quinta-feira, 27 de junho de 2019

Deus é amor - 1 João 4:8, 16

O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Tente por um momento esquecer o que você conhece sobre Deus, pense sobre a palavra amor apenas humanamente.
Olá, o meu nome é Rogério e hoje faremos uma reflexão sobre o conceito de amor. O que o aprendemos, conhecemos e é praticado sobre amor no mundo e o que Deus nos ensina?
Este não é o amor que o mundo ensina. Qual de nós já não ouviu falar que “o ciúme é o tempero do amor”? Já ouvi até dizerem que: “Se não existe ciúme, então é porque não existe amor realmente!” Como a palavra de Deus diz que “o amor não se conduz inconvenientemente” quando o mundo ensina que “vale tudo em nome do amor”?
O amor não procura os seus próprios interesses? Não se irrita? Não se ressente do mal? Humanamente falando, esse amor, não vale a pena. Aquela frase que diz: Que seja eterno enquanto dure! Então, neste caso, que dure pouco, se é para sofrer, esperar e suportar tudo, como a bíblia nos ensina.
Esse amor de 1 Co 13, é o amor que só quem conhece a Cristo pode compreender a sua intensidade, é o amor de Deus. É o amor com que Deus nos ama. “Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5:8 ... quando nós éramos, inimigos fomos reconciliados e sem garantia nenhuma para Deus de que aceitaríamos esse amor (como muitos que realmente não aceitam.
A esses também Deus amou e por esses também Cristo morreu), esse é o amor de Deus. Como na parábola do Filho pródigo em que o pai nunca deixou de amar o filho e todos os dias estava no portão, esperando de braços abertos que o filho voltasse ao seu lar.
Deus é amor, 1 João capítulo 4. A palavra de Deus não nos diz que Deus tem amor, ela nos diz que Deus é amor, e, quem tem amor, tem Deus, quem não tem amor, não tem Deus. A palavra de Deus nos convida a conhecer o amor de Cristo que excede todo entendimento, e que faz com que conheçamos a essência do próprio Deus, para que sejamos tomados de toda a Sua plenitude. Ef 3:19 O amor de Deus excede todo entendimento, porque Deus excede todo entendimento. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 1 Jo 4:8. Façamos uma leitura de João cap. 4 versículos de 7 a 21 e vejamos que ele termina dizendo que “temos da parte dele este mandamento, que aquele que ama a Deus, ame também a seu irmão”. Essa é a identificação do crente, o amor de Deus fluindo em seu viver.
Em Jo 13:35 ele nos diz: Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros. Não é a religiosidade que identifica o crente. Não é o conhecimento (o saber ensoberbece, mas o amor edifica).
Não são os dons do Espírito santo (como alguns afirmam) a marca de que Deus está em você. Mas é o amor, que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Confesse a Jesus Cristo como único Senhor e Salvador e receba a marca de Deus em você pelo selo do Espírito Santo. Deus é amor, e se você tem Deus em você, certamente você terá esse amor.


terça-feira, 25 de junho de 2019

# 32 O Pecado contra o Espírito Santo de Ananias e Safira - Atos 5:1-10


Veja todos os vídeos do estudo do livro de Atos dos apóstolos na playlist:
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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você já ouviu falar que: “todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado”.
Você sabe o que isso significa?
Jesus está querendo dizer que qualquer blasfêmia contra Deus Pai será perdoada? Qualquer blasfêmia contra Deus Filho será perdoada? Só a blasfêmia contra o Espírito Santo não pode ser perdoada?
E o que significa “blasfemar contra o Espírito Santo”? Quando um pecado pode ser apenas contra o Pai e contra o Filho, sem ofender o Espírito Santo?
No último estudo nós falamos sobre o pecado de Ananias e Safira, que caíram mortos aos pés de Pedro por mentirem ao Espírito Santo quanto à venda de uma propriedade. O pecado deles evidentemente foi contra o Espírito Santo, mas, não foi contra o Pai? Não foi contra o Filho?
Mais adiante, no capítulo 8, nós iremos conhecer Simão, um homem que abraçou a fé, foi batizado e “acompanhava Felipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados”. Ele quis comprar com dinheiro o poder de impor a mão sobre as pessoas, para que recebessem o Espírito Santo!
O pecado de Simão foi maior ou menor do que o de Ananias e Safira?
Porém, Pedro concedeu a Simão a oportunidade de arrependimento, o que não aconteceu no caso de Ananias e Safira.
E Saulo, que no capítulo 7 será responsável pela morte de Estevão, um homem que estava pregando a palavra de Deus cheio do Espírito Santo. No capítulo 8 ele entrará pelas casas, arrastando homens e mulheres crentes, levando-os prisão. Respirando ameaças e morte contra os discípulos do Senhor ele irá para Damasco, e, no caminho o próprio Senhor Jesus aparece para ele. O pecado de Saulo não era contra o Espírito Santo?
Porém, no capítulo 9, Saulo fica cheio desse mesmo Espírito e recebe a missão especial de ser apóstolo, “um instrumento escolhido para levar o nome do Senhor Jesus perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel”.
Por que Saulo e Simão tiveram oportunidade de arrependimento em sua “blasfêmia contra o Espírito Santo” e Ananias e Safira não?
Irmãos, no estudo anterior nós já falamos que o pecado de Ananias e Safira não está relacionado com “justificação”, com “salvação eterna”, mas com perseverar até o fim para alcançar o reino prometido para Israel.
Da mesma forma, quando o Senhor Jesus diz “blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão”, ele está também se referindo à promessa do reino.
Jesus está alertando à nação de Israel:
Vocês rejeitaram o reino quando mataram os profetas que falavam em nome de Deus Pai. O último profeta do reino foi João Batista. Deus Pai foi rejeitado, mas, para esse pecado, foi dada uma segunda oportunidade de arrependimento com a chegada do Filho.
Vocês rejeitaram Deus Filho quando o pregaram numa cruz. Para esse pecado foi dada uma terceira chance com a vinda do Espírito Santo. Para quem pecou contra o Pai e contra o Filho tem perdão.
Mas, para quem pecar contra o Espírito Santo não tem perdão. Não porque o Espírito Santo é melhor do que o Pai ou do que o Filho, mas porque o Espírito Santo é a última oportunidade para que o reino se estabeleça.
Iremos ver nos próximos estudos que o reino é tirado da nação de Israel, porque a blasfêmia contra o Espírito Santo se torna um pecado da nação.
A Pedro foram dadas as “chaves do reino dos céus”. Aqui em Atos 5 nós vemos Pedro fazendo uso dessas chaves, ligando os pecados de Ananias e Safira à sua culpa, sem perdão.
Esse será o assunto do nosso próximo estudo: O que Jesus quis dizer quando falou para Pedro: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus”.
Fique conosco e até o próximo estudo!

