”.
Sabemos que a hora nona aqui dita é “três horas da tarde”. Mas, a pergunta é: O que eles estavam fazendo seguindo o costume dos judeus? Por que os discípulos “perseveravam unânimes no templo”? (At 2:46)
Se eles já estavam vivendo a “Nova Aliança”, a primeira não deveria ser considerada “antiquada” e “envelhecida” e “prestes a desaparecer”? (Hb 8:13)
Porém, o que podemos ver no início do livro de Atos não é o estabelecimento de uma nova aliança, mas a restauração da antiga (At 3:21), com o seu templo, seu culto e ordenanças.
No templo ainda se praticava a circuncisão, os cerimoniais de purificação, os sacrifícios de animais pelos pecados, o sacerdócio e a observância dos ritos da lei. “E Pedro, João e todos os que haviam crido perseveravam unanimes no templo”.
Será que eles observavam os ritos batismais para se purificarem ao entrar no Templo? Será que eles ainda estavam oferecendo sacrifícios por seus pecados e pelos do povo? Será que era exigida a circuncisão para fazer parte desse pequeno grupo de crentes?
Cremos que sim irmãos.
Cremos que se houvesse uma mulher grávida entre eles, a criança, ao nascer, seria circuncidada, apresentada no templo e orientada a realizar todos os rituais e sacrifícios que a lei exigia. Eles perseveravam no templo, observando todos os rituais de purificação e ordenanças da lei. Todos eram Judeus e não acreditavam que os gentios eram dignos da herança do reino que foi prometida exclusivamente a Israel (Mt 10:5; Mc 6:7-13; Lc 9:1-6; Mt 15:24; Mc 7:27).
Mas e a circuncisão de Cristo não feita por mãos humanas? (Cl 2:11) E o sacrifício de Cristo por nossos pecados? (1Pe 1:19; 1Co 5:7)
Cremos que nenhuma dessas coisas havia ainda sido revelada aos apóstolos. Já estamos a alguns meses da morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, porém, a mensagem da vinda de um reino para a nação de Israel ainda era a mensagem anunciada pelos discípulos, e a condição era perseverar até o fim, perseverar em todas as ordenanças e preceitos que a lei de Moisés estabelecia para a nação de Israel.
Deus ainda concede a Israel a oportunidade para se arrepender e voltar à obediência da lei, dessa forma receberiam a promessas de se o povo de Deus. Mas, essa é a última oportunidade, e, em breve, veremos que Deus não tratará mais com Israel como um povo separado. Deus estenderá o seu plano de Graça e Salvação a todos os povos sem distinção, por meio de um novo pacto, uma nova aliança, não da letra, mas firmada com sangue, o sangue do nosso Senhor Jesus Cristo. Não gravada em pedras, mas gravada nos corações pelo Espírito a todo aquele que aceita pela fé.
Fique conosco, e faça você também a boa confissão, creia em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador de seus pecados.

Estudo livro de Atos dos Apóstolos - capítulo 2 (completo)


Acompanhe-nos em uma jornada pelo livro de Atos dos Apóstolos.

Este é o conjunto de 11 (onze) estudos do segundo capítulo do livro de Atos dos Apóstolos. Fique junto conosco nesta série de estudos, deixe seu comentário, pois, este estudo será construído com a sua participação.

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quinta-feira, 9 de maio de 2019

