sexta-feira, 10 de maio de 2019

#21 O que significa a expressão "Em o Nome de Jesus"?


Veja todos os vídeos do estudo do livro de Atos dos apóstolos na playlist:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLqzqR_TZDPZZ3ZSIoS8st-C5sfVBc25pS

Olá irmãos amados e interessados em conhecer as verdades bíblicas.
O que significa a expressão: “Em o nome de Jesus”?
No último estudo nós vimos que o coxo de Atos 3 não pediu e nem estava esperando uma cura, ele estava esperando receber esmola. Também falamos que a autoridade e fé para realizar o milagre eram de Pedro e João. O coxo era apenas um instrumento para que a glória de Deus fosse por ele manifesta.
Mas, como entender isso?
Como entender que, o que estava acontecendo nos dias de Jesus e também nos dias de Atos dos Apóstolos, não eram meras manifestações da bondade e cuidado de Deus para com seus filhos, mas, “sinal da chegada do Reino de Deus”.
Para entender que estes sinais eram mais do que “suprir as necessidades daqueles que confiam no Senhor”, que eles eram a manifestação do reino de Deus para Israel, nós precisamos entender o que significa a expressão “Em Meu Nome”.
Jesus diz aos discípulos: “tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei” (Jo 14:13), “tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome” (Jo 15:16).
E o que significa pedir “em o nome de Jesus”?
Significa pedir com a autoridade de Jesus. Ou, como se você fosse o próprio Jesus. Em nome dEle.
Um bom exemplo para entender a condição de exercer algo “em nome de” é a função de embaixador. O embaixador é o representante de seu país em outro território, então, na ausência do presidente, o embaixador representa os interesses de seu país como se ele mesmo fosse o próprio presidente, mas não é. Ele assina papeis, fala e faz coisas em nome do presidente ou com a autoridade do presidente.
Sendo assim, “pedir em nome de Jesus” exclui qualquer possibilidade de pedir em benefício próprio.
Portando, “quem pede carro, casa, prosperidade ou mesmo uma cura para si ou para um amigo, não pede em nome de Jesus, mas pede para Jesus, e pede em benefício próprio”. Isso não significa que seu pedido não será atendido. Ele pode até ser atendido, por conta da bondade, misericórdia, amor e graça de Deus.
Porém, é equivocada a crença de que, ao proferir as palavras “Em o Nome de Jesus”, como que em um passe de mágica, eu peço o que meu coração desejar e Deus, como o gênio da lâmpada, atenderá meu pedido. Isso é superstição, é barganha e é ofensivo a Deus. Deus não faz propósito com ninguém, Deus não negocia com ninguém e Deus realiza a Sua vontade conforme Ele determinou e não nós.
Deus concedeu aos apóstolos a autoridade de fazer os mesmos sinais que Jesus e até maiores, em nome de Jesus, como se eles fossem o próprio Jesus. Por isso, quando “o povo correu atônito para junto no pórtico chamado de Salomão”, Pedro diz: “por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade tivéssemos feito andar o coxo? Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós” (At 3:12, 16).
O milagre aconteceu não por escolha do coxo, nem por escolha de Pedro ou João, mas por vontade e em nome de Cristo.
Pedro diz: “Israelitas, Aquele a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou”. Pedro prega a cruz de Cristo como condenação para Israel quando diz: “negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida” (At 3:13).
O milagre não aconteceu por causa do pedido do coxo e nem por conta de orações por ele feitas, mas, para conferir autoridade as palavras de Pedro e João. Pedro e João acusam Israel de “matar o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que são os apóstolos agora testemunhas” (At 3:15). O sinal veio para conferir autoridade e veracidade ao testemunho dos apóstolos.
Diante disso, poderíamos dizer que Deus tem todo o direito de revogar todas as promessas feitas a Israel com respeito ao reino que haveria de vir. Porém, veremos no próximo estudo que Deus é longânimo, e oferece mais uma vez oportunidade de arrependimento a Israel.
Fique conosco e até o próximo estudo!

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