quarta-feira, 19 de junho de 2019

#31 Ananias e Safira. Foram cheios do Espírito Santo? Perderam salvação?


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você já ouviu falar que Deus é Amor? Deus é bom? Tardio em irar-se? Está pronto para perdoar? Existe até um versículo bíblico que diz: “Não há condenação para os que estão em Cristo”?
Porém, nós chegamos a um episódio do livro de Atos que contrasta com a misericórdia e longanimidade de Deus.
Ananias e Safira abraçaram a fé. Eles estavam em Cristo. Eles estavam entre aqueles que se arrependeram dos seus pecados, se converteram, foram batizados e experimentaram o “dom celestial” e os poderes do Espírito Santo. Não há razão para duvidar que Ananias e Safira estivessem entre os que ficaram cheios do Espírito Santo em Atos capítulo 4.
Mas, aqui em Atos capítulo 5, os dois caíram mortos porque retiveram parte do preço de uma propriedade que venderam e não entregaram a totalidade do valor aos pés dos Apóstolos.
Eles perderam a salvação?
Jesus não morreu na cruz para pagar por esse pecado? A graça de Deus não foi suficiente para eles?
Meus irmãos. É importante compreendermos que o assunto aqui não é salvação. A justificação mediante o sangue do nosso Senhor Jesus Cristo ainda não era a boa nova que os fazia vender tudo e viver em comunidade. Eles estavam perseverando para serem
participantes das bênçãos do reino que estava por acontecer.
Também é importante ficar
claro que nós não estamos afirmando que Ananias e Safira foram salvos. Estamos sim,
afirmando que eles perderam o privilégio de alcançar o reino.
Não compete a nós julgar a salvação de ninguém.
Salomão, que escreveu muitos salmos e provérbios, e, no final da sua vida se envolveu com idolatria. Salomão foi salvo?
Sansão, se envolveu com promiscuidade com mulheres de outros povos. Ele foi salvo?
Jefté, ofereceu a própria filha em sacrifício. Jefté foi salvo?
Todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé, como nos afirma Hebreus no capítulo 11. Por isso, não compete a nós julgar algo que só aquele que sonda os corações conhece.
Mas Ananias e Safira perderam o privilegio de participar em vida do reino de Cristo.
Por quê? Porque retrocederam!
Em Hebreus no capítulo 10, Deus nos revela que “o justo viverá pela fé”, porém “a sua alma não se compraz daquele que retroceder”. E naquele texto ele está falando exatamente destes irmãos que foram iluminados com os dons do Espírito Santo, sustentaram grande luta e sofrimentos e foram expostos à grande tribulação por acontecer. Estes que, pela perda de suas propriedades, aceitaram com alegria o espólio de seus bens, tendo ciência de possuir patrimônio superior e durável, o reino. Para esses que retrocedem, depois de terem recebido o pleno conhecimento da verdade, é impossível renová-los para o
arrependimento. Veja o que diz Hebreus 6:4: “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento”.
Nos dias de hoje encontramos muitos afirmando que os dons de pentecostes, esses poderes que Ananias e Safira provaram, estão presentes na igreja atual.
Ainda bem que eles estão enganados! Porque, se Ananias e Safira caíram mortos aos pés de Pedro por ter mentido ao Espírito Santo quanto à venda de uma propriedade, imagine o que aconteceria com quem experimenta o Dom de Deus e peca nos pecados mais perversos? A grande maioria dos cristãos hoje morreria pouco tempo depois de terem abraçado a fé.
Alguém poderá dizer: “Mas esse foi um pecado contra o Espírito Santo, e pecado contra o Espírito Santo não tem perdão”!
E mentir, olhar com malícia para a mulher do próximo, cobiçar coisas que não lhe pertencem, proferir palavras imorais depois de ter falado em línguas ou profetizado, não é pecar contra o Espírito Santo?
No próximo estudo iremos ver que, embora Ananias e Safira tenham sim mentido ao Espírito Santo, essa mentira nada tem a ver com a afirmação de Jesus: “blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão”!
Fique conosco e até o próximo estudo!

Estudo livro de Atos dos Apóstolos - capítulo 4 (completo)



Acompanhe-nos em uma jornada pelo livro de Atos dos Apóstolos. 
Este é o conjunto de 7 (sete) estudos do quarto capítulo do livro de Atos dos Apóstolos. Fique junto conosco nesta série de estudos, deixe seu comentário, pois, este estudo será construído com a sua participação.