#18 Resumo do capítulo 2 do livro de Atos dos Apóstolos


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Hoje é dia de verificar os pontos mais importantes do capítulo 2 do livro de Atos.
Em nosso estudo de número 8, vimos que “o dom de línguas” que aconteceu no dia de pentecostes em Atos 2 não tem nada a ver com o “dom de línguas” que podemos verificar acontecendo nas igrejas nos dias de hoje. O dom de línguas de pentecostes era o poder concedido por Deus para falar das grandezas de Deus em outras línguas, nas diversas línguas conhecidas naqueles dias. Foi considerado um milagre porque nenhum dos discípulos estudou línguas, a capacidade de falar na língua dos outros povos foi concedida por Deus.
Deus fez um milagre, e isso nós vimos com mais detalhes no estudo de número 9. Deus enviou os apóstolos a pregar o evangelho do reino em todo o mundo conhecido, até os confins da terra. E para que isso fosse possível, Deus capacitou seus escolhidos com a capacidade de se comunicar em qualquer língua.
O reino estava prestes a acontecer, eles estavam vivendo os últimos dias e a volta do Cristo para reinar sobre Israel estava às portas. Falamos também um pouco sobre “por que o reino não veio”?
No estudo de número 10, falamos sobre o que significa “Invocar o Nome do Senhor”. Por que, “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”?
No estudo de número 11 vimos que Pedro, em seu primeiro discurso no livro de Atos, não pregou a cruz de Cristo como salvação, mas como condenação para os Judeus. Ele não falou que Jesus morreu naquela cruz para pagar por nossos pecados. Ele falou que os israelitas mataram “aquele a quem Deus fez Senhor e Cristo”. Por isso a palavra de Deus nos diz que “a palavra da cruz” é “escândalo para os judeus”, porque eles são os responsáveis pela Sua morte, “loucura para os gentios”, porque, onde já se viu um Deus deixar de ser Deus e dar a sua vida por homens pecadores, mas, “para os que foram chamados, tanto judeus como gregos”, a cruz de Cristo é “poder de Deus e sabedoria de Deus”.
Vimos também no estudo de número 12, que essa era a última oportunidade dada por Deus para que a nação de Israel recebesse a promessa do reino anunciado. Deus perdoou o fato de ter sido rejeitado pela nação quando eles mataram os profetas. Deus perdoou ser rejeitado pela nação quando eles mataram o Filho. Mas, Deus não perdoaria o pecar contra o Espírito Santo. Todo pecado contra o Pai e contra o Filho serão perdoados, mas o pecado
contra o Espírito Santo não será perdoado.
No estudo de número 13 vimo que “o batismo”, ritual tão proclamado como necessário para a salvação ou como complementar à salvação, nada tem a ver com salvação. O batismo era um ritual da lei obrigatório para a purificação, necessário para se chegar à presença de Deus, necessário para poder entrar no templo de Deus e obviamente necessário para entrar no reino que estava para acontecer.
Nos estudos de número 13, 15, 16 e 17 vimos que aqueles que se converteram perseveravam na “doutrina dos apóstolos”, na “comunhão”, no “partir do pão” e “na oração”. Vimos qual era a doutrina dos apóstolos, o que significava para eles “estar em comunhão”, o que era essa prática do “partir do pão” e também vimos qual era a esperança aguardada por esses irmãos, o motivo de suas orações.
Acompanhe-nos no estudo do livro de Atos, no próximo capítulo veremos “por que” os discípulos perseveravam ainda no Templo de Jerusalém? Por que a cruz de Cristo ainda era anunciada como condenação? E, por quê o reino prometido não veio?

#17 Qual a relação entre a oração do "Pai nosso" e o "Perseverar na oraç...