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#30 Resumo do capítulo 4 do livro de Atos dos Apóstolos


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Terminamos o capítulo 4 do livro de Atos e hoje é dia de revisão!
No estudo de numero 24 nós vimos que Pedro e João foram presos por “anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos”!
Vimos que nem sempre os religiosos acreditam nas próprias doutrinas de sua religião, pois, aqueles que prenderam os apóstolos eram o Sumo sacerdote, os anciãos, escribas e autoridades da religião judaica, e eles estavam “ressentidos por ser ensinada ressurreição dentre os mortos em Jesus”.
No estudo de numero 25 nós vimos que, assim como aconteceu com Pedro e João, também nos dias de hoje são os religiosos, os doutores e mestres que querem calar a simplicidade do evangelho. Existem, sim, diversos assuntos bíblicos de difícil compreensão e que é impossível declarar com convicção como certos. Porém, são temas de pouca ou quase nenhuma relevância. Mas Jesus morreu naquela cruz para pagar por todos os nossos pecados e ressuscitou para ser Senhor de nossas vidas. E, pela fé no sangue de Jesus Cristo como único meio de justificação é que somos salvos. Por isso nós exortamos: “Faça essa declaração de fé. Creia no Senhor Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador, e desfrute desde já, pela fé, a segurança da vida eterna”. Muitos dirão: “Tolo!” “Você acha que a salvação é assim fácil?” “Você acha que Jesus irá lhe salvar apenas pela fé Nele, sem os ritos e perseverança de uma religião?” “Pare de falar que dessa salvação fácil”, eles dirão!
Nossa resposta é a mesma que Pedro e João deram aos religiosos daquela época: “nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”!
Verificamos também que essa verdade da salvação pela fé mediante o sangue derramado de nosso Senhor Jesus Cristo ainda não era a esperança anunciada pelos apóstolos. Embora Jesus já houvesse sido morto e ressuscitado, a morte de Jesus ainda era pregada como condenação para a nação de Israel, e, sua ressurreição era pregada como uma nova
oportunidade de arrependimento para Israel, de conversão e perseverança para alcançar o reino que estava por se estabelecer.
É por causa do reino que todos estavam vendendo tudo o que tinham e tinham tudo em comum, perseverando no templo e na observância da lei, em todos os ritos judaicos e nas instruções dadas por nosso Senhor Jesus Cristo quanto à como superar os sete anos de grande tribulação que estava por acontecer e por fim, por meio de muito sacrifício e esforço, alcançar o reino.
Isso mesmo. O reino eles alcançariam por mérito, por esforço. A salvação é pela graça, mediante a fé.
São duas coisas distintas. Aquela geração de israelitas rejeitou o reino que foi ofertado, por isso o reino lhes foi tirado e dado a uma geração futura de judeus que serão obedientes. A salvação pela fé no sangue de Jesus Cristo é um mistério que ainda não foi revelado, mas está prestes a ser declarada, e, quando isso acontecer, revelará que tanto eles quanto nós, todos fomos salvos pelo sangue do nosso Senhor Jesus Cristo vertido na cruz. Até aqueles que no velho testamento depositaram a sua confiança em Deus pela oferta de sacrifícios contínuos, todos foram salvos pela fé na obra do Senhor Jesus, e, porque tinham a fé, essa fé produziu neles a obediência aos ritos que Deus ordenara, que figuravam o único e verdadeiro sacrifício futuro.
Isso mesmo. As obras humanas não salvam. Mas, as obras são fruto de uma fé genuína.
No velho testamento, porque tinham fé na providência divina, fizeram sacrifícios em obediência a Deus. Aqui em Atos, porque tinham fé, venderam tudo o que tinham para conquistar o privilégio de alcançar o reino. Nos dias de hoje, porque temos a fé em Jesus Cristo, obedecemos a sua palavra para alcançar a coroa da justiça, o prêmio e galardões que Deus tem reservado para aqueles que o amam.
Confie você também em Jesus como seu único e suficiente salvador, e seja por Deus conduzido às boas obras, as quais o próprio Deus preparou de antemão, para que andássemos nelas.

terça-feira, 4 de junho de 2019

#29 Evangelho do Reino & Evangelho da Graça de Deus. São a mesma coisa?


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Por que nem o reino e nem a grande tribulação que os primeiros cristãos esperavam que acontecesse, não aconteceu nos dias de Atos? Por que a nós é dito: “Pela graça sois salvos mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus” e para eles foi dito: “o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam, se apoderam dele”. Por que a nós é dito: “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”, e para eles foi dito: “se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt 5:20). Por que a nós nos é dito: “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”, e a eles foi dito: “Ainda uma coisa te falta: a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.
No último estudo, o estudo de numero 28, nós expusemos que os primeiros convertidos do livro de Atos estavam “vendendo tudo o que tinham e vivendo tendo tudo em comum”, preparando-se para a “Grande Tribulação”, que é um período de sete anos de governo de Satanás que antecede ao Reino de Cristo (Daniel 9:27) e onde os judeus crentes serão severamente perseguidos, maltratados e mortos por causa do testemunho de Cristo (Daniel 9:27; 12:1, 11; Mateus 24:15, 21; Apocalipse 12:13), um tempo de angustia para Jacó (Jeremias 30:7). Eles serão forçados a negar ao Senhor e aceitar aliança com o “príncipe deste mundo”. Por isso, para conseguir perseverar até o fim e receber como recompensa o reino, os crentes de Atos foram conduzidos pelo Espírito Santo, e também orientados pelo Senhor Jesus, a se desfazer de todas as amarras desse mundo, bens, família, negócios, terras..., e, vivendo em comunidade, estavam se fortalecendo para a tenebrosa perseguição que viria.
Mas a condição primária para que as coisas acontecessem dessa forma era que a nação de Israel se convertesse como povo de Deus? Não está profetizado um retorno em massa dos judeus à terra de Israel? (Deuteronômio 30:3, Isaías 43:6, Ezequiel 34:11-13; 36:24; 37:1-14) Não está escrito que eles reconheceriam Jesus como o Messias (Zacarias12:10). Sim, Israel seria regenerada, restaurada e reagrupada (Jeremias 33:8, Ezequiel 11:17, Romanos 11:26) e Pedro com todos os irmãos estavam convictos de que isso aconteceria naqueles dias, porque Jesus lhes disse isso. “Tome a sua cruz e siga-me”! “O reino dos céus é tomado por esforço”! “Aquele que perseverar até o fim será salvo!”
Então, o que Paulo quis dizer com: “Pela graça sois salvos”? “o homem é justificado pela fé”? “Crê no Senhor Jesus”? 
Simples! Os dois não estão falando da mesma coisa!
O Senhor Jesus, quando aqui na terra, falou do reino, que estava próximo e “qualquer que não produzir obras dignas, não verá o reino” (Mt 3:8; Mt 10:37-38, Hb 12:14). Paulo, por revelação do próprio Senhor Jesus glorificado, falou de Justificação de pecados mediante o sangue redentor de nosso Senhor Jesus Cristo. Então, Jesus ressuscitado e glorificado falou: “se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor... serás salvo”! E, Jesus, aqui na terra pregando o reino falou: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus” (Mt 7:21, 24, 26, 28-29 21).
Estamos falando de duas coisas distintas.
Mas, a salvação pela graça, mediante a fé, não foi pregada nos livros dos evangelhos?
Não. Tirando alguns poucos momentos em que o Senhor Jesus revelou que “o reino de Deus vos será tirado” (Mt 21:43), toda a narrativa dos evangelhos avança para o estabelecimento do reino naqueles dias. E isso era tão forte na doutrina de Jesus que, mesmo que em alguns momentos o Senhor tenha falado claramente sobre a sua morte e as razões de sua entrega na cruz, nem os discípulos e nem “nenhum dos poderosos deste
século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória”.
Durante o estudo do livro de Atos que estamos fazendo, por diversas vezes nós já apelamos para que você amigo ouvinte, para que aceite a Jesus com Senhor da sua vida, creia que ele é o seu único e suficiente salvador, Ele morreu na cruz para pagar por todos os seus pecados.
Mas, todas as vezes que fizemos esse apelo, recorremos às cartas dos apóstolos. Porque até o presente momento onde estamos no livro de Atos, essa revelação ainda é mistério (Ef
3:3-4, Rm 16:25), ainda está oculto em Deus (Ef 3:9; Cl 1:26), e ainda prevalece a ocasião em que o reino pode ser obtido por esforço, por mérito, por perseverança.

O reino lhes será tirado. Não porque Deus rejeitará o seu povo! Mas porque Deus será rejeitado pelo seu povo! E porque eles pecaram rejeitando ao seu Deus, a Salvação veio a nós gentios, para pô-los em ciúmes! E quem diz isso é o apóstolo dos gentios que em breve aparecerá aqui em nosso estudo do livro de Atos. Ele será levantado por Cristo para pregar a nós o Evangelho da Graça de Deus.
Fique conosco! Nos próximos capítulos presenciaremos a rejeição de Israel e escolha de um novo apóstolo, para trazer a revelação de um novo evangelho, não mais o evangelho do reino, mas o evangelho da Graça de Deus.

terça-feira, 28 de maio de 2019

#28 Vender terras ou casas, era mandamento de Jesus?


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
A conduta dos primeiros convertidos em Atos de vender terras ou casas e depositar aos pés dos apóstolos o valor correspondente fazia parte do ensino de Jesus? E se fazia parte do ensino de Jesus, seria correto exortar os irmãos nos dias de hoje a ter a mesma conduta?
Em Atos no capítulo 4, onde estamos estudando, a palavra de Deus nos descreve que “Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum” (At 4:32). “Nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que
alguém tinha necessidade” (At 4:34-35).
Ele chega a dar o exemplo de um homem chamado “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos” (At 4:36-37).
Obviamente a oferta de Barnabé foi espontânea, ninguém o obrigou a fazer e, se ele conservasse o campo para si, esse campo seria seu. Mas, todos estavam fazendo isso! E todos estavam cheios do Espírito Santo! Não era o Espírito Santo que estava constrangendo eles a vender seus bens e terem tudo em comum? Jesus não havia também ordenado eles a fazer isso?
Então, o que Jesus quis dizer com: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Mt 19:21, Lc 18:22).
E quando os apóstolos disseram: “nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós? Jesus respondeu: vós vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna”. (Mt 19:27-29)
Em nosso estudo de numero 15 já afirmamos que os discípulos estavam vendendo tudo o que tinham e tendo tudo em comum por orientação do Espírito, e que o Senhor Jesus já havia lhes alertado dessa necessidade.
No estudo de hoje pretendemos mostrar “por quê” isso era uma ordenança para eles que
aguardavam a vinda do reino naqueles dias, e, “por quê” essa não é uma ordenança do Senhor para nós nos dias de hoje.
O Senhor Jesus lhes ensinou a desapegar-se totalmente das coisas desse mundo: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6:12-34). “Vendei os vossos bens e ajudai os que não têm recursos; fazei para vós outros bolsos que não se gastem com o passar do tempo, tesouro acumulado nos céus que jamais se acaba” (Lc 12:33). "Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, nem alforjes” (Mt 10:9).
“Emprestai, sem esperar nenhuma paga” (Lc 6:35), “Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes” (Mt 5:42). Jesus disse: “Segue-me! ... Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos... vai e prega o reino de Deus... E ao que diz: Deixa-me primeiro despedir-me dos de casa...  Jesus disse: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.
E por que lhes foi ensinado isso?
O Senhor Jesus lhes ensinou que, antes da sua vinda para estabelecer o reino, eles passariam por um período de grande tribulação (Mt 24:21, Mc 13:19), os 7 anos de grande tribulação do qual falou o profeta Daniel, tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo e nem haverá jamais. E a ordem é: quando virdes o abominável da desolação, fujam! Ninguém volte atrás para buscar sua capa! Ninguém volte para casa para tirar de lá coisa alguma! Quem tiver bens, deixe-os! (Mt 24:15-18)  E é por isso que, para estarem aptos para o reino de Deus, eles precisavam estar desapegados das coisas materiais.
Jesus os instruiu a não ficarem sobrecarregados com preocupações desse mundo, para que aquele dia não os pegue repentinamente, como um laço (Lc 21:24).
Também ensinou que o reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra (Mt 13: 44-46).
Esses homens e mulheres aqui de Atos no capítulo 4 acharam esse grande tesouro, o reino de Deus que estava por ser estabelecido em breve. E sabiam que valor nenhum tinha nada do que possuíam.
Por isso, vendendo tudo, tinham tudo em comum, para suportarem juntos o período de grande tribulação ao qual iriam enfrentar. E depois de terem vencido tudo, receberem por recompensa o reino.
No próximo estudo, o de numero 29, falaremos mais sobre isso.
Por que nem o reino e nem a grande tribulação esperada não veio? Por que a nós é dito: “Pela graça sois salvos mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus” e para eles foi dito: “o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele”. Por que a nós é dito: “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”, e para eles foi dito: “se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt 5:20). Por que a nós nos é dito: “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração creres que Jesus ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”, e a eles foi dito: “Ainda uma coisa te falta: a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.
Não perca o estudo de número 29.