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você saberia dizer qual era o pedido principal das orações desses primeiros convertidos do livro de Atos, quando a palavra de Deus nos diz que eles “perseveravam na oração”? (Atos 2:42)
Qual era o desejo do coração deles de esperança futura? O que aguardavam? O que almejavam como esperança por vir?
Você que está acompanhando nosso estudo no livro de Atos já deve ter percebido que esses irmãos, desde o primeiro capítulo do livro, tinham uma esperança na qual eles aguardavam. Eles falaram para o próprio Senhor Jesus ressuscitado, quando este estava com eles: “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” (Atos 1:6)
O apóstolo Pedro, após converter mais de três mil pessoas, aqui em Atos no capítulo 2, afirma: “Pois, para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor nosso Deus chamar”.
Esta é a promessa que eles estavam aguardando. Por esta promessa eles perseveravam e esta esperança era o alvo das suas orações.
Por isso “perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações”. (At 2:42)
O Senhor Jesus Cristo ensinou-os a orar desta maneira. Lembra: “Pai nosso que estais no céu, santificado seja o teu Nome, venha a nós o vosso reino”. (Mt 6:9-10)
Não irmãos, essa não é uma oração a ser proferida como um mantra (Mt 6:9), que, por suas palavras teria o poder de conceder àquele que fizer esta reza coisas sobrenaturais.
O Senhor Jesus Cristo estava ensinando os apóstolos, naquela ocasião, e também os discípulos aqui de Atos 2, como eles deverão orar no período da Grande Tribulação, que é o tempo pelo qual eles haverão de passar aqui nestes dias de Atos capítulo 2.
O nosso Senhor Jesus traz um modelo de oração dizendo: “Pai nosso que estais no céu, santificado seja o teu Nome, venha a nós o teu reino” (Mt 6:9), o reino prometido, o reino de Davi. Mas, “seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu” (Mt 6:10), porque esse reino não virá sem que antes eles passem pelo tenebroso, terrível, horrível tempo da Grande Tribulação (Mt 24:21), e eles sabiam disso.
Por essa razão eles terão que clamar a Deus: “O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje!” (Mt 6:12)
Para nós, nos dias de hoje, não faz sentido pedir pelo “pão nosso de cada dia, dai-nos hoje” quando você está diante de uma mesa repleta de todas as coisas da qual você tem necessidade. Você deveria agradecer a Deus pelo pão deste dia, e não pedir pão, quando você tem mais do que apenas pão.
Mas para essas pessoas que estão vivendo aqui nestes dias de Atos capítulo 2, a previsão deles é passar pela Grande Tribulação (Mt 24:9), e eles necessitarão pedir pão que desça do céu, pois, eles não poderão comercializar, ele não poderão vender e nem comprar (Ap 13:16-17). E, por essa razão, assim como o povo de Israel foi sustentado por
Deus no deserto, com o maná, eles precisarão também pedir o pão que vem de Deus.
Eles também não poderão pagar as suas dívidas, assim como os seus devedores não poderão pagar a eles, pois não poderão comercializar. Por isso eles oram: “Perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado os nossos devedores” (Mt 6:12).
E não nos deixe cair em tentação” (Mt 6:13), porque a tentação será grande. A tentação de aceitar aliança com Satanás, que estará reinando nesse império das trevas. A tentação será grande em negar a Cristo, blasfemar contra Deus e aceitar não sofrer por causa de Cristo, aceitar não morrer por Cristo, porque eles serão perseguidos de morte e muitos realmente morrerão.
Por isso Ele diz: “Não nos deixes cair em tentação, mas, livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre” (Mt 6:13).
Esta é a condição aguardada por esses irmãos do início do livro de Atos. Eles estavam desejando, e era motivo das suas orações, estavam perseverando nas orações pelo desejo de entrar no reino prometido. Mas eles sabiam que não entrariam neste reino, sem que antes passassem por esse grande e terrível momento que a palavra de Deus chama de “Grande Tribulação”, um período já profetizado pelo nosso Senhor Jesus Cristo e minunciosamente detalhado pelo livro de apocalipse de João.
Nós também já vimos no livro de Atos, neste estudo, que esse reino que tanto aguardavam, não aconteceu e não irá acontecer até que o período da Graça, o período em que nós estamos vivendo nos dias de hoje, ele se concretize (Rm 11:25).
Deus deixou a nação de Israel de lado porque eles rejeitaram a Deus (Rm 11:11). Então, não pensemos que Deus rejeitou o seu povo (Rm 11:2). Deus não rejeitou o seu povo, Deus foi rejeitado pelo seu povo. E, porque Deus foi rejeitado pelo seu povo, veio salvação a nós, os gentios (Rm 11:19).
Mas, à partir do momento em que a igreja, que é o Corpo de Cristo nos dias de hoje, nós, os crentes, formos arrebatados, então virá salvação a Israel.
Deus, novamente, irá tratar com o seu povo, e tudo isso que estava previsto a acontecer aqui nestes primeiros momentos do livro de Atos, se cumprirá para uma geração de israelitas futuros (Rm 11:25- 27).
Em nosso próximo estudo nós faremos um resumo sobre tudo o que já foi visto no livro de Atos, no capítulo 2. E neste estudo, poderemos então verificar a progressão do objetivo de Deus de instaurar um reino a Israel.
Neste momento, nós ainda não iremos verificar a queda, ou, o momento em que Deus retira de Israel essa promessa do reino por conta da rejeição. Mas, mais adiante no estudo do livro de Atos, nós perceberemos isso.
Por isso nós convidamos você. Acompanhe-nos, neste estudo do livro de Atos, que tem abençoado a todos nós, e temos a certeza, abençoará a todos vocês também. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo nós agradecemos a presença de você em nosso estudo e oramos para que Deus nos abençoe a todos. Amém!