27# A Igreja do princípio do livro de Atos. Era Cristianismo ou Judaísmo...


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Pedro e João haviam sido presos e interrogados pelas principais autoridades de Israel em virtude da cura de um coxo de nascença. Depois de soltoseles “procuraram os irmãos”. Neste lugar onde os irmãos estavam reunidos eles fizeram uma oração, e, após essa oração, “tremeu o lugar”. Que lugar era esse onde eles estavam reunidos?
A resposta para essa pergunta será importante para o nosso estudo de hoje porque tentaremos argumentar se já podemos chamar de igreja cristã a “multidão dos que creram” aqui em Atos 4!
No estudo de numero 4, que tem o título de “Quando começou a igreja de Cristo?” nós propusemos que, de uma maneira ampla e geral, o termo cristão significa “seguidor de Cristo”.
Então, quando Jesus disse a Pedro e André “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”, deixando eles as redes e seguindo a Jesus, eles foram os primeiros cristãos, os primeiros seguidores de Cristo.
Mas todos os seguidores de Cristo mencionados nos evangelhos também eram seguidores da religião judaica. O próprio Senhor Jesus era judeu e cumpridor de todos os preceitos e ritos da lei judaica. Então, quando nós diferenciamos o judaísmo do cristianismo, estamos dando um sentido semântico a essa palavra que define um conceito mais particular e restrito, um significado teológico que representa um grupo de pessoas distinto daquele grupo que chamamos de judeus, com um conjunto de crenças e comportamentos que os diferencia. Então, a igreja cristã passa a existir “quando ela deixa de ser judaísmo”.
Mas, quando o cristianismo deixou de ser judaísmo?
Aqui em Atos 4 nós podemos propor que o lugar aonde estavam reunidos era a "casa de Maria, mãe de João, cognominado Marcos” (At 12:12), para onde Pedro, em uma outra ocasião foi, após sair da prisão. Essa casa possivelmente pode ser a mesma onde o Espírito Santo desceu sobre eles no dia de pentecostes, era um lugar onde muitas pessoas congregavam e oravam. Neste caso, essa casa poderia ser considerada como o primeiro local de reunião onde os crentes se reuniam como igreja, fora do templo e das sinagogas.
Mas a palavra de Deus nos diz que eles “perseveravam diariamente no Templo” (At 2:46), que “costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão” (At 5:12), então, um bom lugar para “procurar os irmãos” era no Templo. E não haveria problema nenhum em afirmar que Pedro e João os encontraram no Templo e, após orar, “o lugar do Templo onde estavam reunidos, tremeu”. E, Atos 4:31 nos diz que “todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus”. Eles pediram em oração, coragem e ousadia para anunciar a palavra, e Deus lhes concedeu isso imediatamente.
Logo em seguida, em Atos 4:32 eles serão chamados de “multidão”. Uma multidão não cabe em uma casa!
Em Atos no capítulo 10 vemos que Pedro ainda mantinha-se fiel aos mandamentos da lei quanto à comidas que eram consideradas comum ou imundas (At 10:14), e a visão que ele teve naquela ocasião foi para lhe ensinar que ele não deveria tratar as pessoas de outros povos, os gentios, como comum ou imundos, ele deveria sair dos judeus e anunciar também o evangelho aos gentios, sem impor-lhes as práticas dos judeus.
Então, podemos concluir que aqui em Atos 4 eles ainda eram judeus, eles não eram cristãos no sentido efetivo que esse termo representa na teologia, na atualidade e na crença que nós cristãos temos. Eles ainda achavam que a circuncisão era necessária
para ser salvo. Eles criam que só perseverando em fazer as obras e praticar os ritos que a lei determinava é que eles poderiam entrar no reino de Deus.
E Deus confirmou isso para eles. No próximo estudo iremos ver que eles estavam vendendo tudo e tendo tudo em comum para ganhar o reino de Deus. E também iremos ver o que aconteceria com quem não fizesse isso.
Até o próximo estudo!

#26 A multidão de Atos 4:32! Eram cristãos ou judeus crentes?


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Estamos em Atos capítulo 4, onde o número dos que creram no testemunho dos apóstolos já é chamado de “multidão” (At 4:32). Essa multidão ainda aguardava a esperança de que o reino prometido a Israel se concretizasse naqueles dias?
A palavra nos ensina que Pedro e João, depois de soltos, “procuraram os irmãos e lhes contaram quantas coisas lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos” (At 4:23). Eles relataram aos irmãos, como os principais sacerdotes os ameaçaram, para não mais falarem no nome de Jesus a quem quer que seja, porém, não tendo motivo para mantê-los presos, os soltaram (At 4:17).
Os irmãos, a uma só voz, elevaram uma oração a Deus, não para que Deus os livrasse das ameaças das autoridades, mas, para que com intrepidez, bravura e coragem vindas de Deus eles pudessem anunciar a palavra, enquanto Deus, por meio de curas, sinais e prodígios semelhantes àquele feito por Pedro e João, curando um coxo de nascença, Deus confirmasse autoridade vinda de Jesus às palavras por eles ditas.
Eles sabiam que um período de grande tribulação lhes aguardava antes da chegada do reino, o Senhor Jesus já lhes havia alertado e eles citam em sua oração as palavras de Davi, no salmo de numero 2.
Este salmo diz: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido” (Sl 2:1-2). Dando seguimento à leitura do Salmo, veremos a afirmação que “a seu tempo, Deus derramará sua ira, constituirá o seu Rei no monte Sião, lhe dará as nações por herança e ele as regerá com vara de ferro” (Sl 2:5-6, 8-9).
No entendimento daqueles irmãos, a união entre Herodes (rei de Israel) e Pôncio Pilatos (governador romano), assim como união de gentios e gentes de Israel que se levantaram contra Jesus e agora estavam se levantando contra aqueles que pregavam em nome de Jesus, era o cumprimento das profecias e propósitos predeterminados por Deus a respeito dos últimos dias.
Para ter mais detalhes a respeito dessa crença de estar vivendo os últimos dias, os dias da grande tribulação que antecede o reino, convidamos você a ver nosso estudo de numero 9, que tem como título: “Pentecostes é manifestação da chegada dos últimos dias?
Esses irmãos estavam convictos disso, por essa razão estavam vendendo tudo o que tinham e vivendo em comunidade, por isso o Senhor Jesus os ensinou a orar “venha a nós o vosso reino”, e por essa razão lembraram aqui de que o Senhor Jesus lhes disse: Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome(Mt 24:9). E Deus fez “tremer o lugar onde estavam reunidosaprovando assim a oração deles e confirmando que suas expectativas estavam corretas, “todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4:31).
Uma pergunta para o próximo estudo: Pedro e João quando saíram da prisão foram ao encontro dos irmãos em algum lugar. Que lugar era esse? Eles já tinham um lugar diferenciado da religião judaica onde faziam suas reuniões? Eles já não mais perseveravam no Templo judaico? Eles já podiam ser chamados de cristãos e não mais de judeus? Que lugar é esse aonde estavam reunidos, que tremeu?
No próximo estudo falaremos sobre: Já podemos chamar de igreja cristã a “multidão dos que creram” aqui em Atos 4?

segunda-feira, 13 de maio de 2019

#25 Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos - Atos 4:...


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você já foi constrangido entre os homens em razão da sua fé?
Você já se sentiu intimidado, envergonhado ou diminuído por compartilhar a sua fé em Jesus Cristo, e pessoas reputadas como doutores, mestres, eruditos, alguns deles até ilustres cristãos, tentarem calar a sua boca porque “você é iletrado”, “inculto”, “simplório” e “despreparado”. E essas pessoas ainda consideram que estão fazendo um favor, afinal de contas estão impedindo que você passe por um tolo ou louco.
A palavra de Deus nos diz que as autoridades de Israel, os anciãos, escribas, o sumo sacerdote Anás, Caifás, João, Alexandre e todos que eram da linhagem do sumo sacerdote, chamando Pedro e João, lhes ordenaram que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus (At 4:5-6, 18).
“Olha que loucura", pensavam eles: "Jesus ressuscitou! Daqui a pouco o povo vai estar acreditando em ressurreição, em vida após a morte, em um dia viver na presença de Deus”. Eles ainda diziam: “Vocês são iletrados e incultos, não passem essa vergonha, não sejam tolos!” (At 4:13)
Mas Pedro e João responderam: “Nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4:20).
Diante das autoridades estava um homem coxo de nascença, que estando já com 40 anos de idade, foi milagrosamente curado e eles nada podiam dizer ao contrário (At 4:22, 14). O
coxo era conhecido de todos eles, eles não podiam negar, e esse sinal notório foi manifesto a todos os habitantes de Jerusalém(At 4:16).
Quando perguntaram a Pedro e João “com que poder ou em nome de quem fizestes isto?” (At 4:7), a resposta foi: “em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vocês” (At 4:10).
“Este Jesus é pedra rejeitada por vós”. Vocês as autoridades, os religiosos, principais da religião judaica, vocês deveriam ser os construtores da fé, mas vocês estão rejeitando Aquele a quem Deus escolheu para ser a pedra principal dessa construção (At 4:11).
Pedro ainda acrescenta: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12).
Irmão, você crê que Jesus é o único salvador? Que Ele morreu naquela cruz para pagar por todos os seus pecados? Que pela fé em o nome de Jesus você tem a certeza da salvação e vida eterna? Então fale disso!
Mesmo que alguns digam: “Mas você tem que fazer isso! Ou dar aquilo! Se você não fizer as obras da religião, você não poderá ser salvo mesmo tendo a fé em Jesus!” “Não seja tolo, você acha que só a fé em Jesus Cristo, sem o rigor e os rituais de uma religião, sem uma perseverança em obras, poderá salvá-lo?”
Pra que não haja maior divulgação do único meio pelo qual importa que sejamos salvos (At 4:12), você será ameaçado, humilhado e constrangido a não mais falar de Jesus a quem quer que seja.
Nossa resposta deve ser a mesma de Pedro e João: “Julgai se é justo diante de Deus, ouvir vocês e não ouvir a Deus. Nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4:19-20).

#24 Você acredita em ressurreição?