quarta-feira, 8 de maio de 2019

#16 "Perseveravam no Partir do Pão". O quê era o "Partir do Pão"? Atos...


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você já ouviu falar no costume da igreja primitiva de “partir o pão”? Você sabe o que era o “partir do pão”?
Em nosso texto desse estudo, em Atos 2:42 a bíblia nos diz que os discípulos “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”.
A prática de “partir o pão” é mencionada cinco vezes no livro de Atos (Atos 2:42,46;  20:7,11; 27:35), em três delas, praticada pelo Apóstolo Paulo, quando o evangelho da Graça de Deus já havia sido revelado.
Que prática é essa? E de quem os discípulos aprenderam?
Os quatro evangelhos nos ensinam que o Senhor Jesus tinha essa prática. Nas duas vezes em que Ele multiplicou os pães, os discípulos não acharam estranho o Senhor lhes dizer: “Dai-lhes vós de comer”. Eles já estavam acostumados com o “partir do pão”, a preocupação, neste caso, é que a multidão era muito grande.
Jesus partiu o pão na última ceia, e foi reconhecido pelos discípulos, no caminho de Emaús, pelo ato de “partir o pão”.
O ato de tomar do que cada um tem, dar graças e repartir, está sim muito associado com o momento em que os discípulos estavam vivendo, tendo tudo em comum, porém, não devemos nos esquecer que, o Senhor Jesus fez isso muitas vezes, e, mesmo após a rejeição de Israel, quando o reino já não viria e o tempo da Graça já havia começado, a prática de partir o pão permaneceu. Paulo nos diz que o Senhor Jesus ensinou: “fazei isto em memória de mim”. Isto o que?
Não devemos confundir a prática tradicional das igrejas com relação à Ceia do Senhor como o “isto” que Jesus mandou fazer. Jesus não praticou um ritual com “hóstia” ou “pãozinho”, “suquinho” ou “golinho de vinho”. Jesus partilhou de uma refeição com os discípulos, e os discípulos estavam partilhando refeições em suas reuniões públicas. Paulo em 1Coríntios 11 estava falando de uma refeição que ocorria em suas reuniões públicas, e ele não censura os coríntios por fazerem uma refeição enquanto se reuniam como igreja, ele censura o fato de eles não repartir nesta refeição.
Temos muito ainda a falar sobre esse assunto, e, na medida em que o assunto for retomado no livro de Atos e fizermos novos vídeos, colocaremos os links na descrição deste vídeo.
No momento é importante compreendermos que: “aqueles que haviam crido, perseveravam no partir do pão”, e isso significava que partilhavam de “uma só fé” e consideravam-se como sendo “um só corpo” com Cristo Jesus.
Em nosso próximo estudo, veremos que os que haviam crido também perseveravam na oração. 
Qual era o alvo da oração desses discípulos? Qual era a esperança que eles todos tinham?

#15 "Perseverar na Comunhão". Significa dar tudo o que tem aos Apóstolo...