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Você se considera um verdadeiro cristão?
Então você acredita em tudo o que a bíblia diz?
Você crê na ressurreição dos mortos e na vida eterna?
Crê que Jesus morreu para pagar por todos os seus pecados, então, você tem certeza da vida eterna, afinal, não há condenação para os que estão em Cristo? (Rm 8:1)
Existe alguma dessas coisas nas quais você não acredita?
Hoje iremos ver que: “nem sempre um religioso acredita em tudo aquilo que a fé dele professa”!
No capítulo 3 de Atos, Pedro e João curaram um coxo de nascença, o que conferiu a eles autoridade para falar de Jesus à multidão que estava no templo em Jerusalém.
“Falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus” (At 4:1).
Os sacerdotes, os saduceus eram mestres da lei, homens religiosos e autoridades em tudo o que se refere à fé judaica e ao Deus de Israel.
Porém, eles ficaram “ressentidos por Pedro e João ensinarem ao povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos” (At 4:2). Os saduceus não acreditavam em ressurreição e nem em anjos. Então, mesmo com provas incontestáveis, eles não queriam que o povo ouvisse que Jesus (At 4:3), a quem eles mataram, ressuscitou, e que existe esperança de ressurreição e vida eterna para aqueles que creem em Jesus.
Mas como eles podiam não acreditar em ressurreição se a palavra de Deus é clara quanto a esse acontecimento (Is 26:19; Dn 12:2)? Como podiam eles ocupar a posição de mestres
da lei, sacerdotes e principais da religião judaica, se não criam no básico?
Irmãos, nem sempre um religioso ensina e acredita em tudo o que a fé dele professa.
Nesta ocasião, as multidões no templo estavam seguindo os ensinos e a direção que os anciãos, sacerdotes e escribas lhes davam, sem se importar com a verdadeira fé contida na palavra de Deus.
Graças a Deus, muitos dos que ouviram a palavra por intermédio de Pedro e João, a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil (At 4:4).
Seja você também um desses.
Creia em Cristo Jesus, rejeite o ensino dos religiosos e aceite a fé que vem por meio de Jesus.

Estudo livro de Atos dos Apóstolos - capítulo 3 (completo)


Acompanhe-nos em uma jornada pelo livro de Atos dos Apóstolos.

Este é o conjunto de 5 (cinco) estudos do terceiro capítulo do livro de Atos dos Apóstolos. Fique junto conosco nesta série de estudos, deixe seu comentário, pois, este estudo será construído com a sua participação.

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#23 Resumo do capítulo 3 do livro de Atos dos Apóstolos


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
Hoje é dia de revisão!
Terminamos o capítulo 3 do livro de Atos e é importante fazer uma síntese do
que vimos.
Vimos que a igreja que perseverava unânime na doutrina dos apóstolos, aqui em Atos 3, era uma intenção divina de restauração da congregação de Israel, aquela congregação estabelecida lá no Velho testamento, com todos os seus costumes, culto no templo, exigência da circuncisão, batismos e também tendo a esperança do restabelecimento do
reino de Israel aqui na terra, tendo o Senhor Jesus como Rei.
A igreja que será descrita posteriormente nas cartas dos apóstolos, a igreja chamada de o Corpo de Cristo (Ef 2:22-23), composta de judeus e gentios(Ef 2:16), ainda não nasceu. Por isso a fé que eles tinham aqui em Atos 3 é de que eles eram o povo de Deus, Israel (At 3:12-13), e eles precisavam converter o restante da nação (At 3:19) e se preparar para a grande tribulação, onde os gentios eram os inimigos (Lc 21:24, Mt 24:9) que iriam atacar a nação de Israel que seria protegida pelo seu Rei, Jesus. Por essa razão eles estavam vendendo tudo o que tinham e vivendo em comunidade.
Os apóstolos receberam de Jesus poder, para em Seu nome fazer sinais e prodígios que pudessem convencer a nação de Israel a aceitar Jesus como o Rei escolhido por Deus. Por isso, aqui em Atos 3, no templo de Jerusalém, onde eles perseveravam unanimes, Pedro e João curaram um coxo de nascença. Vejam que a cura do coxo não tinha nada a ver com o pedido do coxo ou a fé que ele professava, mas era para chamar a atenção da nação para a mensagem que Pedro e João tinham para transmitir aos israelitas.
Fizemos um estudo específico, só para falar da autoridade que os apóstolos tinham de fazer coisas em o nome do Senhor Jesus Cristo. Essa autoridade conferia a eles a condição de embaixadores do reino aqui na terra até que o rei retornasse. E o rei só iria
retornar quando o trabalho de conversão da nação estivesse completo.
E no último estudo vimos que Deus não levou em conta nem o pecado da nação de Israel de ter crucificado o Senhor Jesus. Pedro afirma: “fizestes por ignorância”. Embora a rejeição do filho de Deus seja um pecado cruel cometido pelos israelitas, Deus diz que: “os
profeta já haviam anunciado que o Cristo havia de padecer”, então, o reino virá, porque o Cristo que foi morto, está vivo.
Será que a nação de Israel irá a aceitar o evangelho do Reino? Será que serão restauradas todas as coisas em Jerusalém, no templo e no sacerdócio levítico como Deus deseja?
No próximo estudo veremos a reação das autoridades de Israel. Venha conosco estudar o capítulo 4 de Atos dos Apóstolos.

#22 Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem - Lucas 23:34


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
O povo de Israel e suas autoridades sabiam exatamente o que estavam fazendo ao crucificar o Senhor Jesus? Ou eles o fizeram por ignorância?
No capítulo 3 do livro de Atos, onde estamos estudando, vemos que Pedro mais uma vez acusa os judeus e suas autoridades de crucificar Jesus (At 3:13). Ele diz: “matastes o Autor da vida” (At 3:15), “negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida” (At 3:14).
Porém, Pedro diz: “eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades” (At 3:17).
No último estudo nós vimos que Deus fez um milagre por intermédio de Pedro, um milagre extraordinário, a cura de um coxo de nascença.
E a razão do milagre era chamar a atenção do povo para o discurso que Pedro fará aqui no livro de Atos pela segunda vez, a mensagem que Deus deu aos apóstolos. E a mensagem é a seguinte:
  • Jesus é o escolhido de Deus para reinar sobre a nação de Israel (At 3:20).
  • O rei veio e vocês mataram o rei (At 3:15).
  • Mas Deus não levará em conta esse pecado. Por quê? Porque, “eles realmente não sabiam o que estavam fazendo” (Lc 23:34; At 3:17). Deus está disposto a perdoar a ignorância do povo, desde que, à partir da mensagem dos apóstolos, eles entendam a erro que cometeram ,e “se arrependam” (At 3:19).
  • Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos. E Pedro diz: “nós somos testemunhas disso” (At 3:15). Então, se o rei está vivo, o reino pode acontecer nesses dias.
  • O rei, “o Cristo, que já vos foi designado”, está nos céus. E “é necessário que o céu o receba até a restauração de todas as coisas” (At 3:21).
Esta seria uma síntese da mensagem dos apóstolos. Mas, que coisas são essas que precisam ser restauradas?
Veja que Pedro diz que “desde a antiguidade” (At 3:21) todos os profetas falaram desses dias, falaram dessa restauração. “Todos os profetas, a começar com Samuel, assim como todos os outros (At 3:24) anunciaram: que o Cristo havia de padecer (At 3:18), que a boa nova do reino seria anunciada primeiramente a vós outros israelitas (At 3:26), e que a nação de Israel precisava ser restaurada em todos os seus rituais que estavam abandonados, na observância da lei, o culto no templo e na preparação para se tornar um “reino de sacerdotes” (At 3:25). Por isso a importância do batismo, que é o primeiro ato de purificação para que o sacerdote possa chegar ao recinto sagrado e oficiar na presença de Deus (Nm 8:6-22).
Pedro relembra que Moisés falou: “O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser” (At 3:22; Dt 18:15). Quem ler o texto de Deuteronômio 18, de onde essa frase é tirada, verá que Moisés foi porta-voz de Deus, a pedido do povo que pediu para Deus não falar diretamente a eles como foi em Horebe, eles tinham medo de morrer (Dt 18:16-18). Agora, nesses dias, o Verbo se fez carne e habitou entre eles (Jo 1:14). É Deus novamente firmando a aliança com Israel, falando pela pessoa do Filho, o verbo de Deus. “Acontecerá que toda alma que não ouvir a esse profeta será exterminada do meio do povo” (At 3:23; Dt 18:19).
E se a nação como um todo não ouvir a esse profeta? Não seria o caso de a nação como um todo perder o privilégio do reino?
Se todas as coisas relacionadas à lei e ao reino não forem restauradas, não virão tempos de refrigério. Deus não enviará o Cristo, que já lhes foi designado.
Você quer saber como essa história termina? Fique conosco. Acompanhe-nos nessa jornada pelo livro de Atos
dos Apóstolos.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

#21 O que significa a expressão "Em o Nome de Jesus"?


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Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
O que significa a expressão: “Em o nome de Jesus”?
No último estudo nós vimos que o coxo de Atos 3 não pediu e nem estava esperando uma cura, ele estava esperando receber esmola. Também falamos que a autoridade e fé para realizar o milagre eram de Pedro e João. O coxo era apenas um instrumento para que a glória de Deus fosse por ele manifesta.
Mas, como entender isso?
Como entender que, o que estava acontecendo nos dias de Jesus e também nos dias de Atos dos Apóstolos, não eram meras manifestações da bondade e cuidado de Deus para com seus filhos, mas, “sinal da chegada do Reino de Deus”.
Para entender que estes sinais eram mais do que “suprir as necessidades daqueles que confiam no Senhor”, que eles eram a manifestação do reino de Deus para Israel, nós precisamos entender o que significa a expressão “Em Meu Nome”.
Jesus diz aos discípulos: “tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei” (Jo 14:13), “tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome” (Jo 15:16).
E o que significa pedir “em o nome de Jesus”?
Significa pedir com a autoridade de Jesus. Ou, como se você fosse o próprio Jesus. Em nome dEle.
Um bom exemplo para entender a condição de exercer algo “em nome de” é a função de embaixador. O embaixador é o representante de seu país em outro território, então, na ausência do presidente, o embaixador representa os interesses de seu país como se ele mesmo fosse o próprio presidente, mas não é. Ele assina papeis, fala e faz coisas em nome do presidente ou com a autoridade do presidente.
Sendo assim, “pedir em nome de Jesus” exclui qualquer possibilidade de pedir em benefício próprio.
Portando, “quem pede carro, casa, prosperidade ou mesmo uma cura para si ou para um amigo, não pede em nome de Jesus, mas pede para Jesus, e pede em benefício próprio”. Isso não significa que seu pedido não será atendido. Ele pode até ser atendido, por conta da bondade, misericórdia, amor e graça de Deus.
Porém, é equivocada a crença de que, ao proferir as palavras “Em o Nome de Jesus”, como que em um passe de mágica, eu peço o que meu coração desejar e Deus, como o gênio da lâmpada, atenderá meu pedido. Isso é superstição, é barganha e é ofensivo a Deus. Deus não faz propósito com ninguém, Deus não negocia com ninguém e Deus realiza a Sua vontade conforme Ele determinou e não nós.
Deus concedeu aos apóstolos a autoridade de fazer os mesmos sinais que Jesus e até maiores, em nome de Jesus, como se eles fossem o próprio Jesus. Por isso, quando “o povo correu atônito para junto no pórtico chamado de Salomão”, Pedro diz: “por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade tivéssemos feito andar o coxo? Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós” (At 3:12, 16).
O milagre aconteceu não por escolha do coxo, nem por escolha de Pedro ou João, mas por vontade e em nome de Cristo.
Pedro diz: “Israelitas, Aquele a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou”. Pedro prega a cruz de Cristo como condenação para Israel quando diz: “negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida” (At 3:13).
O milagre não aconteceu por causa do pedido do coxo e nem por conta de orações por ele feitas, mas, para conferir autoridade as palavras de Pedro e João. Pedro e João acusam Israel de “matar o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que são os apóstolos agora testemunhas” (At 3:15). O sinal veio para conferir autoridade e veracidade ao testemunho dos apóstolos.
Diante disso, poderíamos dizer que Deus tem todo o direito de revogar todas as promessas feitas a Israel com respeito ao reino que haveria de vir. Porém, veremos no próximo estudo que Deus é longânimo, e oferece mais uma vez oportunidade de arrependimento a Israel.
Fique conosco e até o próximo estudo!