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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você já ouviu falar que “um rico dificilmente entrará no reino dos céus!” (Mt 19:23; Mc 10:23; Lc 18:24).
Ainda que você cumpra todos os mandamentos (Mc 12:34), uma coisa ainda falta: “vende tudo o que tem, e dá aos pobres, e siga a Jesus”. (Mt 19:21; Mc 10:21, Lc 18:22, conf. Mt 13:44-45; Lc 18:29)
E tem mais: “Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus”. (Lc 9:62)
E se você acredita que Jesus não estava realmente querendo que eles fizessem o que ele estava mandando fazer, que essas palavras são simbólicas, saiba que os discípulos convertidos no início do livro de Atos, onde nós estamos estudando, estavam fazendo exatamente o que o Senhor Jesus manda fazer para alcançar o reino:
Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos”. (At 2:44-45)
Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum”. (At 4:32)
Os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos”. (At 2:34:35)
Barnabé... como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos”. (At 4:36-37)
Ananias, com sua mulher Safira, retiveram parte do preço de uma propriedade, com isso mentiram para Deus. Caíram, os dois, mortos diante de Pedro. (At 5:1-11)
Por que eles estavam vendendo tudo o que tinham?
No texto que nós iremos estudar hoje diz que os que haviam se convertido “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. No estudo anterior nós falamos sobre o que significa “perseverar na doutrina dos apóstolos”. Hoje iremos falar sobre o que significava para eles “perseverar na comunhão”.
A palavra comunhão aparece 10 vezes no N. T., todas significando “comum união”, ou seja, “ter algo em comum”. Aqui em Atos 2:42 ela significa literalmente ter “tudo em comum”, bens, propriedades, até as refeições eram feitas em comum (At 2:46).
Por que eles estavam fazendo isso?
Todos eles acreditavam que o reino anunciado por João Batista e por Jesus como próximo estava prestes a acontecer. Neste reino, toda a aliança de Deus com Israel seria restaurada, as terras seriam redistribuída conforme suas tribos de origem, e, além do mais, antes de o reino acontecer, Jesus já havia lhes alertado de que passariam pela “Grande Tribulação”, os sete anos de aliança dos povos com Satanás, profetizado por Daniel (Dn 9:27), reafirmado por Jesus (Mt 24:15) e descrito no livro de Apocalipse. Jesus ensina que eles não poderão comercializar nestes dias, então, melhor é já ir vendendo tudo e cuidar uns dos outros, tendo tudo em comum, antes que a tenebrosa perseguição já anunciada se inicie.
Como nós já sabemos, os sete anos de império satânico da grande tribulação e também o reino de mil anos do Senhor Jesus, não aconteceram naqueles dias, porque a nação de Israel rejeitou o reino, consequentemente, também rejeitou a oportunidade de perseverar até o fim, em uma perseguição horrível que estava prevista, tendo como recompensa final, o reino. Todas essas coisas foram reservadas para uma geração futura de israelitas. E a retomada dos planos de Deus para com a nação de Israel só reiniciará após o término de seu plano secreto, reservado para nós, os gentios, no tempo da graça de Deus, o mistério que estivera oculto em Deus desde os tempos eternos.

E, neste tempo que também é conhecido como a Dispensação do mistério, Deus lhe convida a reconhecer Jesus como Senhor e Salvador. Você não precisa vender tudo o que tem e perseverar até o fim para merecer um reino físico. O mistério, que ainda não foi revelado aqui no livro de Atos, é que Jesus, nosso Senhor, morreu na cruz para pagar por todos os nossos pecados, e, pela fé, por graça, nós somos selados com o Santo Espírito da promessa. E não é o nosso esforço ou mérito, mas o Espírito que habita em nós é que faz o trabalho de regeneração, efetua em nós tanto o querer como o realizar de Deus em nossas vidas, e nos garante o estar com Cristo no dia do arrebatamento da igreja. Só depois do arrebatamento é que Israel será restaurado. Paulo nos diz: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1Ts 4:18).